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| QUERO SER SEU MUNDO PARA GIRAR AO SEU REDOR |
Imaginei um lugar onde pudesse te encontrar
para dar sentido ao meu viver
e este lugar era dentro de mim
que estou louco para te amar
Imaginei um paraíso
onde morasse a felicidade
para com você desfrutar caricias e entregas
onde o amor existisse de verdade
Este lugar era dentro de mim
Imaginei uma vida inteira
sonhando ao seu redor
inebriado por seus beijos
ouvindo cantigas de amor
Este lugar era dentro de você
Imaginei repartir com você
minhas alegrias e meu sofrer
me entregar por inteiro
pois sem você não sei viver
Imaginei você,
e hoje sou o mais feliz dos amantes
seu amor me tirou da rotina
e nada mais na minha vida é como antes
Gostaria que desse uma lida nesses comentários dos leitores

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| MUITOS CASAIS ESTÃO SEPARADOS, MESMO MORANDO JUNTOS |
Obrigado
por me dar o prazer da sua leitura. Escolha o texto e clique no link para ler.
Se você tiver algo que queira ou precisa ser publicado envie para o
e-mail: geraldobilico@gmail.com.
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| Este é o sr. Manoel, ex morador do asilo, já falecido |
O
que e quem me trouxe para este asilo, e porque fui condenado a este exílio? Qual foi o crime cometi? As pessoas que trabalham
aqui fazem o melhor que podem e somos tratados como se fossemos uma grande
família. Família... Já nem sei mais o que isso
significa e tem hora que dá uma vontade danada de conversar com os meus filhos,
mas não sei onde eles estão e se ainda querem conversar comigo. E à noite
quando o sono não chega fico escutando o ressonar dos outros que dormem ao meu
lado e bate uma saudade do quarto da casa que era o meu lar que deixei para
trás e que agora não é mais meu. Quando ouço
passos se arrastando, por uns momentos sou levado para o tempo em que os meus
filhos eram pequenos e caminhavam para minha cama com medo de
assombração. Quem será que levanta de madrugada para cobrir o meu neto
como eu fazia com os meus filhos? Não consigo entender! A velhice, além da saúde, tirou tudo que eu tinha. Liberdade. Família. Até os amigos esqueceram ou não se interessaram em saber
que esta casa é o meu atual endereço. Se me perguntarem se aqui é bom vou
repetir mil vezes que é o melhor lugar do mundo. Afinal foi esta casa que
me acolheu. Aqui não tem ninguém gritando ou falando pelos cantos que vai me
colocar em um asilo. afinal já estou aqui! Sei que causo os mesmos problemas que causaria em casa, mas todos que moram
aqui estão na mesma situação. Dependentes da boa vontade de estranhos. A
diferença é que as pessoas que cuidam de mim conhecem as minhas carências, e
pelo fato de terem me visto pela primeira vez do que jeito que estou não me
cobram nada. Elas agora estão substituindo os filhos que eu não soube criar ou
que não gostaram de terem nascido sob a minha proteção. Não tenho nada a reclamar
do tratamento recebido pós-abandono. Mas que eu sinto uma saudade danada de ter alguma coisa para novamente chamar
de meu, isto eu sinto.
