Faço parte de uma geração que está se despedindo do mundo e infelizmente tenho a impressão que não estaremos sozinhos na hora do réquiem. Milhares de pessoas estão matando e morrendo em uma guerra urbana que dizima, principalmente os mais jovens que estão deixando-se dominar pelos aparelhos eletrônicos que os escravizam e pelas drogas que os liquidam. Em muitos lares cada membro da família fica recolhido em um canto longe uns dos outros para interagir com seus "amigos" virtuais. E agindo assim esquecem que para ser uma família de verdade é preciso que cada membro seja acolhido com amor e tratado com ternura. É este acolhimento que está faltando dentro dos lares e desestruturando totalmente o elo familiar. A tecnologia é mutante e a cada dia surge um novo aparelho e um novo aplicativo e as pessoas vão se deixando programar e se tornam cada vez mais artificiais. A cada geringonça nova que surge o meu coração perde um pouco do seu compasso e a minha consciência me leva a procurar cada vez mais por Deus que está sendo substituído por um chip qualquer. Estão lançando um novo aplicativo e dizem que é para facilitar a interação entre as pessoas dentro de um bar, de um restaurante, de um shopping, em uma boate ou qualquer lugar de aglomeração. Os amantes da tecnologia estão achando isso uma maravilha e sentindo-se felizes porque basta cadastrar seu perfil e o aplicativo lhe mostrará outra pessoa com um comportamento semelhante ao seu para se relacionarem. E onde fica a conversa e o encantamento do relacionamento do olho no olho e a magia do flerte quando dois olhares se cruzam? Estamos cada vez mais à mercê da inteligência artificial. As máquinas estão conseguindo copiar os humanos e se tornando donas de seus movimentos e das suas próprias ações. E o que temos hoje de amor. sensibilidade, carinho e ternura que as novas tecnologias não poderão copiar? A frieza de uma máquina não vai conseguir substituir a amizade, o carinho, a doçura e o amor e nem mesmo a insensatez e a intolerância do ser humano. Máquina não ama! Então, o que ela vai formatar? A maneira de ser insensível e egoísta que nos faz esconder atrás de um aparelho eletrônico e cuidar mais e melhor dos animais a ponto de relegarmos a segundo plano o contato com os nossos semelhantes? Esta é a razão da minha preocupação e do meu medo: Não vou estar nesse mundo para assistir esta aberração, mas fico triste só de imaginar a minha futura geração sendo dominada por um punhado de plásticos, por uma placa mãe que não armazena emoções e por uma memória Ram que não guarda saudades e pelos Chips que serão suas algemas os impedindo de viver do jeito e da maneira que quiserem.
ESCRAVOS DAS REDES ANTISSOCIAIS
Um disco de vinil tocando na vitrola parece querer me dizer que não sou simplesmente um velho ultrapassado, contrastando com o que algumas pessoas insistem em me dizer. Meu neto com dois anos e poucos meses quando vem à minha casa corre para perto da vitrola e pede para colocar um disco e fica dançando ao som do vinil. E sou muito agradecido a Deus por poder dançar com ele no colo, o que para mim é motivo de grande contentamento e emoção. Estava tão embevecido com a alegria do meu neto que nem prestava atenção nas músicas, e de repente Roberto Carlos estava cantando a canção “Jesus Cristo”. E em oração pedi a Ele que não me deixe escravizar por nada e por ninguém. Constantemente ouvimos dizer que esta é a era da tecnologia, e eu seria um idiota se dissesse o contrário. Estou aposentado e não tenho nenhum compromisso profissional, e na minha talvez estúpida visão, não preciso ser escravo de nenhuma geringonça eletrônica. “Jesus Cristo eu estou aqui”, dizia a canção do rei. Cristo sabe que estamos aqui e com certeza queria que todos estivéssemos presentes de corpo e alma. Com muita tristeza fico observando crianças que ainda não aprenderam sequer a engatinhar segurando um aparelho eletrônico qualquer em suas pequeninas mãos. Com muita tristeza fico observando meninos e meninas com dez anos ou menos andarem soltas pelas ruas como se não tivessem ninguém a esperá-las, enviando e recebendo mensagens de e para qualquer pessoa. Com muita tristeza fico observando pessoas idosas clicando freneticamente enquanto atravessam as ruas sem ao menos perceberem que podem sofrer um acidente fatal. E honestamente não sei o que estou fazendo neste mundo onde o ser humano está cada vez mais robotizado e insensível. A grande maioria é escrava de um celular que agora não é apenas um telefone. A grande maioria é escravizada pelas redes sociais e pelos sites de relacionamentos que afastam as pessoas. Por duas vezes tentei me conectar ao face-book para divulgar o que escrevo e nunca vi nada tão perverso onde poucas pessoas postam algo que tenha relevância, e qualquer futilidade é muito vista e compartilhada, Posso dizer com muita alegria: não sou escravo de nenhum chip e prefiro ficar conectado com Deus e com as pessoas.
