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1 de nov. de 2010

DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA.




DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA.




Mais uma vez me deparo com uma manchete de jornal dizendo que dia 22 de março é comemorado o DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA.
E mais uma vez pergunto: o que isso quer dizer?
Então, sou obrigado a escrever: quem cria esses nomes para os dias, se baseiam em quê?
Isso é necessário, e tem alguma utilidade?
Para “comemorar” esse dia, muitos políticos, principalmente os latifundiários, subirão em uma tribuna para elogiar alguém ou alguma empresa pelos “grandes” serviços prestados na defesa do meio ambiente. Alguns falsos ecologistas dirão que estão fazendo tudo para defender a água e os mananciais. As empresas exploradoras do sistema hídrico que lucram bilhões, mandam veicular anúncios dizendo que preservaram tal e tal nascente, e que estão recuperando a bacia do rio tal. ensinando e pedindo à população como economizar água.
Economizar água!
Se o governo tivesse algum projeto para economia de água, certamente estaria incentivando, e ao mesmo tempo obrigando as grandes empresas, as maiores consumidoras de tudo, e também os maiores agressores da natureza, a instalarem filtros para reaproveitamento da água que é jogada fora de várias maneiras. Se essa preocupação existisse, já deveria ter sido inventado um filtro para que toda residência, independente do poder aquisitivo do morador, pudesse reaproveitar a água que não foi utilizada para consumo próprio.
Escrevi sobre o DIA DO ENFERMO, e O DIA DO CONSUMIDOR, e quem leu esses dois textos deve me achar um velho muito chato e pessimista. Em nenhum dos dois vislumbrei algo a ser comemorado, e essa é a mesma sensação sobre este DIA DA ÁGUA. Simplesmente gostaria saber: Onde foi parar a água a ser comemorada?
Os jovens das grandes cidades conhecem um rio de água cristalina?  Já viram de perto uma lagoa?  Um riacho, ou um pequeno regato? Podem andarem em uma enxurrada sem serem infectados pelo lixo?
Será que todos terão que voltarem para o interior do interior? Pode ser que lá onde o homem ainda não pisou exista uma água pura correndo tranquila, ou uma lagoa refletindo o azul do céu cujo Criador quando olhou para a sua criação viu que “tudo era bom”.  E que certamente hoje deve olhar para a sua imagem e semelhança, e lá no fundinho do Seu coração estar arrependido de ter lhe dado o livre arbítrio.
Para que pudesse escolher entre a morte e a vida.
Para que pudesse escolher entre preservar ou enriquecer.
Na minha conversa com os mais jovens sempre digo que é preciso urgente difundir uma consciência ecológica de preservação, que os mesmos estão tomando posse de uma herança de destruição, e querendo ou não, terão muito trabalho para recuperar a natureza se quiserem realmente continuar perpetuando a espécie.
Se quiserem ter filhos.
É urgente que todos percebam que é burrice ficar lavando um carro horas e horas, escutando uma música abafada pelo barulho da água saindo da torneira aberta. É preciso que todos tomem consciência que que jato de água não é vassoura.
Que plástico, animais mortos, e todo tipo de entulho não devem serem jogados nos mananciais e no leito de rios agonizantes.
Quando todos perceberem que somos mais água do que carne, e que para nascer, um bebê fica mergulhado nove meses dentro dela.  Que apenas três por cento da água do planeta é própria para consumo.
Talvez algumas pessoas mudem de atitude.
E possam perceberem que se ainda não morremos é porque podemos contar com a teimosia da água.



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