23 dezembro, 2012

ELE NASCEU EM UMA MANJEDOURA

         ESTE TEXO FOI PUBLICADO NO USINA DE LETRAS EM 24/03/2007                         
                     


 

Olhei para todos os lados procurando um Deus invisível que ouvisse minha oração e atendesse os meus pedidos. Como dizem que ele é Rei comecei a procurá-lo- nos grandes templos e em suntuosas igrejas, mas não O encontrei. Procurei a sua presença nas palavras dos grandes pregadores que se dizem “homens de Deus” e nelas também Ele não estava. Comecei a desistir quando alguém me lembrou: Ele nasceu em uma manjedoura! Um nome bonito que nada mais é do que um simples coxo para alimentar os animais. Aí tudo se tornou claro como o dia. Fui procurá-Lo no meio dos pobres e lá estava Ele vagando pelas ruas, dormindo envolto em trapos imundos, comendo com os pecadores, dizendo sim à prostituta, conversando com os presos, morando nos asilos de caridade, nos casebres e em locais escondidos de tudo e de todos. Morando nos barracos da periferia das grandes e pequenas cidades, nas mansões e nos castelos onde a luxúria e o dinheiro O substituem. Então, a manjedoura se alargou, mas o coxo o continua sem espaço para os deserdados do sistema e até para o Filho de Deus que volta a nascer todas as vezes que alguém clama por justiça

Um comentário:

  1. Uma bela reflexão sobre a data amigo.
    É bem assim, o principal convidado foi esquecido ao longo do tempo e o que se vê é uma correria para o consumismo.Lamentavel né?
    Um abração e Feliz Natal de paz e luz com a familia.

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