19 de mar de 2011

OLHAR DO AMOR





















O amor não chega de repente
Ele não é nenhum ladrão
Que arromba portas
Para invadir seu coração

O que chega de repente
É a volúpia, o desejo e o tesão
Muitas vezes fazendo estragos
E enganando o coração

O amor precisa acontecer aos pouquinhos
Mas não muito mansinho
Porque mansidão demais
Não traz calor, e às vezes, nos faz ficar sozinhos

Também não pode chegar feroz
Ferindo, indo embora sem avisar
Porque machuca o peito e fere a alma
E deixa marcas difíceis de curar

Tem que ser na medida certa,
Na dose que acalma
Deverá ser sempre uma via de mão dupla
Porque quem disse que ele tudo suporta
E tudo perdoa, se enganou

Talvez até perdoe, mas com certeza também esquece
Porque olhar sem ver o brilho do olhar do outro
Mas com o olhar do amor.
É fingir que está vivendo
Mesmo sabendo que está morrendo.








Um comentário:

  1. Geraldo é com prazer que pela primeira que lhe escrevo e só para dizer que é um prazer ler os seus poemas e textos continue um beijinho desta amiga de Portugal

    Elsa teixeira

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