20 outubro, 2021

O CELULAR É A HEROÍNA DO SÉCULO 21

 









É ASSIM QUE VAMOS EDUCAR NOSSOS FILHOS?







PALAVRAS DE UM PSICÓLOGO

18/10/2021

A BBC entrevista o psicólogo espanhol Marc Masip, que defende que "o celular é a heroína do século 21"  
"O celular é a heroína do século 21", diz ele sem rodeios.
"Não há muita diferença entre o vício em drogas e no celular", diz psicólogo
José Carlos Cueto - BBC News Mundo
Parte de seu trabalho consiste em oferecer tratamento em clínicas de desintoxicação para viciados em tecnologia.
Uma reabilitação que pode se tornar ainda mais difícil do que a das drogas, "porque todo mundo já sabe que estas fazem mal, enquanto as novas tecnologias todos nós usamos sem saber o tamanho do dano que podem causar", explica Masip em entrevista à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC.
BBC News Mundo - Quando ficamos sem Facebook, WhatsApp e Instagram, você rapidamente foi ao Twitter comparar as tecnologias com a heroína e nos desejar ironicamente uma "feliz síndrome de abstinência". Muitos podem considerar uma comparação exagerada.
Por que você a defende?
Marc Masip - Porque foi uma loucura, e aí você se dá conta da importância que damos a elas.
As pessoas enlouqueceram quando na realidade nada estava acontecendo.
Estamos todos um pouco perdidos.
Os vícios são todos vícios, e não há muita diferença entre o vício em drogas e o vício em telefone celular.
É verdade que as drogas não podem ser bem usadas, e o celular pode. Isso é uma vantagem.
Tem gente que compara o celular a um martelo, dizendo que pode ser bem ou mal utilizado, mas não conheço nenhum viciado em martelo.
Quando não dispomos da tecnologia, como acontece quando o WhatsApp ou o Facebook caem, todos nós sentimos um mal-estar, uma síndrome de abstinência.
A comparação com a heroína me parece boa porque ainda não temos consciência de todos os danos que pode chegar a causar.


TEXTOS ESCRITOS   POR ESTE AUTOR  

ESCRAVOS DA TECNOLOGIA

18/11/2020

Fico vendo e ouvindo nos noticiários as reportagens sobre o avanço de tecnologia, e cada vez mais me convenço que estou vivendo além do que deveria.  
Não quero ser mais uma dessas milhões de pessoas que se tornaram escravas dos aplicativos e que têm suas mentes controladas por um chip qualquer.
Se dissesse que sou literalmente contra este avanço eu seria um grande idiota.
Sou aposentado, tenho setenta anos e não sei se orgulhosamente ou teimosamente falando, não me deixei dominar pelos dispositivos que teoricamente foram concebidos para facilitar a vida das pessoas, mas pelo que parece, chegaram para tornar escravos todos aqueles que não sabem dimensionar o que é benéfico do que é vício.
Já estão falando em acabar com o dinheiro moeda e papel, e também com os cartões magnéticos.
Já existem agências bancárias que não movimentam dinheiro em espécie.
Será que todo e qualquer dinheiro vai se tornar virtual?
Os amantes dessa “modernidade” dizem que as pessoas movimentarão suas contas bancárias através dos aparelhos de celular, dos óculos, do relógio, de uma pulseira e até de um chip implantado em alguma parte do seu corpo.
Segundo os especialistas da área, em pouco tempo todas as pessoas, independentemente da sua condição financeira ou social terão que se renderem aos aplicativos.
O setor público onde o atendimento sempre foi e será ruim, com alguns funcionários se achando no direito de maltratar as pessoas. está sendo todo informatizado.
Quase todos os serviços exigem agendamento via on-line.
Constantemente ouvimos dizer que todos têm acesso à tecnologia.
Acesso talvez, mas saber como acessar são coisas bem  diferentes.
Então, milhares de pessoas terão que pagar por esses serviços, porque sem medo de errar, posso afirmar que, de cada dez brasileiros, oito não tem sequer acesso a um simples e decente café da manhã.
Com a maioria das riquezas do país sendo roubada por políticos sem escrúpulos e por empresários gananciosos, se essas tecnologias se tornarem realidades todos os brasileiros estarão aptos para se adaptarem e terão dinheiro para comprarem essas geringonças modernas?
Elas ficam ultrapassadas muito depressa e cada dia surge uma nova.
Comece a observar a periferia da sua cidade, o nosso país é uma favela de norte a sul, e sem medo de errar, ouso afirmar que mais da metade da população mora em cortiços fétidos e violentos. Nada contra as favelas e as periferias, porque nelas moram a grande maioria dos brasileiros esquecidos e explorados pelos políticos corruptos, nelas residem os moradores reféns de bandidos e de milícias que lhes roubam a liberdade e a esperança de uma vida melhor.
De cada dez aparelhos do antigo celular que antes era telefone que são vendidos, oito são
adquiridos por pais ou avós extorquidos por seus filhos e netos.
Se tudo vai ser informatizado!
Para que continuar pagando impostos se em pouco tempo não haverá mais funcionários públicos para nos atender?
Seremos atendidos por uma inteligência artificial fria como a bia, não a mulher, mas a geringonça robotizada.
Só para exemplificar: Em um acidente de trânsito sem vítimas a polícia não mais irá fazer o boletim de ocorrência, nem na delegacia.  Se o prejuízo financeiro for grande e não houver um consenso de quem está certo ou errado, cada um dos envolvidos terá que gerar um boletim de ocorrência dando sua versão do sinistro. Aí os dois terão que agendar um dia e horário em dos tribunais de pequenas causas que decidirá quem arcará com o prejuízo.
Se um dos envolvidos for de outro estado ou de uma cidade longe do local do sinistro e  seu veículo não tiver sofrido grandes avarias, com certeza ele voltará para seu domicilio. Então, esta audiência também terá que ser on-line, e pelo que conhecemos da justiça brasileira, alguém ficará no prejuízo.
E com certeza será o cidadão menos violento, pacato e cumpridor dos seus deveres.