INTELIGÊNCIA OU SER HUMANO ARTIFICIAL?
Sou chamado de ultrapassado por não ter me rendido à tecnologia escravizante que está arruinando a vida de muitas pessoas. Sou avesso às tecnologias que abafam os sentimentos e separam as pessoas criando cada vez mais jovens e adultos estressados, neuróticos e solitários. Posso afirmar sem medo de errar que a maioria das pessoas se deixam escravizar pelos apelos da propaganda que as induzem ao consumismo exagerado e pelas conversas muitas vezes desnecessárias nas redes sociais, mas na realidade o que elas estão querendo é se esconderem delas mesmas e continuam andando apressadas sem olharem para os lados. A impressão que se tem é que todos estão “protegidos” dentro de uma bolha hipnotizados pelas imagens e mensagens que chegam em seus aparelhos ou pelo barulho que vem dos fones de ouvido. Não vivo sem celular! Esta frase é repetida milhões de vezes em todo o mundo. Um dia sem internet? “Isso é inadmissível! E o que é pior, não é apenas para o sistema financeiro, para a indústria ou para o comércio. A grande preocupação é que um dia sem internet pode provocar uma comoção mundial onde milhões de pessoas sofrerão um surto de comportamento sem sombra de dúvida, idêntico à esquizofrenia. Isto me preocupa, e fico pensando... Será que a raça humana não está muito perto do fim? A cada dia que passa o ser humano está perdendo de vez a capacidade de amar e de se relacionar uns com os outros, e com esse comportamento está se afastando cada vez mais do seu semelhante deixando bem claro que com toda a tecnologia que supostamente veio para melhorar a vida das pessoas, o medo e a solidão são sem dúvida as grandes barreiras a serem superadas. Com a natureza e a fauna está claro que não existe mais nenhum tipo de relacionamento pois matamos a maioria dos animais, destruímos árvores, secamos nascentes, rios, lagos e lagoas. Eu faço parte de uma geração que está se despedindo do mundo e infelizmente tenho a impressão que não estaremos sozinhos na hora do réquiem. Milhares de pessoas estão matando e morrendo em uma guerra urbana que dizima, principalmente os mais jovens que estão se deixando dominar pelos aparelhos que os escravizam e pelas drogas que os liquidam. Estamos assistindo os novos pais que não querem mais ouvir os gritos, as birras e as manhas de seus filhos e filhas, comportamentos naturais de uma criança, e para isso colocam em suas mãos uma geringonça eletrônica para que fiquem comportadas e parem de “perturbar’ os que não sabem mais o que é trocar meia dúzia de palavras e que também ficam presos a um teclado recebendo e enviando mensagens compartilhando futilidades e deixando de lado o contato físico e visual com seus entes queridos. Este compartilhamento de amor, ternura, amizade e entrega de corpo e alma e coração é o que está faltando dentro dos lares e desestruturando totalmente o elo familiar. A tecnologia da informação é mutante e a cada dia surge um novo aparelho e um novo aplicativo e as pessoas vão se deixando programar tornando-se cada vez mais artificiais. A cada geringonça nova que surge o meu coração perde um pouco do seu compasso e a minha consciência me leva a procurar cada vez mais por Deus que está sendo substituído por um chip qualquer. Estão lançando um novo aplicativo e dizem que é para facilitar a interação das pessoas dentro de um bar, restaurante, shopping, boates ou qualquer lugar de aglomeração. Os amantes dessa tecnologia estão achando isso uma maravilha e estão felizes porque basta a pessoa cadastrar seu perfil e a tecnologia lhe mostrará alguém com comportamento semelhante ao seu para se relacionarem. E onde fica a conversa e o encantamento do relacionamento olho no olho, e a magia do flerte quando dois olhares se cruzam? A frieza de uma máquina não vai conseguir substituir a amizade, o carinho, a doçura e o amor e até mesmo a insensatez e a intolerância do ser humano. Estamos à mercê da inteligência artificial e suas máquinas estão conseguindo copiar os humanos tornando-se donas de seus movimentos e das suas próprias ações. E o que temos hoje de sensibilidade, carinho e ternura que as novas tecnologias não poderão copiar? Nada! Máquina não ama. Então o que ela vai formatar? A maneira de ser insensível e egoísta que nos faz esconder atrás de um monitor e cuidar mais e melhor dos animais a ponto de relegarmos a segundo plano o contato com nossos semelhantes. Esta é a razão da minha preocupação e do meu medo: Não vou estar nesse mundo para assistir esta aberração, mas fico triste só de imaginar minha futura geração sendo dominada por um punhado de plásticos e parafusos, por uma placa mãe que não armazena emoções, por uma memória Ram que não guarda saudades e por um Chip que será suas algemas os impedindo de viver.
