De cima da ponte, com tristeza
Observo o rio da minha infância, que agora passa calado
Sua água já não corre e não canta mais sobre as pedras
E o som que me acalmava os nervos se calou
Os animais foram expulsos do seu leito sagrado
Pelo lixo dos humanos e pela degradação da sociedade
E onde corria um rio caudaloso de águas cristalinas
Agora corre a ignorância que matou sua fauna provocando desolação
Água limpa, pura e casta, com árvores no seu entorno
São apenas sinais de tristeza e dor, trazendo vagas lembranças
Porque o ser humano ao não respeitar a natureza
Junto com ela, agora morre de sede, e sem esperanças
De voltar a viver
Cercado de córregos, lagos, rios e nascentes.
Que agora são privilégios de lugares mais distantes
Das grandes cidades, com seus mananciais de águas agonizantes.
Somos água
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