FORA BOLSONARO,

13 de jul. de 2013

MEU BAIRRO PARECE UM LIXÃO

Esta linda imagem é de três lotes vagos na rua ANTONIO QUIRINO, perto da Escola no bairro Ingá retratado no texto.







Hoje, andando pelas ruas do meu bairro, fiquei com vergonha diante de tanta falta de compromisso com a vida.
Com a vida da comunidade.
Com a ecologia.
Com o planeta.
Toneladas de lixo e entulho enfeitam ruas e lotes vagos que se transformaram em bota fora como se fossem grandes lixões a céu aberto.
Constantemente vemos automóveis sendo estacionados nas avenidas, e pessoas bem vestidas tirarem sacolas de lixo, moveis velhos, e qualquer quinquilharia e as jogando nos córregos e no rio.
O bairro é considerado de classe média, a maioria das casas tem um padrão considerado bom. Muitas pessoas constroem ou reformam grandes residências, e para não pagarem o aluguel de uma caçamba, jogam o entulho nos lotes vagos, nas calçadas, nos passeios, e algumas vezes, até no meio da rua.
A atual administração, como as anteriores, parece que ainda não contratou empresa para capinar o mato que toma conta das calçadas e das ruas. Outra falha gritante do poder público é a falta de fiscalização e punição dos donos dos lotes vagos que estão preocupados apenas com a valorização do seu imóvel. Também é passível de punição o morador que por preguiça, ou por falta de compromisso com a ecologia, se recusa a limpar a frente da sua própria casa. Com esta atitude, toda vez que cai uma chuva, o lixo é levado para dentro da rede de esgotos, isto é, se a boca de lobo não estiver obstruída.
Em uma cidade com coleta seletiva, é inadmissível tanto lixo jogado nas ruas e nos lotes vagos.
Poucos reciclam.
Restos de comidas são jogados nos lotes vagos, atraindo ratos e outros animais peçonhentos, que em pouco tempo começam a correr pelos quintais e dentro das nossas casas.
O caminhão que coleta o lixo tem dia e horário para passar, poucos são os que ensacam o lixo corretamente, e muitos os colocam nas lixeiras fora do dia e horário.
Isto é falta de educação!
Ah! Não poderia deixar de referir-me aos que usam a mangueira d`água como vassoura. Será que ainda não perceberam que a água potável do mundo está acabando?
O que me deixa mais indignado é que quando se fala em uma cidade suja, todos lembram imediatamente de citar os bairros da periferia onde moram as pessoas de menor poder aquisitivo. O que a grande maioria insiste ignorar é que quanto maior o poder aquisitivo de uma família, mais lixo ela irá produzir.
Poucos moradores percorrem as ruas a pé, comece a fazer isso, quem sabe vendo de perto o lixo enfeitando as ruas e calçadas como um cartão postal da indiferença, todos possam fazer alguma coisa para que esta situação seja revertida.
A nossa cidade está parecendo uma grande lixeira.
O que escrevi sobre o meu bairro serve para todos, se existe algum em situação diferente, parabéns para os moradores.

Um comentário:

Aqui você é muito bem vindo. Seu comentário ajuda na construção desse espaço de liberdade