Caminhando lentamente fiquei a pensar nos noticiários que ouço e assisto todos os dias vindos de todos os cantos do planeta como um grito de alerta. E volto a repetir: Se não pararmos de agredir a natureza a água potável estará com seus dias contados. E ao chegar em casa fiquei observando uma chuva grossa caindo lá fora e ouvi o barulho das goteiras que mais pareciam uma melodia que acalma e revigora o coração e a alma de quem acredita que ainda é possível recuperar o que sobrou da natureza destruída por pura ganância. Madrugada chuvosa! Depois de um temporal, pela manhã vi o rio da minha infância transbordando e quase atingindo a ponte. Velhos tempos! Naquele tempo o rio tinha vida e com qualquer chuva mais grossa ele transbordava e jogava água pra fora. Há cinquenta anos atrás não era necessário um temporal para fazer a gente olhar e nos deliciar vendo o leito de um rio caudaloso correndo para se juntar a outro rio para irem se encontrar com o mar. E daqui a uns quarenta anos o que os nossos filhos e netos terão para usufruir da natureza? Com certeza eles perguntarão... Onde foi parar o rio e cadê a água que corria no seu leito? E uma tristeza imensa me invade quando penso nos meus filhos e netos que sofrerão com as agruras do inferno que infelizmente, com o andar da carruagem, será o destino do planeta se tudo não for reconstruído para que o nosso país e o mundo como um todo voltem a ser e ter bons lugares para se viver. A água ainda resiste! Mesmo sendo agredida e expulsa do seu leito natural ela continua caindo do céu que também chora de tristeza vendo tudo sendo destruído. Quando a terra agredida não tiver mais por onde transpirar e no seu seio não mais correr o líquido da vida para subir ao céu e se transformar-se novamente em água e voltar purificada ainda haverá chuva? Enquanto o céu continuar nos enviando água limpa e abençoada isso será um resquício de esperança para todos e todas que acreditam em milagres. Infelizmente isso só será possível se a ganância por dinheiro e poder derem lugar às ações de salvação do meio ambiente degradado. Se isso não acontecer este leva e traz de esperança deixará de existir e o ser humano feito de pura água vai ter que se digladiar por um copo do precioso líquido.
Todas as manhãs faço um trajeto de meia hora a pé
caminhando na pista que margeia o que antes era um rio caudaloso e que
agora é apenas um córrego com uma coisa gosmenta se arrastando no lugar da água
no seu leito profanado. Apesar de tudo ainda é um bom lugar onde centenas de
pessoas caminham para manter o corpo em forma e muitas elogiam a pista e poucos
prestam atenção no leito profanado do antigo rio que insiste em ser referência:
“A pista é ao lado do rio” Não sei como alguém pode continuar usando o ex-rio
como uma referência se ele já não existe. É muito difícil conscientizar a
maioria das pessoas de que é preciso
preservar a obra prima concebida por Deus que olhou e viu que tudo era
bom. Elas não sentem saudade porque não viram um rio de água cristalina com os peixinhos nadando livremente quase à
tona d`água, e nem os regatos que corriam livremente em muitos lugares. Os meus
filhos nunca mataram gambá em nenhum quintal e não sabem o que é gabiroba,
cagueitera, araçá e outros frutos que nos encantavam. Nunca comeram um pêssego
ou um cáqui colhido direto do pé, e de preferência no quintal do vizinho, e
nunca viram um moinho movido a água que era visto na época em que a natureza
era parte integrante da vida de todos nós que não fomos bons professores porque
quando não contribuímos diretamente na destruição, também não lutamos pela
preservação e nunca exigimos respeito à natureza. O termo Ecologia ainda não
existia e hoje é palavra proibida. Não soubemos captar sua essência para
repassar aos nossos filhos pelo menos em uma foto de um de rio caudaloso
agora em agonia, de uma árvore arrancada em nome do progresso, de um peixe
tentando respirar e de um pássaro sem lugar para pousar. Só preserva quem sente
saudade! Felizes somos nós acima dos cinquenta anos que vamos morrer levando na
lembrança um pouco da beleza primitiva de tudo aquilo que Deus criou para
todos. Infelizes nós acima dos cinquenta anos que vamos morrer deixando como
herança maldita para as futuras gerações uma natureza morta pela ganância de
quem nunca soube o que era a preservação do meio ambiente. Se os jovens
quiserem consertar o que estragamos e reconstruir o mundo a partir da lição que
não tiveram. Se quiserem lutar pela ecologia e esquecerem a lógica da
concorrência frenética por status e dinheiro, a vida na terra ainda pode durar
alguns séculos. Do contrário, quando a velhice deles chegar, todo o
conhecimento adquirido, toda tecnologia e toda fortuna acumulada não
serão capazes de encher um simples copo de água. E quando forem questionados
pelo Artista maior, o que eles dirão? ”Foi preciso desmatar para construir
casas para as pessoas. Foi preciso desmatar para construir móveis para pessoas.
