7 de mai de 2015

RIO DA MINHA INFÂNCIA .



Este poema foi escrito no dia 23/12/2005, infelizmente até hoje nada mudou


Quando olho o rio da minha infância 
carregando lixo e esgoto 
no lugar da água onde nadei 
Dói no fundo da minha alma 
porque vi tudo acontecer 
e me calei 
Quando olho o rio da minha infância 
morrendo aos poucos sem oxigênio 
Dói fundo no coração 
por eu ter sido covarde 
e não esboçar nenhuma reação 
Quando escuto o rio da minha infância 
gritando por socorro 
sem água para cantar sobre as pedras 
Dói fundo na minha alma 
por ter ficado indiferente 
e covardemente ter ficado indiferente 
Quando olho o rio da minha infância 
sem os peixes que eu pescava 
sem a água que eu bebia 
Dói fundo no pensamento 
pela minha omissão  
da responsabilidade que eu fugi 
Onde foram parar os rios? 
Ainda dá tempo. . 

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