            ESCRAVOS

    06/04/2020

Um disco de vinil tocando na vitrola parece querer me dizer que não sou ultrapassado, contrastando com o que algumas pessoas insistem em me dizer.
Meu neto com dois anos e poucos meses, todas as vezes que vem à minha casa corre para perto da vitrola e fica  dizendo “mus” me  pedindo para colocar um disco e fica dançando ao som do vinil.
E sou muito agradecido a Deus  por poder dançar com ele, o que para mim é motivo de grande contentamento e emoção. 
Estava tão embevecido com a alegria do meu neto que nem prestava atenção nas músicas, e de repente Roberto Carlos estava cantando a música: Jesus Cristo.
Em oração pedi a Ele que não me deixe escravizar por nada e por ninguém.
Constantemente ouvimos dizer que esta é a era da tecnologia, e eu seria um idiota se dissesse o contrário.
Estou aposentado e não tenho nenhum compromisso profissional, e na minha talvez estúpida visão, não preciso ser escravo de nenhuma geringonça eletrônica.
“Jesus Cristo eu estou aqui” é o refrão da música.
Ele sabe que estamos aqui, e com certeza queria que todos estivéssemos presentes de corpo e alma.
Mas a grande maioria deixa seu pensamento se prender nas garras dos aplicativos.
Com muita tristeza fico observando crianças que ainda não aprenderam sequer a engatinhar segurando um aparelho eletrônico qualquer em suas pequeninas mãos.
Com muita tristeza fico observando meninos e meninas com dez anos ou menos andarem soltas pelas ruas como se não tivessem ninguém a espera-las, enviando e recebendo mensagens e se interagindo com quem quiserem.
Com muita tristeza fico observando pessoas idosas clicando freneticamente enquanto atravessam as ruas sem ao menos perceberem que podem sofrer um acidente fatal.
E honestamente! 
Não sei o que estou fazendo nesse mundo onde o ser humano está cada vez mais robotizado e insensível.
A grande maioria é escrava do celular que agora não é mais telefone.
A grande maioria é escravizada pelas redes sociais e pelos sites de relacionamentos que afastam as pessoas.
Por duas vezes tentei me conectar ao face-book para divulgar o que escrevo, e  nunca vi nada tão perverso e inútil.
Poucas pessoas postam algo que tenha relevância.
Qualquer futilidade é muito vista e compartilhada, e as postagens úteis caem logo no esquecimento.
Posso dizer com muita alegria: não sou escravo de nenhum chip.
Prefiro ficar conectado com Deus e com as pessoas, e só uso o celular para o estritamente necessário.
Sou muito feliz. 