Foi preciso desmatar para construir fábricas e dar emprego para as pessoas”.
Mas na verdade, foi preciso desmatar e desviar os rios e destruir as nascentes
para que as grandes empresas pudessem explorar e roubar as nossas riquezas
minerais que foram criadas para todos. Tudo foi criado para as pessoas e
tudo foi destruído por elas, mas na visão da maioria a destruição foi
necessária para o progresso não parar. Ninguém tem coragem de dizer que tudo
foi destruído pela ganância e pelo maldito dinheiro que desde a criação do
mundo, mesmo com outro nome, já corrompia a mente do ser humano.
Ainda dá tempo! Que o Deus que nos criou para cuidar de toda a sua criação nos
perdoe e que as futuras gerações possam renovar a aliança com esse mesmo Deus
como fez São Francisco de Assis que abandonou sua vida de riqueza para cuidar
dos pobres e ser o maior defensor da natureza de todos os tempos. Como fez
Chico Mendes que deu sua vida para defender o que era de todos. Como
fizeram muitos mártires anônimos que também deram suas vidas em defesa da vida
de todos nós que nos omitimos e contribuímos para a destruição do nosso
planeta. Precisamos continuar sentindo saudade da natureza exuberante que nos
encantava quando éramos jovens e falar para os nossos filhos o quanto esta
saudade nos incomoda, para que um dia eles possam olhar para a natureza com um
olhar de preservação que lhes garantirá um futuro com um ar mais puro, uma água
mais cristalina e um sol que continuará aquecendo e uma lua que
continuará encantando. E que amor seja o elo de ligação entre o ser humano, a
natureza e o Criador.
Porque... Só preserva quem sente saudade.
O amor e a felicidade só encontramos se procurarmos primeiro em nós mesmos, não é? Para podermos dar amor a alguém precisamos tê-lo e nada melhor do que amar a si próprio, pois assim a outra pessoa também aprende a nos amar.
Lanço-te a pergunta que meu amor me fez há algum tempo atrás para que coloque-a em discussão no seu blog (também pretendo colocar no meu mas como o seu blog tem muito mais repercussão do que o meu vai ter mais respostas). A pergunta que ele me fez foi a seguinte: "o que vem primeiro: o amor ou o sexo?"
Espero vê-la logo em discussão!
Abraços da sua amiga blogueira,
Kênia.Nininha
Uauuuuuuuuuuuu! É caso para esta minha interjeição.
Seu poema é tão belo e tão ousado!
Estou imaginando a cena, que você descreve, com tanta sensualidade e fervor. Há, sempre, um dia e alguém, que nos tira da rotina. Habituação, andamos nós fartos.
Pena é, que seja, às vezes, por pouco tempo, mas como diz Vinicius: QUE SEJA ETERNO, ENQUANTO DURE.
O felicito pelo seu estado de alma, de homem apaixonado.
Beijos de luz.
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Estou ainda procurando algumas palavras, depois da leitura de algo tão belo, tão fascinante fica até difícil a escolha do melhor adjetivo para presentear ao seu texto. Digamos que estou ainda sob o efeito do choque que seu texto causa no meu interior. Seus poemas são tão agudos que não chegam ao cérebro, estes, pousam direto no coração por simplesmente além de falar de amor, fornecem amor, distribuem amor, doam amor, vendem amor, exalam amor de tanto amor que ele possui. A riqueza de sentimentos que cada texto seu possui ao falar de sentimento é, digamos, fascinante. Nos imaginar na convivência com este sentimento, ser correspondido com este sentimento é realçar a beleza e perfeição deste tão intendo. Seu texto nos inspira e essa inspiração é o que te aproxima de grande escritores. Em sua biografia você disse: "[...] Escrevo simplesmente por prazer[...]" e é isto, exatamente isto, que dá ao seu texto a vida e a harmonia que nos encanta a cada leitura. Parabéns!
Abraços, Wesley Carlos.
Um abraço e boa semana.