FORA BOLSONARO, O VIRUS QUE ESTÁ MATANDO O BRASIL

7 de mai. de 2015

RIO DA MINHA INFÂNCIA .



Este poema foi escrito no dia 23/12/2005, infelizmente até hoje nada mudou





Quando olho o rio da minha infância
carregando lixo e esgoto no lugar da água onde nadei 
Dói no fundo da minha alma 
porque vi tudo isso acontecer e me calei 

Quando escuto o rio da minha infância 
Asfixiado, gritando por socorro 
sem água para cantar sobre as pedras 
Dói fundo na minha alma 
de covardemente, ter ficado indiferente 

Quando olho o rio da minha infância sendo destruído
Morrendo aos poucos
Dói fundo no coração 
por ter sido covarde 
e não ter esboçado nenhuma reação 

Quando olho o rio da minha infância 
sem os peixes como os que eu pescava 
sem a água como a que eu bebia 
Dói fundo no pensamento pela minha omissão, 
E da responsabilidade que fugi 

Onde foram parar os rios? 
Será que ainda dá tempo...
De recuperar?
Tempo de tirar o concreto,
para que a água volte a cantar? 

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