REENCARNADO ANTES DE MORRER
 
16/11/2011

Este texto foi escrito em 2011 quando eu ficava observando meus filhos grudados no computador jogando um tal de Tíbia e conversando com um tal de ORKUT , e se não fosse quase na base da porrada varavam a noite sem dormir. 
Hoje fico analisando o que vi e o que vivi nos longos dias dos meus setenta e um anos, e cheguei à conclusão que passei por duas vidas bem diferentes.
Aos sete anos fui para a escola, ela ficava cerca de vinte e cinco minutos a pé, e o trajeto era feito descalço carregando uma capanga de saco com um caderno, um lápis e a borracha, quando tinha.
A hora do recreio era a mais esperada, depois de um prato de sopa com alimentos sem agrotóxicos, uma pelada no campo de terra fazia a gente voltar para a sala pingando suor. 
A professora conhecia cada aluno ou aluna pelo nome e pegava na mão dos que tinham dificuldades para começar a rabiscar as primeiras letras. 
Quando voltava para casa, uma mãe carinhosa me esperava com um suculento arroz com feijão e alguma verdura colhida no quintal. 
Carne era só aos domingos. 
Quase todos os dias tinha que ir ao mato buscar lenha, porque o gás ainda era coisa do futuro. 
E buscar lenha era uma festa. 
As matas ainda guardavam segredos como seus deliciosos frutos, gabiroba, cagueiteira, araçá e muitas outras guloseimas que são frutos e frutas do passado. 
A fruta mais gostosa era a do quintal do vizinho onde a gente ia “matar gambá”, e raramente alguém se importava. 
Os vizinhos dividiam tudo que possuíam. 
Nada de rádio. . 
Televisão era sonho de consumo dos ricos. 
Luz elétrica também era.
Estudar à luz de lamparina. 
Ir na “casinha” para fazer as necessidades fisiológicas ou simplesmente dar uma bela de uma mijada no pé de uma árvore qualquer que enfeitava os quintais.  
Todos os quintais as tinham. 
Brincar na enxurrada depois de uma chuva torrencial que tinha mês para chegar. 
Procurar o “Nego Fugido”, jogar bentialtas e bater uma pelada com bola de meia. 
Ir à missa e ficar calado sem nada entender porque era celebrada em latim.
Assim foi a minha juventude. 
Até os vinte anos não sabia o que era médico, o que era transporte coletivo e o que era fila para alguma coisa ou para coisa nenhuma.
Quando tinha vinte e dois anos me lembro de chegar em casa e ficar perplexo quando vi casa toda iluminada com a maravilha da luz elétrica.
Esta foi a minha feliz encarnação. 
Na reencarnação, mesmo sem ter morrido, vou relatar um pouco do meu jeito de viver  e o que observo na vida de outras pessoas.
Por mais que eu saiba dos benefícios das tecnologias não consigo me inserir nesse mundo movido à máquinas.
Não gosto, não quero e não sou fissurado em tecnologia. 
Nunca utilizei um Uber.
Não sei o que é Fast Food.
Não frequento shoppings.
Nunca entrei em Macdonald e nem em outros estabelecimentos análogos.
O meu celular tem apenas que fazer e receber ligações. 
O meu relógio tem apenas que marcar as horas. 
A internet serve somente para divulgar o que escrevo e para algum trabalho profissional. 
Os tempos modernos me intrigam. 
Ter que ficar ouvindo barulhos horríveis que muitos chamam de música  torra minha paciência. Ouvir conversas quando o passageiro ao lado cisma em mostrar para todo mundo que é popular e que tem muitos contatos, também me irrita.
Ficar vendo crianças ainda pequenas sendo acalentadas pelos sons e pelas cores de um celular para dar sossego aos pais, para mim é o cúmulo do absurdo.
Ficar vendo crianças de dez anos ou menos se conectando com quem e com o que quiserem me deixa irritado.
E fico pensando...
O que se passa na cabeça dessas crianças e jovens movidas a chip?
Eles não conhecem um rio com água cristalina.  
Eles não bebem água direto da fonte. 
Para eles o leite vem da caixinha. 
Onde foram parar as bonecas?
E os carrinhos de rolimã e as bolinhas de gude?
Observar famílias inteiras se dispersarem em suas casas quando cada um procura o seu canto para atender, fazer ligação ou curtir as mais recentes postagens é algo inconcebível para mim.
Ver em uma mesa de um restaurante uma família se sentar e cada um sacar seu celular do bolso é algo que me entristece.
Ficar vendo pessoas colocando sua vida e a de outros em perigo dirigindo falando ou postando no celular também me irrita muito.
Como será o futuro dos filhos das redes sociais! 
Pensando bem, eu não vivi duas vidas. 
A segunda eu apenas assisto. 
E posso dizer sem medo de errar:
Sou muito feliz.
                               

