17 setembro, 2021

EVANGELICOS OU POLITIQUEIROS?

 

Estou escrevendo esse desabafo com muita tristeza no coração. Tenho vários amigos e parentes que se dizem evangélicos que são pessoas maravilhosas.
Eu disse que se (dizem evangélicos), porque não existe uma religião com esse nome.
Todos que acreditam em Deus e vivem conforme os evangelhos, são os verdadeiros evangélicos que estão bem perto desse Deus que mora na simplicidade e no silêncio.
Mas tenho que mostrar para outras pessoas o que os falsos profetas estão fazendo com seus seguidores.
Tenho absoluta certeza que esses líderes de seitas e de falsas igrejas não acreditam em Deus, porque se acreditassem não explorariam os mais pobres e também não correriam tanto atrás de dinheiro e poder.

 Vejam esta foto e tirem suas conclusões. Olhem para o semblante dessas pessoas. Dá para acreditar que eles acreditam no Cristo que se sentava no chão e comia com os mais pobres?

ESSAS PESSOAS SÃO HOMENS DE DEUS?


Quero deixar aqui a minha admiração à aqueles pastores que realmente transmitem os ensinamentos que Cristo nos deixou quando disse a Pedro para considerar a pequena oferta que uma senhora fez no templo. Tenho uma admiração muito grande por aqueles pastores que não distorcem o que está escrito nos envangelhos, principalmente quando Cristo diz a um jovem: Agora só lhe resta uma coisa. Vá vende tudo que tem, distribua com os pobres e siga-me

Em 2018, presenciamos o conservadorismo religioso transformar-se em plataforma eleitoral presidencial para apoiar Jair Bolsonaro (sem partido) que foi eleito através da coalizão entre forças conservadoras religiosas e neoliberais.
Com dois anos de governo, os efeitos desastrosos dessa união podem ser claramente vistos na crise econômica, sanitária e humanitária que atravessa o país. 
Janeiro de 2019, discurso de posse de Jair Bolsonaro: “Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência”.
Em 2021, o Brasil enfrenta desemprego em alta; fome; inflação; armamento em massa; perseguição política de ativistas; colapso do sistema de saúde; genocídio da sua população, com mais de 460 mil mortes e média diária de quase 2 mil; negacionismo e anticientificismo como estratégia do governo federal, que desde o início da gestão bolsonarista ataca as universidades e a produção do conhecimento científico.
Durante a pandemia, Bolsonaro negou a gravidade do coronavírus, sabotou as medidas de distanciamento e isolamento social, incentivou o uso de remédios cientificamente comprovados como ineficazes para o combate da Covid-19 e desestimulou a vacinação.
A narrativa de Bolsonaro é fortalecida e propagada por lideranças do movimento evangélico, as quais incentivam que os fiéis continuem indo aos cultos e que combatam o vírus com uma “guerra espiritual” de jejum e oração.
Campanhas que convocam “o exército de Cristo para a maior campanha de jejum e oração já vista na história do Brasil” têm circulado via whatsapp desde abril de 2020.
Inseridos no Legislativo, no Executivo e no Judiciário (cuja expressão máxima será a indicação de um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal -STF, por Bolsonaro), representantes do movimento evangélico advogam para garantirem a abertura dos templos e a realização dos cultos, mesmo com um altíssimo número de mortes.
“Não há Cristianismo sem vida comunitária.
Não há Cristianismo sem a casa de Deus.
Não há Cristianismo sem o dia do Senhor.
É por isso que os verdadeiros cristãos não estão dispostos, jamais, a matar por sua fé, mas estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto”, afirmou o Advogado-Geral da União, André Mendonça, durante sustentação oral no STF, em abril de 2021.
No meio da crise humanitária, a máxima “liberal na economia e conservador nos costumes” se materializa na gestão bolsonarista. Mulheres, negros, indígenas, trabalhadores, povos do campo perdem direitos arduamente conquistados enquanto representantes do governo Bolsonaro “passam a boiada” – aprovando reformas e leis que ameaçam a existência da maioria da população
A ruptura democrática que tornou possível a eleição de Bolsonaro e a implementação de suas políticas de morte têm sido tramada há anos por grupos conservadores diversos, entre eles, fundamentalistas religiosos.
Inseridos em todas as esferas do poder, fundamentalistas religiosos avançam na formação de uma teocracia: no Brasil de Bolsonaro, a mistura entre um Estado teoricamente democrático e cristianismo alcançou uma dimensão inédita desde a redemocratização. 
No Palácio do Planalto, fundamentalistas ditam desde pautas moralistas de comportamento e até cargos por critérios religiosos.
“É o objetivo do governo Bolsonaro, não sei se conseguiriam oficialmente (instalar um Estado teocrático), pois tudo no Brasil é abrasileirado”, afirma Jackson Augusto, 26 anos, integrante da coordenação nacional do Movimento Negro Evangélico, em entrevista ao Catarinas. 
As igrejas evangélicas poderosas que dispõem de presença na mídia e influência política, são hoje parceiras de um projeto “ultraconservador” do governo Jair Bolsonaro, que nega direitos e explora a fé dos mais pobres.
A trajetória das chamadas igrejas históricas é marcada pelo moralismo puritano, mas também por um tipo de compromisso social.
Isto pode gerar nesses líderes certo constrangimento ou vergonha do alinhamento a Bolsonaro
"Dia sete de setembro só devem ficar em casa as pessoas que estão enfermas, que têm comorbidades sérias ou aqueles que querem ser escravizados vivendo sem liberdade", afirma o pastor Samuel Munguba Júnior em um vídeo compartilhado em suas redes sociais no início desta semana.
Ele declara que as pessoas devem ir às ruas na próxima terça-feira (07/09) para lutar a favor do país, da família e dos princípios de Deus.
Discursos semelhantes têm sido adotados por outros líderes evangélicos nas redes sociais para convocar os fiéis para a manifestação pró-Bolsonaro.
Um dos principais representantes do segmento é o pastor Silas Malafaia.
Em 23 de agosto ele compartilhou um vídeo no qual líderes evangélicos convocam os fiéis para o ato na Avenida Paulista.
"Eu estou capitaneando, sim. Estou na frente disso, chamando tudo que é líder. E nunca, na história desse país, os evangélicos se mobilizaram para um ato como esse", diz Malafaia à BBC News Brasil. Segundo ele, evangélicos de todo o país estão se organizando para participar de manifestações em suas cidades.
Os evangélicos, que segundo pesquisas recentes compõem cerca de 30% da população brasileira, representam um grupo significativo para Bolsonaro.
Uma pesquisa Datafolha de maio deste ano apontou que 24% da população em geral considera o governo ótimo ou bom. Já apenas entre a população evangélica, esse número é maior: corresponde a 33%.Jesus foi acusado perante a autoridade romana de ter promovido uma revolta política (cf. Lc 23, 2).
Na medida que deliberavam, o procurador Pilatos recebeu pressão para condená-lo à morte pelo seguinte motivo: "Se o soltas não és amigo do César! Todo aquele que se faz rei é inimigo do César!" (Jo 19, 12).
Este é o motivo pelo qual no titulus crucis, onde estava indicado o motivo da condenação, estava escrito: "Jesus Nazareno, rei dos judeus".
Seus acusadores usaram como desculpa a pregação que Jesus realizara sobre o Reino de Deus: um reino de justiça, amor e paz, para apresentá-lo como um adversário político que poderia trazer problemas para Roma.
Mas Jesus não participou diretamente da política nem apoiou nenhum dos grupos ou tendências nas quais concentravam-se as opiniões e a ação política das pessoas que naqueles tempos viviam na Galileia ou Judeia.
Quem induziu os fiéis das igrejas evangélicas a votar no bolsonaro acreditam em Cristo?

