11 de dez de 2014

RECEITA DA FELICIDADE

A FELICIDADE MORA AO LADO.

A cada dia que passa por mais que eu não queira bate uma preocupação danada com o futuro deste mundo e desta geração fone de ouvido movida a aparelhos eletrônicos. Quando estou fazendo minha caminhada rotineira ouço a sirene da escola anunciando aos alunos que está na hora de entrar para a sala de aula. Enquanto caminho vou encontrando meninos e meninas indo para a escola sem a mínima preocupação com o tempo, parecendo não se importarem se vão ou não chegarem atrasados. Alguns vão se arrastando como se estivessem fazendo o maior sacrifício das suas vidas. Chego a sentir pena vendo esses jovens com o semblante parecendo com os de um boi que vai para o abate. Outros, visivelmente estão “matando aula”, e ficam perambulando pelas praças e ruas até chegar a hora de ir para casa, agindo como se tivessem frequentado as aulas.
Fiquei observando meninos e meninas com mochila nas costas, muito longe das escolas.
Entrei em um parque, um espaço público aberto para quem quiser. A visão foi a mesma.
Lá os jovens são mais ousados, afinal estão protegidos pelo famoso “poder público”, que deveria estar cuidando do bem-estar do cidadão. Garotas e garotos se esfregando pelos quatro cantos de um parque, ostentando o uniforme de uma escola.
Responsabilidade de quem? Talvez dos pais que jogam a culpa na correria do dia a dia, e na necessidade de trabalhar para ganhar o pão de cada dia fazendo com que poucos tenham tempo para conversar com seus filhos. Mas uma olhada rápida nos cadernos pode ser feita a qualquer hora. Isso acontece? Quase nunca!
A maioria dos pais sabem que os filhos não estão indo bem nos estudos, e jogam a culpa nos professores para justificar sua falta de compromisso. Muitos acham que cabe à escola a tarefa de educar nossa juventude. O papel da escola é preparar o jovem técnica e intelectualmente para o mercado de trabalho. Educação tem que vir do berço. Educar é função da família, esta instituição cada vez mais fadada ao abandono e à morte.
Os da minha geração já estão despedindo-se desse mundo sem ter conseguido resgatar os valores morais e éticos que antes eram marcantes na formação do caráter do cidadão.
Essa geração de pais e filhos que se formou nos últimos anos está irremediavelmente perdida?
Talvez ainda exista um resquício de esperança.
Mas enquanto os pais com seus corpos tatuados e cheios de adereços, com suas mentalidades de que tudo é permitido. Não tiverem coragem e vontade de mudar certos conceitos, e educarem seus filhos para um encontro mais íntimo com alguma religião que os aproxime de Deus, a vida vai ficando cada vez mais difícil de ser vivida. Cada um formata sua maneira de viver do jeito que lhe convier. Mas é preciso entender que a sobrevivência deve ser pautada na busca da felicidade, respeitando o direito de cada pessoa, tendo noção exata de que o meu termina quando começa o do outro.
Mas parece que este não é o motivo que move a maioria da população.
E o mundo está cheio de pessoas infelizes que vivem de mal com a sociedade, com a igreja, com Deus, e consigo mesma. Será que a busca por essa tal felicidade tem um caminho recheado de segredos? Alguns acham que ela mora no poder, outros que ela vem com a riqueza. Há os que acreditam que ela mora em uma viagem sem volta pelo mundo das drogas. Tem os que acreditam que a encontrarão na beleza do corpo, e nas luzes artificiais dos holofotes da fama.
Uns poucos afortunados descobriram que ela reside nas coisas simples que nos foram mostradas nos ensinamentos do Criador, que mesmo às vezes não sendo entendidas, ainda é o remédio para muitas dores.
Eu não tenho a receita da felicidade.
Ninguém tem!

Ela é muito pessoal e individualizada. Cada um deve procurar o caminho mais fácil, ou o mais tortuoso para encontrá-la. E esta busca é fundamental porque esta procura é constante, e o dia que deixarmos de procurá-la certamente estará será a hora de nos encontrarmos com o Criador.



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