INTELIGÊNCIA OU SER HUMANO ARTIFICIAL?

 23/10/2015

Sou avesso às tecnologias que abafam sentimentos, que separam pessoas e criam cada vez mais jovens e adultos estressados, neuróticos. e solitários.
Podemos afirmar sem medo de errar que a maioria das pessoas se deixam escravizar pelos apelos da propaganda que induzem ao consumismo, e pelas conversas muitas vezes desnecessárias nas redes antissociais.
As pessoas continuam andando apressadas sem olharem para os lados.
A impressão que se tem é que todos estão “protegidos” dentro de uma bolha, hipnotizados pelas imagens e mensagens que chegam a todo momento em seus aparelhos, e embalados pelo barulho que vem dos fones de ouvido.  
Não vivo sem celular!
Esta frase é repetida milhões de vezes em todo o mundo.
Um dia sem internet?
Isso é inadmissível dizem milhões de pessoas.
.E o que é pior, não é inadmissível apenas para o sistema financeiro, para a indústria, ou para o comércio.
A grande preocupação é que um dia sem internet pode provocar uma comoção mundial onde milhões de pessoas sofrerão um surto de comportamento, sem sombra de dúvida, idêntico à esquizofrenia.
Isso preocupa.
Este comportamento enche de tristeza o meu coração.
Fico pensando...  Se a raça humana não está muito perto do fim?
A cada dia que passa o ser humano está perdendo de vez a capacidade de amar e de se relacionar-se uns com os outros e com esse comportamento está afastando-se do seu semelhante, ficando claro que com toda a tecnologia que supostamente veio para melhorar a vida das pessoas, o medo e a solidão são sem dúvida as grandes barreiras a serem superadas.
Com a natureza e a fauna, está claro que não existe mais nenhum tipo de relacionamento, matamos a maioria dos animais, destruímos as árvores, secamos nascentes, rios, lagos e lagoas.
Faço parte de uma geração que está despedindo-se do mundo.
Infelizmente tenho a impressão que não estaremos sozinhos na hora do réquiem.
Milhares de pessoas estão matando e morrendo em uma guerra urbana que dizima, principalmente os mais jovens que estão deixando-se dominar pelos aparelhos que os escravizam e pelas drogas que os liquidam.
Estamos assistindo pais não querendo mais ouvir gritos, birras e manhas, comportamentos naturais de uma criança. Para isso colocam em suas mãos um celular, um tablete  e outras geringonças eletrônicas para que fiquem comportadas e parem de “perturbar’ os que não sabem mais o que é trocar meia dúzia de palavras.
E que também ficam presos a um teclado recebendo e enviando mensagens, que ficam  compartilhando futilidades deixando de lado o contato físico e visual com seus entes queridos.
É esse compartilhamento de amor, ternura, amizade e entrega de corpo, alma e coração que está faltando dentro dos lares e desestruturando totalmente o elo familiar.
A tecnologia da informação é mutante, cada dia surge um novo aparelho, um novo aplicativo, e as pessoas vão se deixando programar e tornando-se cada vez mais artificiais.
Sou chamado de ultrapassado por não ter me rendido à tecnologia escravizante.
Estão lançando um novo aplicativo para facilitar a interação das pessoas dentro de um bar, restaurante, shopping, boates ou qualquer lugar de aglomeração. Os amantes dessa tecnologia estão achando uma maravilha. Estão felizes porque basta a pessoa cadastrar seu perfil e o computador vai buscar outra com comportamento semelhante, para que possam se relacionar.
E onde fica a conversa e o encantamento do relacionamento olho no olho?
E a magia do flerte quando dois olhares se cruzam?
A frieza de uma máquina não vai conseguir substituir a amizade, o carinho, a doçura e o amor e nem  mesmo a insensatez e a intolerância do ser humano.  
A cada geringonça nova que surge meu coração perde um pouco do seu compasso e a minha consciência me leva a procurar cada vez mais por Deus que está sendo substituído por um chip qualquer.
Agora estamos à mercê da inteligência artificial.
As máquinas estão conseguindo copiar os humanos e tornando-se donas de seus movimentos e das suas próprias ações.
E o que temos hoje de sensibilidade, carinho e ternura que as novas tecnologias poderão copiar?
Nada!
Máquina não ama.
Então o que ela vai formatar?
A maneira de ser insensível e egoísta que nos faz esconder atrás de um monitor.
Cuidar mais e melhor dos animais a ponto de relegarmos a segundo plano o contato com nossos semelhantes.
Aqui está a razão da minha preocupação e do meu medo:
Não vou estar nesse mundo para assistir esta aberração, mas fico triste só de imaginar minha futura geração sendo dominada por um punhado de plásticos e parafusos, por uma placa mãe que não armazena emoções e por uma memória ram que não guarda saudade, e por um Chip que será a algema os impedindo de viverem.
 

