25 de nov. de 2014

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

ATÉ QUANDO ISSO É BRINCADEIRA?

                 










A robotização de pessoas de todas as idades.
Ah! Como eu gostaria de não ter temas como esses para serem abordados.
No exato momento que comecei a escrever, meus olhos deixaram brotar algumas lágrimas.
Mas “assim caminha a humanidade”!  Como muitas vezes nos foi mostrado nos filmes de ficção, a arte imitava a vida.
Infelizmente, os papéis se inverteram, e a vida imita a arte.
O engraçado é que ao começar a escrever fiz uma pausa, e como de costume, sai para dar uma olhada na rua através da grade.  Não gosto de muros como os de uma prisão.
Uma moça sentada na calçada chorava copiosamente falando ao telefone. Educadamente perguntei se precisava de ajuda. Bastaria uma resposta simples, sim ou não, mas apressadamente ela se levantou e disse que iria sentar-se na calçada do outro lado da rua.
Entrei, e o mundo lá fora continuou com sua rotina, e cada dia que passa fico cada vez mais apavorado.
Todos os meses ministrei uma palestra para as pessoas que irão batizar os filhos. Percebi que atualmente os padrinhos têm o sobrenome da família. Conversando com os participantes tento mostrar que este é um momento propício para trazer um amigo para mais perto. A resposta quase sempre era a mesma: Confiar em quem?
É muito fácil concluir que as amizades de verdade estão tornando-se comportamentos de um passado distante. As pessoas estão se fechando em seus mundos, solitários, protegidos por um “muro de prisão”. E os filhos sendo aprisionados em uma rede de comunicação necessária e perversa ao mesmo tempo. E a grande tristeza que nos envolve é: Parentes também são cem por cento confiáveis? Parece que não!
Constantemente vemos e ouvimos nos noticiários, pessoas sendo assassinadas por motivos banais.
Olhando para meus filhos com um olhar de ternura e de melancolia, fico a me perguntar... Como será o futuro desta geração que estamos deixando abandonada à mercê da criminalidade?
Escravizada por políticos corruptos, sendo “orientada” por pregadores que só pensam em acumular riquezas, e por professores mal remunerados que não conseguem atualizarem seus conhecimentos?
Agora vejo crianças escravizadas pela tecnologia. agredindo seus pequenos ouvidos com fones de todas as cores, escondendo o brilho inocente de um olhar que deveria estar começando a descobrir um mundo de fantasias, que agora não é mais o seu mundo.
Ainda não consegui assimilar os novos tempos. Quem tiver uma resposta plausível responda-me por favor. É normal uma criança ter seu cabelo pintado? É normal os pais moderninhos acharem que isso é insignificante, e que ninguém tem nada com a sua vida? É normal crianças com doze anos, ou menos ficarem namorando pelas ruas, ou dentro de casa, e os pais modernos acharem isso "uma gracinha"? É normal os pais deixarem filhos e filhas usarem seus quartos como se estivessem em um motel, achando que estão seguros por saberem onde eles estão?
Será que não é por isso que crianças que deveriam estarem carregando uma boneca de brinquedo, agora estão carregando no ventre, e nas ruas, suas bonecas de carne e osso, fruto da irresponsabilidade?
Esta geração de pais com seus 25 a 40 anos estão preparados para educarem os filhos nos valores básicos que se pede de um ser humano, ou isso também é coisa do passado?
Acabei de ver uma reportagem (22/10/2014), de um fato ocorrido no Rio Grande do Sul, onde um casal entretém os funcionários de uma loja para que seus filhos pequenos possam roubar diversos produtos. Quantos pais como esses estão espalhados por este Brasil afora? E aqueles que não roubam diretamente, mas fingem não saber de nada quando um filho chega em casa com um tênis, um celular, ou qualquer outro objeto que normalmente ele não teria condição financeira para comprar?
Assim caminha a humanidade?
Voltemos ao ano de 1914...
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter verg

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