05 fevereiro, 2021

SEMEANDO DESTRUIÇÃO

 

ASSIM ESTÁ O AMAZONAS, VAMOS NOS CALAR?


Debruçado na proteção do córrego que margeia uma avenida perto da minha casa fiquei observando a água mansa tentando carregar o esgoto vindo dos vasos sanitários que lhe é jogada sem nenhum tipo de tratamento.
Lembrei-me do texto que escrevi: MEU BAIRRO PARECE UM LIXÃO.
Lá estava ela correndo sobre o cimento carregando todo tipo de sujeira e a ignorância de todos nós que não nos preocupamos com o futuro e com a vida de nossos filhos e netos. Seu leito que deveria ser um lugar sagrado, agora profanado pelo concreto, impede que a água se aconchegue no colo da sua irmã terra.
Infelizmente todos os leitos, de todos os rios, córregos, lagoas e riachos não passam de sepulturas que recebem o lixo dos humanos, que com suas atitudes de destruição estão muito longe de serem realmente humanos imagens e semelhanças de Deus.
Este córrego que estou observando com tristeza, desemboca no ex-rio da minha cidade.
A expressão “ex-rio” significa realmente o divórcio litigioso do ser humano com a natureza. Destruímos os mananciais, e mesmo vendo os peixes e outros animais morrendo não nos sensibilizamos com o calvário da natureza.
Não quisemos repartir a herança que recebemos de Deus, e a destruímos por pura ganância. Roubamos tudo que a natureza produziu e continua produzindo, e como um ex-companheiro rancoroso matamos os animais e derrubamos árvores centenárias.
E essa criatura que de humano nada tem continua semeando destruição e morte para deixar um inferno como herança para sua próxima geração.
Ainda bem que não tenho domínio sobre o tempo de viver e de morrer. Eu queria que o mundo acabasse depressa, mesmo sabendo que as pessoas que mais amo terão vivido pouco tempo.
O futuro da terra e dos humanos é muito sombrio.  
Todos da minha geração sabem que as nossas próximas gerações sofrerão muito por culpa da ignorância de muitos pobres, e da ganancia dos ricos que são pobres de espírito.
De vez em quando tenho uns lampejos de esperança, e acho que talvez ainda dê tempo de salvar o que parece estar perdido.
Mas para isso será preciso que todos repensem suas atitudes, e com simplicidade façam o básico
Lixo não se joga na rua, nas calçadas, ou em lotes vagos, e muito menos nos córregos e rios.
Móveis e eletrodomésticos e outras geringonças não voam. Vidros, isopor e plásticos e outras centenas de poluentes também não voam, portanto não devem serem deixados nas calçadas ou descartados sem nenhuma responsabilidade e sensibilidade ecológica.
Mangueira não é cabo e água não é vassoura.
Nenhum jardim ou horta nascerão na sua calçada ou na rua frente à sua casa, portanto não fique desperdiçando água molhando todos os dias.
Córregos, lagoas e rios não foram criados para receberem o lixo de quem não sabe reciclar sua própria vida. Também não foram criados para receberem os dejetos industriais e o
esgoto sem tratamento que os empresários gananciosos e políticos inescrupulosos fazem questão de despejarem em seus leitos.
Ainda bem que a natureza é sábia e se recupera facilmente. Até quando?
Ontem o Papa Bento XVI disse que às vezes pensa que Deus está dormindo. E cheguei à conclusão que realmente estava quando nos deu o livre arbítrio e nos deixou escolher nosso jeito de viver.
Cabe a nós entendermos que em se tratando do meio ambiente, é salvar ou morrer
 


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