PLACA MÃE NÃO GERA FILHOS

01/03/2011

Este texto foi fruto de uma discussão entre pai (eu) e filho às 03:Hs da manhã, simplesmente porque ele não queria desligar o computador.  
Escrevi esse texto depois de ter que desligar o computador onde meu filho de dezesseis anos estava vidrado em um jogo às duas horas da manhã.
A tecnologia avança a passos largos, é mutante, muitas vezes deixando para trás sentimentos de amor e de ternura.
Estamos na era da eletrônica e da alta tecnologia, robôs já fazem serviços domésticos e cachorros de lata vigiam as casas.
As geringonças eletrônicas não envelhecem, rapidamente ficam obsoletas e logo são substituídas por outras mais modernas.
Houve tempos em que o pai era chamado de “esteio da casa”, para os mais jovens, esteio é a peça principal que sustenta um telhado
Hoje os filhos entendem muito de disco rígido que armazena as informações que cada um acha do seu agrado, e os esteios vão ficando esquecidos nas lixeiras ou se tornam um simples rascunho.
Os filhos agora entendem tudo de Placa Mãe.
Que não chora e não gera filhos, mas é a responsável pelo funcionamento da máquina onde todos os componentes são acoplados, e sem ela o computador não existiria.
Igualzinho à Mãe de carne e osso que abraça todos os filhos com amor e carinho, e sem ela a família não existiria. A diferença é que ela pensa e não aceita ser formatada na hora que os filhos e filhas quiserem.
Os pais não são perfeitos como os computadores, então é preciso apagar lembranças de ter sido empurrado em carrinhos de bebê, e de noites mal dormidas porque alguém chorava.
Para quê conversar com quem não se deixa modificar num simples apertar de uma tecla?
Os amigos agora são virtuais.
Os amores são superficiais.
Nós acima dos cinquenta anos estamos sendo vencidos pela tecnologia que oferece mais atrativos para muitos filhos que só pensam em nos apagar do seu círculo de amizades e da própria vida.
Na mesma proporção que a tecnologia avança, os corações embrutecem.
E o número de escravizados vão ficando cada vez maior, como os nossos filhos que se trancam nos quartos onde os pais são proibidos de entrar.
Seu “disco rígido” não tem espaço para momentos de cumplicidade com os pais. Sua “memória ram” não consegue lembrar quantos abraços e beijos foram compartilhados.
As “máquinas humanas”, ou seja, os pais que formataram suas vidas com carinho e amor, sem disco rígido e sem placa mãe, estão ultrapassados e precisam ser jogadas em um quartinho dos fundos se misturando com as geringonças eletrônicas obsoletas e
alguns receberão uma visita de vez em quando em um asilo de caridade.
Se os jovens não pararem para pensar e não fizerem a inclusão do amor junto com a inclusão digital, daqui a poucos anos o mundo será habitado apenas por robôs e os da minha geração irão se encontrar com a mãe terra muito antes do que pensavam.
Sei que não dá para conceber um mundo sem os avanços tecnológicos.
Mas enquanto tiver forças vou lutar contra o lado perverso  dessas máquinas  para que elas possam ser usadas somente para o bem, e não para escravizar nossos jovens.

