BETIM, UM PARAÍSO SENDO DESTRUÍDO

01 julho, 2015

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O MUNDO?















*Vejam que artigo interessante eu busquei o site VEJA SAÚDE, 
Francisco Nogueira é psicólogo e psicanalista e membro do Departamento de Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.
"Em 1931, o físico Albert Einstein escreve uma carta ao psicanalista Sigmund Freud a pedido da Liga das Nações. O cientista quer saber do médico se seria possível a humanidade se livrar das guerras. Na carta, Freud lembra que nosso instinto agressivo, herdado das nossas origens junto às feras, é algo inerente e necessário para a sobrevivência dos seres humanos. Sempre haverá a possibilidade de recorrermos à violência como uma resposta a determinada situação. 
O desenvolvimento da cultura, nos conta Freud, permitiu o deslocamento do poder, que deixou o campo da violência e adentrou o campo do direito. Quando isso acontece, o poder deixa de estar na mão do mais forte e passa a pertencer à coletividade, que estabelece códigos para evitar que o mais forte volte a se tornar um tirano. 
Mas o desenvolvimento da cultura não foi suficiente para eliminar do ser humano seu lado violento. O fortalecimento dos nossos instintos amorosos foi a grande conquista evolutiva da nossa espécie e, graças a eles, aprendemos a encontrar destinos e formatos adequados para lidar com a violência. 
O avanço civilizatório pressupõe a capacidade de resolvermos nossas diferenças através de ideias e diálogos, não da força bruta. Mas esse avanço não é definitivo. A guerra, nesse sentido, é a é a expressão de uma regressão psíquica, civilizatória, ética e, também, estética. 
Em sua carta, Freud faz um alerta importante ao lembrar que a cultura, ou a civilização, não representa a natureza humana. E a guerra na Ucrânia é mais um reflexo do descuido com que o nosso tempo trata das questões fundamentais para nós. 
Em um momento marcado pelo esgotamento emocional que a pandemia de Covid-19 provocou na população mundial, o conflito na Europa nos remete a tantas outras guerras que vivemos, muito mais perto de nós.... Os conflitos nas periferias brasileiras, onde sobretudo os negros são mortos diariamente; o genocídio dos grupos indígenas; o flagelo da fome, do desemprego e da fila do osso. Tudo isso não nos deixa esquecer que em nosso próprio país a vida também tem sido violentamente posta em segundo plano.  Como indivíduos, todos nós temos razões para sermos pacifistas. Sejam biológicas, pois nosso corpo não foi feito para suportar a brutalidade da guerra, sejam psicológicas, pois ainda que sobreviva o corpo, a mente padecerá. Não é porque a presença dos nossos instintos agressivos não foi eliminada pela evolução cultural que temos desculpas para fazermos a guerra. Pelo contrário, é justamente porque temos uma tendência  agressividade que devemos ser pacifistas e repudiar toda e qualquer guerra. É justamente porque podemos ser violentos que precisamos, todos os dias, reafirmar os princípios da vida, da cultura e da civilização,




