06 abril, 2020

ESCRAVOS DAS REDES ANTISOCIAIS


Um disco de vinil tocando na vitrola parece querer me dizer que não sou simplesmente um velho ultrapassado, contrastando com o que algumas pessoas insistem em me dizer. Meu neto com dois anos e poucos meses quando vem à minha casa corre para perto da vitrola e pede para colocar um disco e fica dançando ao som do vinil. E sou muito agradecido a Deus  por poder dançar com ele no colo, o que para mim é motivo de grande contentamento e emoção. Estava tão embevecido com a alegria do meu neto que nem prestava atenção nas músicas, e de repente Roberto Carlos estava cantando a canção “Jesus Cristo”.  E em oração pedi a Ele que não me deixe escravizar por nada e por ninguém. Constantemente ouvimos dizer que esta é a era da tecnologia, e eu seria um idiota se dissesse o contrário.
Estou aposentado e não tenho nenhum compromisso profissional, e na minha talvez estúpida visão, não preciso ser escravo de nenhuma geringonça eletrônica. “Jesus Cristo eu estou aqui”, dizia a canção do rei. Cristo  sabe que estamos aqui e com certeza queria que todos estivéssemos presentes de corpo e alma.  Com muita tristeza fico observando crianças que ainda não aprenderam sequer a engatinhar segurando um aparelho eletrônico qualquer em suas pequeninas mãos. Com muita tristeza fico observando meninos e meninas com dez anos ou menos andarem soltas pelas ruas como se não tivessem ninguém a esperá-las, enviando e recebendo mensagens de e para qualquer pessoa. Com muita tristeza fico observando pessoas idosas clicando freneticamente enquanto atravessam as ruas sem ao menos perceberem que podem sofrer um acidente fatal. E honestamente não sei o que estou fazendo neste mundo onde o ser humano está cada vez mais robotizado e insensível. A grande maioria é escrava de um celular que agora não é apenas um  telefone. A grande maioria é escravizada pelas redes sociais e pelos sites de relacionamentos que afastam as pessoas. Por duas vezes tentei me conectar ao face-book para divulgar o que escrevo e nunca vi nada tão perverso onde poucas pessoas postam algo que tenha relevância e qualquer futilidade é muito vista e compartilhada, Posso dizer com muita alegria: não sou escravo de nenhum chip e prefiro ficar conectado com Deus e com as pessoas.

 


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