   

CASTIGO PARA OS PAIS

20/10/2010

Esta semana um amigo me disse que foi surpreendido quando o boleto do cartão de credito chegou.
Descobriram que o filho de dez anos havia realizado compras de pontos em jogos eletrônicos sem consentimento.
Ele me disse que ficou irritado, não pelo dinheiro, porque o filho é um bom garoto e até aquele dia era totalmente confiável e que nunca imaginaria que fosse capaz de fazer tal coisa.
Mas fez.
O garoto, como a maioria, achava que ter cartão de crédito é ter dinheiro.
E a cobrança chegou.
Ele foi colocado de castigo.
Não sei se o castigo doeu mais no garoto ou nos seus pais.
E fico perguntando...
Será que o menino mereceu mesmo o castigo?
Acho que os pais é que deveriam ser castigados
Por excesso de confiança ou por comodismo muitos pais não se preocupam em acompanhar o que os filhos acessam quando navegam pelo espaço cibernético.
Quantos jovens estão perdidos nos labirintos da tecnologia e se aconchegando apenas no colo da placa mãe?
Quantos jovens estão deixando sua inteligência se prender na mediocridade de alguns jogos virtuais que nada constroem?
E nos preocupamos somente com as drogas vendidas pelos pobres na periferia e pelos ricos nas faculdades e nas mansões.
Nos preocupamos apenas com a violência das esquinas.
Neste episódio, a droga se chama tecnologia mal utilizada.
Neste caso, a violência é mostrada pelas lutas e disputas virtuais que embrutecem nossos filhos.
Estamos perdendo nossos filhos para um mundo virtual.
Que é real.
Que fica do outro lado da parede e que por ironia do destino, sua peça principal se chama Placa Mãe.
Meu amigo mal sabia que seu caçula estava sendo engolido pela memória RAM de uma máquina sem vida.
Vida!
Que alguns dizem estar melhor com o avanço da tecnologia.
Tecnologia...
Que destrói famílias quando um ente querido prefere se fechar dentro de um quarto, ou dentro de si mesmo para ficar na frente de uma tela colorida, mas sua vida se transforma em preto e branco, e como consequência, acaba o colorido das conversas e dos abraços.
Que venham todas as tecnologias.
Mas que nenhuma máquina substitua o ser humano e jamais seja programada para dizer mecanicamente: Eu te amo.
Todo pai incapaz de perceber que seu filho está sendo raptado por uma geringonça eletrônica merece ser castigado.
Os pais foram castigados. 
Tomara que tenham aprendido a lição

DESLIGUE O CELULAR

05/09/2016

Estou procurando palavras
para voltar a falar de amor
mas parece que minha mente foi programada
para ver, ouvir, falar e sentir somente tristeza e dor
 
Não quero ver e nem ouvir o que dizem os noticiários
que mostram somente tragédias e tristezas
quero deixar minha mente aberta
para o amor, que traz alegria e leveza
 
De mente, de corpo, alma e coração
que anseia por paz e harmonia
quero rir, brincar, dar e receber afagos
andar de cabeça erguida, 
ser o embaixador da alegria
 
Venha,
não ligue o rádio ou a televisão
por favor, só por um momento, desligue o celular
vamos por um instante ouvir a voz do silêncio
por que...
precisamos de paz e sossego para nos entregar


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