O que está acontecendo com o mundo? 
Não precisamos procurar mais nada e não temos onde nos escondermos, pois em qualquer lugar onde estivermos seremos encontrados por um satélite ou filmados por uma câmera que vigia nossos passos nos quatro cantos da terra. Precisamos urgentemente voltar nosso olhar para o firmamento para procurar estrelas e outras luzes para povoar nosso imaginário. Precisamos voltar a nos relacionar mais com as pessoas sem acharmos que a grande maioria não são confiáveis.
Podemos começar dentro da nossa própria casa com a nossa família.
Precisamos voltar a ser mais humanos.
Assim, quem sabe um dia possamos responder à pergunta:
O que está acontecendo com o mundo?  
Parece que o clico de vida humana no planeta está chegando ao fim. Estamos na era da informática e da tecnologia, a esperança era que o poder do conhecimento, o avanço da ciência e uma fé inabalada em Deus pudessem acalmar o coração e a sede de poder deste animal racional, ou eu poderia dizer irracional?
As pessoas estão cada vez mais dependentes de uma máquina e a maioria dos amigos agora são virtuais.  Estamos cercados de máquinas por todos os lados. Máquinas que curam e que são privilégios de poucos que podem pagar por uma medicina sofisticada. Máquinas que matam todos os dias nas guerras urbanas, nos becos, nas ruas, nas avenidas, nos barracos e nas mansões de todas as cidades do mundo.
O celular é o bem mais precioso e mais amado de todos os tempos. Pessoas morando na mesma rua conversam através desses aparelhos que se tornaram os olhos e a mente de bilhões de pessoas em todo o mundo.
A tecnologia avançada colocou Deus em segundo plano e Ele só é lembrado quando alguém se vê diante de uma desgraça qualquer.
O ser humano é o principal predador do ser humano.
As religiões sérias se sentem impotentes diante da crueldade dos que matam "em nome de Deus". Em meio a tudo isso, seitas se proliferam como praga construindo templos suntuosos onde o deus poder e riqueza são cultuados por seus líderes e por pessoas humildes onde os fiéis deixam-se levar pela lábia dos lobos vestidos de cordeiros que vendem milagres a peso de ouro.
O que está acontecendo com o mundo?
Recentemente uma notícia foi motivo de debate. Segundo o noticiário, nos lares brasileiros existem mais animais do que crianças. Esta mesma reportagem mostrou um hospital com tecnologia sofisticada somente para atender animais. Mostrou também uma moça acompanhando seu cachorro internado em uma clínica especializada para animais, e segundo ela, com a sua presença ele se sente mais seguro.
Os animais domésticos estão sendo tratados melhores que os seres humanos, e é comum ouvirmos pessoas dizerem que um cachorro é melhor que muitas pessoas. Quando um cachorro sem dono começa a andar diariamente em uma rua, imediatamente alguém lhe providencia um lugar na calçada com algum tipo de proteção, e todos os dias o alimentam 
E quando aparece um morador de rua, muitos tremem de medo.
Quem tem um animal em casa tem a obrigação de cuidar muito bem dele, e que ele precisa de cuidados e proteção não resta a menor dúvida.
Muitos casais que não quiseram ou não puderam ter filhos adotaram um animal o chamam de meu bebê.
Na minha talvez estúpida opinião isto é inconcebível.
Substituir o berço e um carrinho de bebê por uma casinha ou uma coleira de cachorro é o cúmulo do absurdo. Conheço pessoas que ficam horas alisando o pelo do seu cachorro ou do gato, mas são incapazes de fazer um carinho no filho ou na filha adolescentes que ficam horas trancados dentro de um quarto com uma geringonça eletrônica. Outros pagam consultas para seu bicho de estimação, mas quando seu filho adoece não é capaz de pagar uma consulta ficando horas esperando atendimento em uma unidade pública de saúde.
Alguém sabe me dizer onde são atendidas as crianças pobres que ficam abandonadas dentro dos barracos ou nas ruas das cidades?
Essas notícias martelando todos os dias a mente das pessoas, vai fazendo, sem que elas percebam com que todas elas percam sua essência.
E por isso, por mais que a gente queira, não sabemos o que está acontecendo com o mundo.














3 comentários:

  1. A "Síndrome da Ignorância"! A partir do momento em que o homem se conscientizar de que somos todos irmãos, com certeza teremos um mundo bem mais justo, humano e melhor.

    Abraços,

    Furtado.

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  2. Olá, querido Geraldo!

    Seu texto, como sempre, lúcido, bem escrito, inteligente, assertivo e na mouche.
    Este mundo está ficando sem valores, é isso. Ninguém quer saber dos idosos, da saúde pública, da honra e da honestidade. A corrupção e a ganância são rainhas, infelizmente.
    Tenho esperança k Deus ponha um ponto final nessa situação.

    Boa sexta e melhor fim de semana.

    Abraço, com carinho.

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  3. Então Geraldo!
    Vamos ver onde vamos parar com tudo isso.
    Que o Criador nos proteja .
    Uma ótima semana cheia de sorrisos.

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