Escevi esse texto em Março de 2011
01 março, 2011
PLACA MÃE NÃO GERA FILHOS
Escrevi esse texto depois de ter que desligar o computador onde meu filho de dezesseis anos estava vidrado na tela às duas horas da manhã. Estamos na era da eletrônica onde robôs já fazem serviços domésticos e cachorros de lata vigiam as casas. As geringonças eletrônicas não envelhecem, mas rapidamente ficam obsoletas e logo são substituídas por outras mais modernas. A tecnologia avança a passos largos, é mutante, muitas vezes deixando para trás sentimentos de amor e de ternura. Os filhos agora entendem tudo de placa mãe que não chora e não gera filhos e que é a responsável pelo funcionamento da máquina onde todos os componentes são acoplados e sem ela o computador não existiria. Igualzinho à Mãe de carne e osso que abraça todos os filhos com amor e carinho e sem ela a família não existiria. A diferença é que ela pensa e não aceita ser formatada na hora que o filho quiser. Os pais não são perfeitos como os computadores, e muitos filhos e filhas acham que é preciso apagar lembranças de terem sido empurrados em carrinhos de bebê e de noites mal dormidas porque alguém chorava. Para quê conversar com quem não se deixa modificar num simples apertar de uma tecla? As “máquinas humanas”, ou seja, os pais que formataram suas vidas com carinho e amor, sem disco rígido e sem placa mãe, estão ultrapassados e precisam ser jogados em um asilo onde receberão uma visita de vez em quando, ou em um quartinho dos fundos se misturando com as geringonças eletrônicas obsoletas.
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Olá estimado Geraldo,
ResponderExcluirAmigos virtuais e amores superficiais. É isso mesmo.
Através da NET, tudo se pode comprar, obter. Até o AMOR, veja bem.
Claro, que a Informática tem muito de positivo, em muitas áreas, mas falar, dialogar às refeições, passear juntos, namorar no jardim, no pub, ouvir uma música romântica, tanta coisa, que as máquinas jamais farão.
Abraços de luz.
Olá Geraldo! Adorei seu texto sobre a placa mãe.
ResponderExcluirAh se os filhos desta geração soubessem realmente que os afagos, os olhares, os abraços apertados, não poderão substituir nunca uma máquina.
Tenho medo desta geração que se esconde, que não sente essa necessidade do toque, pois o que será deles? Os diálogos estão cada vez mais escassos, os video-games tomaram o lugar do aconchego. Tenho visto muito isso em familias de adolescentes modernos.Mas acredito que se chegamos no limite perverso, alguma coisa há de seguir o movimento histórico, rítmico da vida que grita a presença e os toques humanos tão necessários para o desenvolvimento das crianças. Sei que um dia chegaremos a dar essa volta. Acredito no grito da mãe terra, no cuidado com a natureza, no cuidado com o meio ambiente. Daqui há alguns anos o ser humano irá gritar novamente o grito do abraço, dos olhares sem interesse, do toque incondicional, das lágrimas incontidas e por aí vai............Há não ser que inventem máquinas que chorem. Duvido. O ser humano é único criado a imagem e semelhança de nosso Pai encarnado em seu filho Jesus Cristo.Abraços. Seu texto é lindo , mexeu comigo. Desculpe o desabafo. De sua grande amiga e irmã em Cristo. jane.