Nome
atribuído: Acervo da Antiga Matriz e do Padre Osório de Oliveira Braga. Localização: Casa de Cultura
Josephina Bento, Betim-MG
Descrição: O Acervo de Bens Móveis atribuídos ao Padre
Osório de Oliveira Braga é constituído por 32 peças e por objetos pessoais do
Padre. sendo elas, alfaias litúrgicas que são os objetos usados na
celebração da Santa Missa e em outras celebrações. O padre Osório nasceu
em 1878, e em sua adolescência estudou no Colégio do Caraça. Em 1895
entrou para o Seminário de Mariana para seguir sua vocação religiosa. No ano de
1901 retornou para Capela Nova de Betim e assumiu a Paróquia De Nossa Senhora
do Carmo em 1920. A partir de então tornou-se uma grande liderança sócio
religiosa no cenário municipal: foi presidente do diretório político da cidade
e exercia cargo de inspetor escolar e chegou a ser vereador tornando-se
conhecido nas localidades adjacentes por seu autoritarismo e astúcia política. Vários
Relatos orais atribuem a ele a emancipação política da nossa cidade em 1938, o
que comprova, não a veracidade deste fato, mas o reconhecimento local de sua
participação nos processos de poder locais. A trajetória do Padre esteve SEMPRE ligada ao tempo em que celebrava na antiga Matriz de Nossa
Senhora do Carmo que foi demolida em 1969 pelo então prefeito Álvaro
Alvim e que até hoje os betinenses mais velhos não sabem o
motivo da demolição. Com o intuito de conservar a memória de ambos, foi tombado uma
coleção de bens pessoais do sacerdote e outros ligados ao seu ofício na Matriz.
Nessa coleção, encontram-se luxuosos paramentos litúrgicos típicos da Igreja
Católica antes do Concilio presidido pelo Papa João XXIII que propôs a reforma
e renovação dos ritos litúrgicos. O Padre Osório esteve entre os que resistiram
a essa reforma, pois continuou a usar os paramentos romanos e celebrar as
missas em latim de costas para a assembleia. Preservar os pertences do Padre e
as alfaias é preservar a memória da Antiga Matriz, um local de identidade para
uma grande parte da população local. O conjunto foi tombado em 1998 como
patrimônio cultural de Betim. O que escrevi acima foi tirado do site da nossa
cidade. O que mais assombra a todos nós betinenses é a pergunta que ninguém se
atreve a responder. Onde foram parar as madeiras, os móveis e as imagens da
antiga igreja?
Descrição: O Acervo de Bens Móveis atribuídos ao Padre Osório de Oliveira Braga é constituído por 32 peças e por objetos pessoais do Padre. sendo elas, alfaias litúrgicas que são os objetos usados na celebração da Santa Missa e em outras celebrações. O padre Osório nasceu em 1878, e em sua adolescência estudou no Colégio do Caraça. Em 1895 entrou para o Seminário de Mariana para seguir sua vocação religiosa. No ano de 1901 retornou para Capela Nova de Betim e assumiu a Paróquia De Nossa Senhora do Carmo em 1920. A partir de então tornou-se uma grande liderança sócio religiosa no cenário municipal: foi presidente do diretório político da cidade e exercia cargo de inspetor escolar e chegou a ser vereador tornando-se conhecido nas localidades adjacentes por seu autoritarismo e astúcia política. Vários Relatos orais atribuem a ele a emancipação política da nossa cidade em 1938, o que comprova, não a veracidade deste fato, mas o reconhecimento local de sua participação nos processos de poder locais. A trajetória do Padre esteve SEMPRE ligada ao tempo em que celebrava na antiga Matriz de Nossa Senhora do Carmo que foi demolida em 1969 pelo então prefeito Álvaro Alvim e que até hoje os betinenses mais velhos não sabem o motivo da demolição. Com o intuito de conservar a memória de ambos, foi tombado uma coleção de bens pessoais do sacerdote e outros ligados ao seu ofício na Matriz. Nessa coleção, encontram-se luxuosos paramentos litúrgicos típicos da Igreja Católica antes do Concilio presidido pelo Papa João XXIII que propôs a reforma e renovação dos ritos litúrgicos. O Padre Osório esteve entre os que resistiram a essa reforma, pois continuou a usar os paramentos romanos e celebrar as missas em latim de costas para a assembleia. Preservar os pertences do Padre e as alfaias é preservar a memória da Antiga Matriz, um local de identidade para uma grande parte da população local. O conjunto foi tombado em 1998 como patrimônio cultural de Betim. O que escrevi acima foi tirado do site da nossa cidade. O que mais assombra a todos nós betinenses é a pergunta que ninguém se atreve a responder. Onde foram parar as madeiras, os móveis e as imagens da antiga igreja?
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