                                     


2 comentários:

  1. Parabéns pelo texto. Infelizmente essa é a realidade.

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  2. Uma boa explanação, Geraldo, sobre um cenário muito, mas muito nefasto, chegando a cheirar mal.
    Trata-se da junção de pessoas que abusam de Deus e de sua Palavra, que confundem totalmente liberdade com libertinagem, enfim constroem o caos, aliviando a barra de pouquíssimos germes que conduzem um grupo de alienados políticos e cristãos que se pintam de verde e amarelo em prol de um desgoverno que sustenta poder autoritário e miliciano, privilégio para poucos e rédeas ou morte para as minorias que no Brasil formam a imensa maioria da sua população. E a justiça por onde anda? Continua dando uma de eficiente, funcionando de acordo com o que lhe pedem. Por exemplo, neste cenário em que pedem a cabeça di Executivo, este prende os peixes pequenos ou aqueles que atrapalham a economia totalmente contra a população pobre e com isso vai deixando o gado gordo passar, como, por exemplo, fez com o Aécio e agora faz com Malafaia, a familicia do Planalto e etc.
    Esperança de ver tudo isto desaparecer é grande.
    Entregar os pontos nunca.
    Se eles gostam de poder, farra/fama e riquezas, optamos por liberdade, igualdade, justiça, empoderamento da ciência, enfim da Educação, amor ao próximo, compromisso social e tantos outros valores universais e cristãos.
    Abraços, Geraldo!
    Que o esgoto dê lugar às águas límpidas que merecemos para saciar com saúde nossa sede de um Brasil que abrace com zelo todos os seus filhos e suas filhas!

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