MÁQUINAS NÃO AMAM
Faço parte de uma geração que está se despedindo do mundo e infelizmente tenho a impressão de que não estaremos sozinhos na hora do réquiem. Milhares de pessoas estão matando e morrendo em uma guerra urbana que dizima, principalmente os mais jovens que estão deixando-se dominar pelos aparelhos eletrônicos que os escravizam e pelas drogas que os liquidam. Em muitos lares cada membro da família fica recolhido em um canto longe uns dos outros para interagir com seus "amigos" virtuais. E agindo assim esquecem que para ser uma família de verdade é preciso que cada membro seja acolhido com amor e tratado com ternura. É este acolhimento que está faltando dentro dos lares e desestruturando totalmente o elo familiar. A tecnologia é mutante e a cada dia surge um novo aparelho e um novo aplicativo e as pessoas vão se deixando programar e se tornam cada vez mais artificiais. A cada geringonça nova que surge o meu coração perde um pouco do seu compasso e a minha consciência me leva a procurar cada vez mais por Deus que está sendo substituído por um chip qualquer. Estão lançando um novo aplicativo e dizem que é para facilitar a interação entre as pessoas dentro de um bar, de um restaurante, de um shopping, em uma boate ou qualquer lugar de aglomeração. Os amantes da tecnologia estão achando isto uma maravilha e sentindo-se felizes porque basta cadastrar seu perfil e o aplicativo lhe mostrará outra pessoa com um comportamento semelhante ao seu para se relacionarem. E onde fica a conversa e o encantamento do relacionamento do olho no olho e a magia do flerte quando dois olhares se cruzam? Estamos cada vez mais à mercê da inteligência artificial. As máquinas estão conseguindo copiar os humanos e se tornando donas de seus movimentos e das suas próprias ações. E o que temos hoje de amor. sensibilidade, carinho e ternura que as novas tecnologias não poderão copiar? A frieza de uma máquina não vai conseguir substituir a amizade, o carinho, a doçura e o amor e nem mesmo a insensatez e a intolerância do ser humano. Máquinas não amam! Então o que ela vai formatar? Com certeza a maneira de ser insensível e egoísta que nos faz esconder atrás de um aparelho eletrônico e cuidar mais e melhor dos animais a ponto de relegarmos a segundo plano o contato com os nossos semelhantes. Esta é a razão da minha preocupação e do meu medo! Não vou estar nesse mundo para assistir esta aberração, mas fico triste só de imaginar a minha futura geração sendo dominada por um punhado de plásticos, por uma placa mãe que não armazena emoções e por uma memória Ram que não guarda saudades e pelos Chips que serão suas algemas os impedindo de viverem do jeito e da maneira que quiserem.
