Depois
de mais um dia de muito calor, à noite o céu chorou em forma de tempestade e o
seu pranto era de uma imensa dor causada pela quantidade de árvores
arrancadas pela ganância e pelo progresso que não pode parar. Chorou com saudade dos rios que
antes corriam caudalosos cantando sobre as pedras. Nesta tempestade os raios
pareciam escrever no firmamento para que nós, os seres que se dizem
humanos, víssemos o quanto isto é triste e doloroso. E mais uma
vez a fúria das águas arrastou muito lixo, carros, e pessoas que mesmo
sofrendo continuam fingindo não saber o que é reciclagem e não acreditam que a
culpa é de todos e todas que ignoram a necessidade de preservação do meio
ambiente. Praticamente todos os dias tomamos conhecimento de terras sendo
rasgadas para a exploração das suas riquezas. Rios sendo desviados dos
seus cursos naturais e matas virando pastos. Tudo isso em nome do
progresso e da ganância de alguns políticos e de empresários gananciosos e
de muitas outras pessoas que se negam a perceber que a natureza quer
vingança e que estamos cometendo um suicídio e morrendo aos poucos se
continuarmos a ignorar os seus alertas. E se isto acontecer vai chegar o dia
em que o ecossistema não irá mais suportar. Tenho medo! Porque se a
maioria das pessoas não se unirem para salvar o planeta a nossa mãe terra irá
se partir em milhões de destroços e jogar pedaços de gente pelo ar. E
então, o espaço sideral com toda sua magia e beleza e mistério, da raça
que ultrapassou os limites da ignorância vai se transformar em um imenso cemitério para
os seres que na verdade nunca foram humanos
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