17 maio, 2021

MORRENDO AOS POUCOS

 

Depois de mais um dia de muito calor, à noite o céu chorou em forma de tempestade e o seu pranto era de uma imensa dor causada pela quantidade de árvores arrancadas pela ganância e pelo progresso que não pode parar.  Chorou com saudade dos rios que antes corriam caudalosos cantando sobre as pedras. Nesta tempestade os raios pareciam escrever no firmamento para que nós, os seres que se dizem humanos, víssemos o quanto isto é triste e doloroso.  E mais uma vez a fúria das águas arrastou muito lixo, carros, e pessoas que mesmo sofrendo continuam fingindo não saber o que é reciclagem e não acreditam que a culpa é de todos e todas que ignoram a necessidade de preservação do meio ambiente. Praticamente todos os dias tomamos conhecimento de terras sendo rasgadas para a exploração das suas riquezas. Rios sendo desviados dos seus cursos naturais e matas virando pastos. Tudo isso em nome do progresso e da ganância de alguns políticos e de empresários gananciosos e de muitas outras pessoas que se negam a perceber que a natureza quer vingança e que estamos cometendo um suicídio e morrendo aos poucos se continuarmos a ignorar os seus alertas. E se isto acontecer vai chegar o dia em que o ecossistema não irá mais suportar. Tenho medo!  Porque se a maioria das pessoas não se unirem para salvar o planeta a nossa mãe terra irá se partir em milhões de destroços e jogar pedaços de gente pelo ar. E então, o espaço sideral com toda sua magia e beleza e mistério, da raça que ultrapassou os limites da ignorância vai se transformar em um imenso cemitério para os seres que na verdade nunca foram humanos

fiquem vagando pelo espaço

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