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Esta semana um amigo me disse que
foi surpreendido quando o boleto do cartão de crédito chegou e descobriram
que o filho de dez anos havia realizado compras de pontos em jogos
eletrônicos sem o seu consentimento. Ele me disse que ficou irritado, não pelo
dinheiro, mas porque o filho é um bom garoto e que até esse dia era totalmente
confiável e nunca imaginaria que fosse capaz de fazer tal coisa. Mas fez! O garoto, como a maioria, achava que ter
um cartão de crédito é ter dinheiro. E a cobrança chegou, e ele foi colocado de castigo. Não sei se o castigo doeu
mais no garoto ou nos seus pais. E fico perguntando... Será que ele mereceu
mesmo o castigo? Acho que os pais é que mereciam! Por
excesso de confiança ou por comodismo muitos pais não se preocupam em
acompanhar o que os filhos acessam quando navegam pelo espaço
cibernético onde muitos jovens ficam perdidos nos labirintos da tecnologia e se
aconchegando apenas no colo da placa mãe deixando sua inteligência se prender
na mediocridade de alguns jogos virtuais que nada constroem. E nos preocupamos
somente com as drogas vendidas pelos pobres na periferia e pelos ricos nas
faculdades e nas mansões, e com a violência das esquinas. Neste episódio a droga
se chama tecnologia mal utilizada, que com suas lutas e disputas virtuais
embrutecem os filhos que estamos perdendo para o mundo virtual, que é real e
fica do outro lado da parede, e que por ironia, sua peça principal se chama
Placa Mãe. Os pais não sabiam ou fingiram não saber que o seu caçula
estava sendo engolido pela memória RAM de uma máquina sem vida. Vida! Que alguns dizem estar melhor com o avanço da tecnologia. Tecnologia... Que destrói famílias inteiras quando um ente querido prefere
se fechar dentro de um quarto para ficar na frente de uma tela colorida
pintando sua mente de preto e branco, e como consequência, acaba o colorido
das conversas e dos abraços. Que venham todas as tecnologias, mas que
nenhuma máquina substitua o ser humano e que jamais seja programada para dizer
mecanicamente: Eu te amo. Todo pai incapaz de perceber que seu filho está sendo
raptado por uma geringonça eletrônica merece
ser castigado. O meu amigo e sua esposa foram e aprenderam a lição.
Boa tarde Sr Geraldo.
ResponderExcluirMeu nome é Sandra, sou filha do Sr Raimundo Otoni Caldas de Londrina/Pr. Ele é um Poeta, escreve tudo que pensa. Passa a vida escrevendo, passa o tempo encrevendo a vida!
Gostaria de pedir sua autorização para postar esse texto na página inicial do meu orkut (Sandra Caldas) e envia-lo aos meus amigos e amigas Pais e Mães.
Muito obrigada.
Sandra Caldas-Londrina/Pr.