Se dissesse que sou contra o avanço da tecnologia com certeza eu seria um velho maluco. Mas se eu disser que passo meus dias curtindo várias postagens e clicando freneticamente para enviar mensagens, eu seria um grande mentiroso. Fico observando o comportamento das pessoas, inclusive as da minha família e com tristeza percebo que as relações familiares estão se deteriorando a passos largos porque em muitos lares tem alguém vivendo no espaço cibernético. Hoje é muito comum irmos visitar uma família e ficar sabendo que um dos filhos ou filhas estão presos dentro de seus quartos escravizados por uma rede anti-social e por jogos eletrônicos que nada acrescentam em suas vidas. Estamos vendo crianças, jovens, adultos e muitos idosos sendo escravos de uma geringonça eletrônica que afasta as pessoas e destrói os relacionamentos com a falsa ilusão de que aproxima. A amizade que antes unia as pessoas como se fossem irmãos e irmãs foi trocada por um aparelho eletrônico que faz com que muitos se isolem em uma prisão cibernética e esqueça os momentos de risos e de alegria que realmente nos aproximavam. Ligando o rádio ou o televisor nossas casas são constantemente invadidas por imagens, falas e comportamentos que são uma afronta aos bons costumes e quando não aceitamos ou fazemos alguma crítica somos taxados de preconceituosos. A todo momento nossas famílias são bombardeadas por uma mídia facciosa que interfere na educação das crianças e dos jovens e no comportamento dos adultos incutindo em todos um desejo mórbido de um consumismo exagerado. E continuo observando o comportamento das pessoas. Quando vejo na rua meninos e meninas com seus dezesseis anos ou menos conversando ao celular e carregando no colo ou empurrando um carrinho com o seu bebê fico me perguntando: Como será o futuro desta criança? O que esses meninos e meninas têm de experiência de vida para passar para este filho ou filha? A maioria dessas crianças serão criadas pelos avós, que na maioria das vezes também não souberam, não quiseram ou simplesmente não tiveram condições financeiras e psicológicas para educarem seus filhos. O que a maioria dos pais desses jovens tem a nos dizer? O que os amantes da tecnologia tem para nos dizer e o que esperar do futuro deste mundo cujos habitantes serão todos movidos a chips e placas eletrônicas?
PLACA MÃE NÃO GERA FILHOS
Escrevi esse texto depois de ter que desligar o computador onde meu filho de dezesseis anos estava vidrado na tela às duas horas da manhã. Estamos na era da eletrônica onde robôs já fazem serviços domésticos e cachorros de lata vigiam as casas. As geringonças eletrônicas não envelhecem, mas rapidamente ficam obsoletas e logo são substituídas por outras mais modernas. A tecnologia avança a passos largos, é mutante, muitas vezes deixando para trás sentimentos de amor e de ternura. Os filhos agora entendem tudo de placa mãe que não chora e não gera filhos e que é a responsável pelo funcionamento da máquina onde todos os componentes são acoplados e sem ela o computador não existiria. Igualzinho à Mãe de carne e osso que abraça todos os filhos com amor e carinho e sem ela a família não existiria. A diferença é que ela pensa e não aceita ser formatada na hora que o filho quiser. Os pais não são perfeitos como os computadores, e muitos filhos e filhas acham que é preciso apagar lembranças de terem sido empurrados em carrinhos de bebê e de noites mal dormidas porque alguém chorava. Para quê conversar com quem não se deixa modificar num simples apertar de uma tecla? As “máquinas humanas”, ou seja, os pais que formataram suas vidas com carinho e amor, sem disco rígido e sem placa mãe, estão ultrapassados e precisam ser jogados em um asilo onde receberão uma visita de vez em quando, ou em um quartinho dos fundos se misturando com as geringonças eletrônicas obsoletas. Houve tempos em que o pai era chamado de “esteio da casa”, para os mais jovens, esteio é a peça principal que sustenta um telhado. Hoje os filhos entendem muito de disco rígido que armazena as informações que cada um acha do seu agrado e os esteios vão ficando esquecidos na lixeira ou se tornam simplesmente um rascunho. Enquanto eu tiver forças vou lutar contra o lado perverso desse senhor de engenho chamado tecnologia para que ela possa ser usada somente para o bem e não para escravizar as pessoas. Os amigos agora são virtuais. Os amores são superficiais! Nós acima dos cinquenta anos estamos sendo vencidos pela tecnologia que oferece muitos atrativos para nossos filhos que só pensam em nos apagar do seu círculo de amizades e da própria vida. Na mesma proporção que a tecnologia avança, os corações embrutecem. Muitos jovens se trancam em seus quartos e seu “disco rígido” não tem espaço para momentos de cumplicidade com os pais, e sua memória ram não consegue lembrar quantos abraços e beijos foram compartilhados. Se os jovens não pararem para pensar e não fizerem a inclusão do amor junto com a inclusão digital daqui a poucos anos o mundo será habitado apenas por robôs, e os da minha geração irão se encontrar com a mãe terra muito antes do que pensavam.