06 junho, 2013

MISTURA DE TODAS AS RAÇAS


O Brasil é uma mistura de raças, de línguas e de credos, e isso faz desse paraíso e do seu povo algo de muito extraordinário. Antes do descobrimento uma raça era a dona do Brasil e filha do deus natureza que eram os indígenas que habitavam o novo continente e que foram os precursores e os responsáveis pela miscigenação do povo brasileiro. Com a Europa querendo se expandir, por um acaso os seus navios no Brasil vieram aportar e os portugueses dominaram e escravizaram os verdadeiros donos da terra e lhes roubaram o ouro e toda a riqueza que era abundante na terra ainda virgem. Os europeus se encantaram com a beleza das mulheres indígenas e na mistura da inocência com a brutalidade surgiu uma nova raça e aí surgiram os Mamelucos. Os Índios que antes adoravam o Deus Tupã, o deus Sol e a deusa Lua foram aos poucos sendo catequizados no catolicismo e assistiram a primeira missa pendurados nas arvores como nos mostra algumas gravuras do tempo do descobrimento. Uma nova cultura foi sendo introduzida e os nativos foram obrigados a assimilar novos comportamentos. Como não havia mão de obra para executar os trabalhos mais pesados um povo pobre da África foi escravizado, e esta raça negra rica em cultura e sentimentos também veio se misturar com as outras. Foi inevitável, aconteceu o encontro de uma raça escravizada pela pobreza com a outra escravizada pela  inocência e daí surgiu uma nova raça: o Cafuzo que é a mistura do negro com o índio, ou seria melhor dizer, da negra com o índio. Com a formosura e o mistério da mulher negra, com a brutalidade do senhor de engenho que a tomava como escrava para o seu uso o cruzamento da barbárie com a pureza fez  nascer mais uma raça e o Mulato veio para ficar. Com a expansão da agricultura a chegada das máquinas foi inevitável introduzindo a industrialização que transformou o Brasil num novo eldorado onde pessoas de todas as partes do mundo, fugindo das guerras que assolavam o velho continente fizeram suas malas e vieram em busca de enriquecimento. E a mistura de várias pessoas vindas de todas as partes do mundo deu vida a uma nova raça e os mestiços foram criados. E na mistura de costumes e de cores a população foi ganhando corpo fazendo nascer pessoas com várias características físicas e com tonalidades de cores da pele diferentes. E essa mistura de costumes foi dando à cada região do país um jeito diferente de falar, e uma cultura própria a cada uma delas. Hoje o Brasil é uma mistura de raças, de línguas, e de credos que fazem desse paraíso e do seu povo alguma coisa de extraordinário. Brancos-Índios-Mamelucos-Negros–Cafuzos e Amarelos e outros formaram a população do país O cruzamento dessas raças deu um toque diferente no semblante e no jeito de falar que coloriu o Brasil de vez e encantou o mundo com sua pluralidade na cultura, na música e na culinária, enfim, as portas do mundo se abriram para o Brasil  e a do país abriram-se para o mundo com a Música Sertaneja. Boi Bumbá, Samba – Frevo -Axé - Fado -Tango-Forró- Capoeira- Fandango. E assim, essa mistura de sons e de sabores fizeram o brasileiro tornar-se músico por excelência e especialista na culinária que atravessou fronteiras sendo respeitada no mundo inteiro, Arroz com Feijão,  Vatapá, Feijoada, Pastel, Angu, Churrasco, Buchada de Bode. São tantos sabores e acordes que não dá para descrever, mas com certeza foi um presente dos Deuses para esse país de todas as raças que encantam e de todos os credos que santificam. E com isso veio o Uai dos mineiros, o Tchê dos gaúchos, o Meu Rei dos baianos, o Ó meu dos paulistas e tantos outros jeitos e trejeitos que fazem desse país um lugar dos sonhos. Se um dia alguém lhe perguntar qual é a sua raça, pode responder calmamente: Não tenho raça Sou simplesmente uma mistura de muitas raças que encantam

3 comentários:

  1. Oi Geraldo! Eu, particularmente, sou fruto dessa importante e necessária miscigenação.

    Abraços,

    Furtado.

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  2. Bem elaborado para uma conclusiva afirmativa.
    Não temos raça temos sim uma mistura de onde não se explica os preconceitos e discriminações vigentes.

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