Esta
semana tive a sorte de me encontrar com um velho conhecido que não via há muito
tempo. Conversamos sobre as mudanças que ocorreram no mundo e na maneira de
viver das pessoas e concordamos que o progresso chegou para fazer mudanças na
vida de todos nós, querendo ou não. Buscamos na memória a maneira de viver que
nos encantava e que hoje escraviza muitas pessoas. É claro que falamos do
quanto era bom quando conseguíamos ver os joelhos de uma moça e das muitas
mulheres que agora andam pelas ruas quase nuas como se estivessem em uma praia.
Falamos também das risadas que dávamos quando alguém nos contava uma piada ou
fizesse algo que nos alegrava e nos fazia dar umas sonoras gargalhadas.
Lembramos das peladas que jogávamos nas ruas que ainda não tinham carros para
nos atropelar. Naquele tempo apalavra bullying não existia e nos lembramos dos
amigos de verdade que faziam parte das nossas vidas quando os negros eram
chamados de macacos, os brancos eram macarrão da santa casa, os amigos mais
altos eram varas de apanhar coco e todos vivíamos harmoniosamente como se
fossemos uma grande família. Falamos das saudades do tempo em que os quintais
não tinham muros e dos vizinhos que deixavam as portas das suas casas abertas.
Falamos do tempo em que jogar um truco era motivo para reunir as pessoas. Mas
infelizmente hoje os sorrisos sumiram do rosto das pessoas que não se
cumprimentam e a alegria agora é ficar com um celular na mão recebendo e
enviando mensagens que muitas vezes nada acrescentam na vida da maioria delas.
Sei que algumas pessoas que lerem esse texto dirão que sou um velho maluco que
não sabe o que está dizendo. Talvez eles tenham razão, mas sou muito feliz
porque não me deixei escravizar pela modernidade e nem pelas geringonças
eletrônicas. É claro que os tempo mudaram, agora poucas pessoas têm tempo para
falar com Deus e com os pais e mães que são vistos apenas nos
celulares.
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