Busquei Deus todas as vezes que
o desespero batia na minha porta, e Ele estava lá de braços abertos me
esperando como o pai que esperava o filho pródigo que voltava
derrotado. Falei dos meus desencantos e da minha agonia e Ele ouviu em
silêncio como quem ouve uma canção melodiosa. Todos os dias eu repetia a mesma ladainha, e em vão esperava uma resposta.
Desesperado blasfemei falando duramente com Ele: Não quero um Deus que apenas
ouve, quero que fale comigo e que com suas mãos enxugue as minhas
lágrimas, e Ele não me respondeu! Pensei
estar ficando louco conversando com o silêncio e falando para o vazio
e saí andando sem rumo. Foi quando tropecei e caí, e na minha queda fui
amparado por um velho mendigo que me ajudou a levantar. Não me lembro de
ter agradecido e saí batendo a poeira e enxugando as lágrimas e o suor de mais
um dia de trabalho insuportavelmente quente. Ao virar uma esquina uma criança
sorriu para mim e dessa vez não saí de cara fechada, sorri em agradecimento e
afaguei os cabelos da inocência. Olhei para o céu e encarei a luz do sol
bem na minha frente e uma brisa acariciou o meu rosto. Então percebi que Ele
sempre estivera ao meu lado e que sempre
estará em tudo que vemos e tocamos, e principalmente nas pessoas que
amamos, E foi aí que aprendi que tudo tem o seu tempo e a sua hora. Ele me
mostrou que é preciso saber esperar e se preparar para receber o milagre para
ver e entender que ele acontece todos os dias na vida de quem verdadeiramente
acredita que ele irá acontecer
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Aqui você é muito bem vindo. Seu comentário ajuda na construção desse espaço de liberdade