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Olhei
para todos os lados procurando um Deus invisível que ouvisse minha oração e
atendesse os meus pedidos. Como dizem que ele é Rei comecei a procurá-lo- nos
grandes templos e em suntuosas igrejas, mas não O encontrei. Procurei a
sua presença nas palavras dos grandes pregadores que se dizem “homens de
Deus” e nelas também Ele não estava. Comecei a desistir quando alguém
me lembrou: Ele nasceu em uma manjedoura! Um nome bonito que nada mais é
do que um simples coxo para alimentar os animais. Aí tudo se tornou claro
como o dia. Fui procurá-Lo no meio dos pobres e lá estava Ele vagando
pelas ruas, dormindo envolto em trapos imundos, comendo com os pecadores,
dizendo sim à prostituta, conversando com os presos, morando nos asilos de
caridade, nos casebres e em locais escondidos de tudo e de todos. Morando
nos barracos da periferia das grandes e pequenas cidades, nas mansões e nos
castelos onde a luxúria e o dinheiro O substituem. Então, a manjedoura se
alargou, mas o coxo o continua sem espaço para os deserdados do sistema e
até para o Filho de Deus que volta a nascer todas as vezes que alguém
clama por justiça

Uma bela reflexão sobre a data amigo.
ResponderExcluirÉ bem assim, o principal convidado foi esquecido ao longo do tempo e o que se vê é uma correria para o consumismo.Lamentavel né?
Um abração e Feliz Natal de paz e luz com a familia.