Sei
que muita gente fica se perguntando por quanto tempo irá durar a sua vida, mas
dificilmente este alguém vai encontrar uma resposta porque ela é curta ou
duradoura de acordo com a intensidade de como as pessoas tocam suas
vidas. Existem muitas pessoas idosas que não viveram e muitos jovens que já
viveram muito, ou vice e versa. E o que dizer da tal experiência que se
adquire com o passar dos anos, e de que adianta adquiri-la se é necessário que
o tempo passe para conquistá-la? Infelizmente, quando achamos que é preciso
vive-la intensamente a nossa vida já perdeu a graça ou está chegando hora
de desencarnar. Não podemos determinar os anos que viveremos ou como será
a nossa velhice. Precisamos sempre agradecer por estarmos andando,
mesmo com os empecilhos da idade ou das pedras que alguém ou nós mesmos
colocamos no nosso caminho. Precisamos lembrar que se quisermos andar ao lado
de alguém é preciso acelerar ou reduzir nossos passos. Precisamos
agradecer por estarmos enxergando, e mesmo com grossas lentes podermos
vislumbrar a beleza do pôr do sol, o sorriso das pessoas que amamos e o brilho
no olhar de uma criança ou de um idoso quando recebem um carinho. Precisamos
agradecer por todos os dias sentirmos o frescor que o vento faz nos nossos
rostos e a sensação de alegria aquecida pelo sol da manhã. pelo perfume que vem
do mato, de um jardim bem cuidado ou exalado de um corpo e que nos acaricia com
ternura e amor. Precisamos agradecer o convívio com os parentes e
amigos que nos dão o ar da sua graça nos fazendo uma visita. Por isso é
preciso viver intensamente o amor que fez acontecer um casamento para no
futuro, ter certeza que não falou palavras fadadas ao esquecimento. Por
isso é preciso viver intensamente a infância e a juventude dos filhos porque se
um dia nos colocarem em um asilo teremos motivos para nos indignar, e quando
chegar a hora de acertar contas com o Criador podermos deixar pelo menos um
resquício de saudade. Precisamos acreditar que mesmo com a falta de
sensibilidade que a tecnologia e o progresso nos dominam ainda existem muitos
pilares de mansidão e de solidariedade para sustentar esse mundo que precisa
urgentemente passar por uma reforma. Por isso é preciso não concordar com
a fome de muitos achando que nada pode fazer, e nos indignarmos, e
termos coragem de denunciar a causa desta infâmia que agride o corpo e a alma
daqueles que sofrem as dores do abandono. Por isso é preciso não concordar
com nenhuma forma de racismo e não aceitar ser discriminado e ter coragem de
lutar pelos seus direitos como cidadão. É preciso não ficar impassível
diante da indiferença dos políticos e não deixar ninguém nos fazer acreditar
que a saúde pública é um grande problema sem solução. É preciso não acreditar
que a violência mora nos morros porque ela é gerada dentro dos gabinetes
acarpetados do poder e em muitas moradias luxuosas dos bairros nobres das
grandes cidades. Por isso é preciso deixar de acreditar que para estar em
sintonia com Deus é necessário pagar dízimos absurdos em troca de milagres
ou entregar-se a uma igreja ou seita que promete vida eterna somente para quem
é "dizimista fiel". Por isso é preciso mais do que nunca
acreditar que existe um Deus que faz a sua luz brilhar todos os dias para
homens e mulheres, jovens e idosos, pretos e brancos, ou de qualquer raça,
ricos e pobres, com ou sem religião, e que cabe a cada um de nós deixar ou não
essa luz invadir nossos corações para que a nossa vida, com todos os nossos
erros e acertos, alegrias e tristezas seja repartida em uma comunhão fraterna
onde o pobre olhando para dentro de si mesmo sinta-se rico das bênçãos que Ele
derrama todos os dias sobre a terra. E o rico que ainda não O descobriu possa
entender que para viver em plena felicidade precisa repartir aquilo que tem de melhor
e não aquilo que está sobrando. E o que se pode querer de melhor de um ser
humano que não seja solidariedade, fraternidade, caridade e amor? Quando
essa partilha se tornar realidade. Aí sim, aprenderemos a viver sem nos
preocuparmos com o tempo.
