FORA BOLSONARO, O VIRUS QUE ESTÁ MATANDO O BRASIL

17 de set. de 2013

O PODER DA TRANSFORMAÇÃO PELA LEITURA

TODOS TEM UM HISTÓRIA PARA CONTAR.


Quem frequenta livrarias e bibliotecas, daquelas de livros de papel como antigamente, ou tem o costume de ler as publicações virtuais dificilmente irá sentar-se no divã de psicanálise. Porque o simples fato de ler acalma e reorganiza os neurônios para que a leitura possa ser entendida. Quando alguém conta ou lê uma história para uma criança, a mesma é transportada para um mundo imaginário onde a violência não tem poder de penetração. É por isso que a criança que teve alguém para contar-lhe uma história dificilmente será um adulto violento. Então, para fazer a alegria de um filho, ou de um grupo de crianças, não precisa ser contador de histórias, basta apenas saber ler pausadamente tentando interpretar o personagem. Qualquer pessoa pode ser um bom leitor se conseguir gostar do que está fazendo.  Todo filho merece e precisa ouvir pelo menos uma história contada pelo pai, pela mãe, o que seria muito bom, mas ela também pode ser contada por qualquer pessoa da família. Assim a criança vai descobrindo passo a passo o que pode, deve, e precisa ler. E o mais importante, irá aprender a ler. 
Um livro tem muito mais a ensinar do que esses jogos malucos que moram dentro da mente, armazenados nos computadores e nos videogames. Então precisamos queimar ou formatar esses aparelhos?  Não! Hoje, o livro virtual é de grande importância na formação dos jovens, mas com o fácil acesso às tecnologias muitos ficam distantes da família, fazendo da máquina seu refúgio. Cabe aos pais monitorarem sem terrorismo o tipo de conteúdo está sendo acessado, principalmente na idade de formação da consciência e do caráter.  
Precisamos ensinar nossos filhos que cada coisa tem seu tempo, que para ser esperto é preciso saber exatamente o momento de desligar o aparelho, e ligar o cérebro para “viajar” no texto que um autor escreveu para muitos, para que cada um tire dali algo para falar ao seu coração.
Quem soube ensinar o filho a ler pelo menos a página de um jornal, de uma revista em quadrinhos, ou mesmo, publicações virtuais, terá menos trabalho para conduzir sua educação. 
O grande problema é que os governos investem pouco para abrir horizontes através do conhecimento. O livro impresso é um item caro e acessível apenas para uma pequena camada da sociedade. Outro problema grave na educação é causado pela falta de um local de aprendizado fora da escola. De cada dez estudantes, ao voltarem para suas casas depois da aula, quando voltam, poucos tem alguém para dar-lhes suporte nos exercícios. É preciso urgente criar salas de reforço escolar e bibliotecas onde crianças e jovens possam serem acolhidos para fazerem seus deveres de casa. 
É através da leitura que podemos viajar e aumentar a bagagem de conhecimento que nos permite travar diálogos sobre vários temas, mesmo sem termos saído da nossa cidade.
Quem não tem dinheiro para ir a um teatro ou a um cinema, em uma biblioteca pública pode ler quase todos os livros que deram origem aos espetáculos e aos filmes, e com certeza, esse leitor não irá fazer feio na hora de conversar sobre determinada peça ou filme. A juventude esqueceu-se dos livros, porque os pais preferem deixá-los sob os cuidados de geringonças eletrônicas com conteúdo duvidosos.
Quando olho as bancas de revistas fico perplexo vendo tantas revistas que não servem para nada sendo vendidas a preço de ouro. Até as mais famosas não passam de vitrine de propaganda, de cada dez páginas certamente seis anunciam algum produto.  E tem gente que compra!  Ler um bom jornal pelo menos uma vez por semana fará a pessoa ficar informada, podendo discutir sobre os acontecimentos recentes no país e no mundo.   Ler a sinopse dos filmes de cinema ou televisão, usando a imaginação dá para entender muita coisa do que está em cartaz no momento. 
O país está carente de bons escritores. Para se publicar um livro é preciso escrever o que as pessoas querem ouvir, e o que as editoras acham que será aceito pelo mercado consumidor. Mas um bom livro não tem que necessariamente seguir essa linha de pensamento, muitas pessoas mudaram seus comportamentos ao meditarem a leitura de algum texto, que a princípio não era exatamente aquilo que queria ler, ver, ouvir e sentir.
As editoras não abrem espaço para novos autores, e a reboque disso, o número e a qualidade dos leitores vai diminuindo a cada ano. 
Mas viajar é preciso.
Viaje também na magia das letras

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aqui você é muito bem vindo. Seu comentário ajuda na construção desse espaço de liberdade