28 julho, 2025

VELHOS TEMPOS

 

Esta semana tive a sorte de me encontrar com um velho conhecido que não via há muito tempo. Conversamos sobre as mudanças que ocorreram no mundo e na maneira de viver das pessoas e concordamos que o progresso chegou para fazer mudanças na vida de todos nós, querendo ou não. Buscamos na memória a maneira de viver que nos encantava e que hoje escraviza muitas pessoas. É claro que falamos do quanto era bom quando conseguíamos ver os joelhos de uma moça e das muitas mulheres que agora andam pelas ruas quase nuas como se estivessem em uma praia. Falamos também das risadas que dávamos quando alguém nos contava uma piada ou fizesse algo que nos alegrava e nos fazia dar umas sonoras gargalhadas. Lembramos das peladas que jogávamos nas ruas que ainda não tinham carros para nos atropelar. Naquele tempo apalavra bullying não existia e nos lembramos dos amigos de verdade que faziam parte das nossas vidas quando os negros eram chamados de macacos, os brancos eram macarrão da santa casa, os amigos mais altos eram varas de apanhar coco e todos vivíamos harmoniosamente como se fossemos uma grande família. Falamos das saudades do tempo em que os quintais não tinham muros e dos vizinhos que deixavam as portas das suas casas abertas. Falamos do tempo em que jogar um truco era motivo para reunir as pessoas. Mas infelizmente hoje os sorrisos sumiram do rosto das pessoas que não se cumprimentam e a alegria agora é ficar com um celular na mão recebendo e enviando mensagens que muitas vezes nada acrescentam na vida da maioria delas. Sei que algumas pessoas que lerem esse texto dirão que sou um velho maluco que não sabe o que está dizendo. Talvez eles tenham razão, mas sou muito feliz porque não me deixei escravizar pela modernidade e nem pelas geringonças eletrônicas. É claro que os tempo mudaram, agora poucas pessoas têm tempo para falar com Deus e com os pais e mães  que são vistos apenas nos celulares.

 

 


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