Sei
que muita gente fica se perguntando por quanto tempo irá durar a sua vida, mas
dificilmente este alguém vai encontrar uma resposta porque ela é curta ou
duradoura de acordo com a intensidade de como as pessoas tocam suas
vidas. Existem muitas pessoas idosas que não viveram e muitos jovens que já
viveram muito, ou vice e versa. E o que dizer da tal experiência que se
adquire com o passar dos anos, e de que adianta adquiri-la se é necessário que
o tempo passe para conquistá-la? Infelizmente, quando achamos que é preciso
vive-la intensamente a nossa vida já perdeu a graça ou está chegando hora
de desencarnar. Não podemos determinar os anos que viveremos ou como será
a nossa velhice. Precisamos sempre agradecer por estarmos andando,
mesmo com os empecilhos da idade ou das pedras que alguém ou nós mesmos
colocamos no nosso caminho. Precisamos lembrar que se quisermos andar ao lado
de alguém é preciso acelerar ou reduzir nossos passos. Precisamos
agradecer por estarmos enxergando, e mesmo com grossas lentes podermos
vislumbrar a beleza do pôr do sol, o sorriso das pessoas que amamos e o brilho
no olhar de uma criança ou de um idoso quando recebem um carinho. Precisamos
agradecer por todos os dias sentirmos o frescor que o vento faz nos nossos
rostos e a sensação de alegria aquecida pelo sol da manhã. pelo perfume que vem
do mato, de um jardim bem cuidado ou exalado de um corpo e que nos acaricia com
ternura e amor. Precisamos agradecer o convívio com os parentes e
amigos que nos dão o ar da sua graça nos fazendo uma visita. Por isso é
preciso viver intensamente o amor que fez acontecer um casamento para no
futuro, ter certeza que não falou palavras fadadas ao esquecimento. Por
isso é preciso viver intensamente a infância e a juventude dos filhos porque se
um dia nos colocarem em um asilo teremos motivos para nos indignar, e quando
chegar a hora de acertar contas com o Criador podermos deixar pelo menos um
resquício de saudade. Precisamos acreditar que mesmo com a falta de
sensibilidade que a tecnologia e o progresso nos dominam ainda existem muitos
pilares de mansidão e de solidariedade para sustentar esse mundo que precisa
urgentemente passar por uma reforma. Por isso é preciso não concordar com
a fome de muitos achando que nada pode fazer, e nos indignarmos, e
termos coragem de denunciar a causa desta infâmia que agride o corpo e a alma
daqueles que sofrem as dores do abandono. Por isso é preciso não concordar
com nenhuma forma de racismo e não aceitar ser discriminado e ter coragem de
lutar pelos seus direitos como cidadão. É preciso não ficar impassível
diante da indiferença dos políticos e não deixar ninguém nos fazer acreditar
que a saúde pública é um grande problema sem solução. É preciso não acreditar
que a violência mora nos morros porque ela é gerada dentro dos gabinetes
acarpetados do poder e em muitas moradias luxuosas dos bairros nobres das
grandes cidades. Por isso é preciso deixar de acreditar que para estar em
sintonia com Deus é necessário pagar dízimos absurdos em troca de milagres
ou entregar-se a uma igreja ou seita que promete vida eterna somente para quem
é "dizimista fiel". Por isso é preciso mais do que nunca
acreditar que existe um Deus que faz a sua luz brilhar todos os dias para
homens e mulheres, jovens e idosos, pretos e brancos, ou de qualquer raça,
ricos e pobres, com ou sem religião, e que cabe a cada um de nós deixar ou não
essa luz invadir nossos corações para que a nossa vida, com todos os nossos
erros e acertos, alegrias e tristezas seja repartida em uma comunhão fraterna
onde o pobre olhando para dentro de si mesmo sinta-se rico das bênçãos que Ele
derrama todos os dias sobre a terra. E o rico que ainda não O descobriu possa
entender que para viver em plena felicidade precisa repartir aquilo que tem de melhor
e não aquilo que está sobrando. E o que se pode querer de melhor de um ser
humano que não seja solidariedade, fraternidade, caridade e amor? Quando
essa partilha se tornar realidade. Aí sim, aprenderemos a viver sem nos
preocuparmos com o tempo.

Meu querido amigo, Geraldo!
ResponderExcluirNota 10 para esse seu texto. Deslumbrante, mesmo!
É preciso tempo para aprendermos a ser verdadeiros, coerentes e amar o próximo. Infelizmente, somos tão imperfeitos. Que Deus nos ajude a melhorar nosso comportamento e forma de estar nesse mundo cão. ASSIM SEJA!
Grande abraço!
Olá, Céu.
ExcluirFui conferir a nova publicação, não foi permitido fazer mais comentários. Todas as vezes que olhar para minha cadeira de balanço vou lembrar-me da amiga que voltou com força total.
Um abraço, paz e bem
Olá, Geraldo!
ResponderExcluirVerdade, sim. Eu tive de fechar os comentários nos anteriores poemas, porque deixavam palavras muito calientes, e por vezes, indecorosas, pensando k eu não estaria atenta.
Agora, só o poema k está em vigor tem os comentários abertos, sim. Há novo post, chamado "Céus". Aguardo você. Obrigada!
Aquele abraço.
Geraldo,
ResponderExcluirAgora me estou lembrando: você no meu poema "Cadeira de Baloiço" deixou comentário, sim.
Ora, verifique, depois, por favor!
Tudo de bom!