Escrevi este texto em 2013 e achei que seria oportuno publicálo de novo
Fico
observando o comportamento das pessoas, inclusive o meu e fico sem entender por
que tanta gente consegue e gosta de complicar a sua vida e a dos outros.
Muitas atitudes não deveriam ter sido tomadas e muitas palavras ditas não
deveriam ter sido pronunciadas. Palavras que ferem! Que machucam! Quase sempre
achamos que somos os donos da verdade e queremos que todos aceitem aquilo que
fazemos ou dizemos como se fossem verdades absolutas. É por isso que as
amizades estão deixando de existir e as instituições de caridade estão
enfraquecendo. É por isso que os lares estão ficando cada vez mais tristonhos e
as pessoas estão isoladas dentro do próprio seio da família cada um no seu
canto conversando com outras pessoas através das geringonças eletrônicas. É por
isso que as comunidades estão se resumindo a uma casa com alarmes, cercas
elétricas e muros que mais parecem os de uma prisão. Precisamos urgentemente
sair de dentro de nós e colocarmos para fora os sentimentos guardados, de
ternura, amor, compreensão, paixão e principalmente de caridade. Precisamos
urgentemente reconhecer que não somos donos da verdade e que a minha vontade só
terá validade se servir para unir e ajudar outras pessoas. Não podemos
querer tudo à nossa maneira. Não somos santos, mas também não somos demônios.
Mas é necessário reconhecer que somos seres humanos que precisam reaprender a
tolerar e aceitar as pessoas com seus defeitos e suas virtudes. E o mais
importante de tudo isso é deixar que elas enxerguem esses dois lados da nossa
personalidade. Nada de esconder aquilo que não presta e deixar à mostra apenas
o lado bom para ser admirado e elogiado. E se um dia todos fizerem isto e cada
um puder entender que é preciso enaltecer as virtudes que o outro tem para
oferecer e termos tranquilidade para rever nossos defeitos, com certeza a vida
ganhará contornos de paz. Portanto é preciso rever os conceitos que não agradam
às outras pessoas, e sem mutilar a nossa personalidade tentar nos adaptar para
sermos facilitadores no meio onde estamos inseridos. Família. Trabalho!
Comunidade! Essas convivências precisam ser revistas e recicladas todos os
dias. O perdoar e entregar-se precisa superar os limites da tolerância, porque
quando a intolerância de um dos lados ultrapassar a barreira do impossível é
chegada a hora da ruptura e cada um terá que seguir seu caminho, e tomara que
seja sem ódios e sem rancores. Só existe uma maneira de se posicionar quando o
relacionamento entre duas pessoas se transforma em campo minado e a convivência
um martírio. Quando a ruptura acontecer a única atitude a ser tomada é
deixar que a outra pessoa viva sua vida do jeito que lhe convier e não ficar
falando pelos cotovelos coisas que denigrem a sua imagem. Nada desse negócio de
ficar falando que fulano de tal era assim ou assado. Ficar remoendo
rancores não levará ninguém a lugar nenhum porque rancores e desamores só
existem para serem esquecidos.