FORA BOLSONARO, O VIRUS QUE ESTÁ MATANDO O BRASIL

16 de jul. de 2013

MOSTRANDO OS ERROS


NENHUM SER HUMANO PODERIA VIVER ASSIM.


















Andar sem ter um lugar para ir é muito bom, andamos sem compromisso, vemos gente sem compromisso, observamos coisas sem destino. Conversamos com quem não quer conversar,
escutamos pessoas que não escutam, enxergamos gente que não enxerga, amamos pessoas que não nos amam.
Assim a vida prossegue e cada dia é uma nova caminhada. Vemos gente bonita por fora e feia por dentro, feia por fora e bonita por dentro. Falamos coisas que não queremos, escutamos coisas que nos ajudam ou nos atrapalham.
Andando sem compromisso delimitamos os limites entre o céu e o inferno.
Quando alcançamos esses limites vemos com mais facilidade os desencontros dos homens que nasceram irmãos e se perderam nas encruzilhadas da sua existência. Cada um tomou seu caminho, muitas vezes, muitos se escondendo atrás do egoísmo e da omissão.
Um cego não encontra uma mão amiga para ajudá-lo na travessia de uma rua. As ruas estão cheias de mãos que não se encontram e não se tocam nem para cumprimentar o amigo que está ficando cada vez mais raro. 
Nos lares os filhos não recebem mais o abraço dos pais na hora do sucesso, e existem tantos braços nos lares, braços que poderiam se fecharem a todo o momento num abraço fraterno.
Os homens insistem em deixar os braços abertos esquecendo que O maior dos homens morreu com os seus abertos porque estavam pregados. Não quiseram que Ele os fechasse para abraçar a humanidade.
Mas mesmo assim Ele nos abraçou.
Existem tantos jovens marginais porque seus pais não se encontraram na hora do amor, e fizeram somente sexo. E o fruto deste sexo se fez gente, foi criança abandonada e não teve ninguém que o amparasse na hora dos primeiros passos. E em caminhadas vacilantes encontrou outras crianças, se fez marginal, e nos desencontros de todos os dias não encontrou ninguém que lhe mostrasse o caminho do bem. O produto de um erro cresceu e cometeu erros maiores, foi preso, espancado e morto.
Quem é o responsável?
Existe uma resposta para esta pergunta?
Ninguém tem coragem bastante para respondê-la.
As ruas estão cheias desses "erros", desses ninguéns dormindo nas calçadas, comendo resto na lata do lixo, fazendo mais sexo porque não aprenderam fazer amor. Não fazem parte da sociedade porque não podem transpor o abismo que divide as pessoas.
Hoje mais uma vez observei os pobres, escutei as crianças anunciando seus produtos, e ouvi as pessoas pedindo pelo amor de Deus.
É tanta gente dormindo nas calçadas, é tanta gente não vivendo, que se no útero soubessem que a vida aqui fora seria assim, e que se pudessem escolher.
Com certeza não teriam nascido.


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