FORA BOLSONARO, O VIRUS QUE ESTÁ MATANDO O BRASIL

22 de nov. de 2020

DIA DA CONSCIÊNCIA DE JUSTIÇA

 


                                             DIA DA CONSCIÊNCIA DE JUSTIÇA

Todo dia vinte de novembro é comemorado o dia da consciência negra. Não sei o que isso significa.
O que é consciência negra?  Será que é olhar para a pele e sair gritando pelas ruas: Eu sou preto? Ou olhar para dentro de si mesmo e dizer para todo mundo ouvir: Eu sou diferente apenas na cor da pele.
Porque não tem o dia da consciência branca? Seria até cômico ver alguns idiotas que se acham da raça “superior” saírem pelas ruas gritando: Eu sou branquelo!
Façam-me o favor!
Na minha modesta opinião, criar mais este feriado nada mais foi do que oficializar o racismo e a segregação racial. Infelizmente muitas pessoas violentas e sem princípios se veem no direito de agredir os nossos negros irmãos. Mas não foram somente os negros, e a até hoje não são, os únicos escravizados.
Escravos foram, e ainda continuam sendo as pessoas pobres, independentemente da sua raça ou cor da pele.
Se prestarmos atenção às pessoas ao nosso redor veremos que muitas têm avós italianos, pais árabes, serão de origem africana, espanhola, alemã, portuguesa, francesa, e várias outras nacionalidades que ajudaram na construção desse país.
Mais claramente veremos uma grande maioria de crianças e adultos com traços fisionômicos que evidenciam sua origem negra”. O negro é talvez o elemento que maior contribuição trouxe à formação da cultura brasileira. Nos porões dos navios negreiros vieram os germes do samba, do frevo, do candomblé, do culto à Iemanjá, do sabor quente e forte de nossa comida, além das crenças e hábitos aos quais nos acostumamos tanto que nem paramos para pensar de onde vieram. Infelizmente, os navios também trouxeram a violência, a ganância, a barbárie, e a corrupção que até hoje consome a riqueza do nosso país.
Vendo e ouvindo o noticiário, indignado desliguei o televisor. Isso foi logo depois de ouvir que os nossos valorosos deputados federais deram mais uma demonstração de insensatez e despreparo na promulgação de leis. Aprovaram uma lei onde nas universidades públicas metade das vagas serão reservadas para Negros, Pardos, Índios e alunos do ensino médio que estudaram em escolas públicas. E acham que estão sendo justos com os menos favorecidos.
Esses cidadãos que ficam inventando nomes e datas dizendo que é para comemorar alguma coisa, não têm mais o que fazer?
Será que eles não sabem que qualquer benefício do poder público para o povo, deveria levar em conta a situação socioeconômica da família? Não importando se for negro.
Branco.
Albino.
Mulato.
Índio.
Quando criaram a cota para negros, milhares de branquelos passaram a jurar que eram pretos, filhos, ou netos de afrodescendentes.
 Porque não criam o dia da CONSCIÊNCIA HONESTA?  Para que todos possam saírem para as ruas e praças gritando bem alto: Eu sou honesto. Aí eu queria escutar quantos gritos se ouviria por esse imenso país afora. Em muitas cidades, bairros, e distritos inteiros o silêncio reinará absoluto, ou talvez seja quebrado por uma ou outra pessoa mais corajosa.
Se houver!
Eu queria uma nova lei áurea. Uma nova abolição que libertasse todos os pobres, de todas as raças, mestiços, cafuzos, mamelucos, negrinhos, branquelos, de olhos arregalados ou puxadinhos, do jugo da elite e dos políticos sacanas que ditam as leis deste país.
Nosso país só será livre quando for criado o dia da CONSCIENCIA DE JUSTIÇA. O dia em que todos os injustiçados saírem às ruas e praças e gritarem bem alto: Queremos igualdade, independentemente da cor da pele, do cabelo crespo ou liso, dos olhos arregalados ou puxadinhos, ou da fé que professamos, ou não. Queremos escola, lazer e saúde de qualidade para nossos filhos, seja ele um negrinho ou um branquelo azedo. Não queremos cota nas universidades, exigimos o mesmo tratamento para disputarmos de igual para igual com todos que se formam doutores em alguma coisa. Nos indignamos com o estacionamento das universidades públicas com seus carrões afrontando o pobre que sequer tem acesso a uma escola secundária de qualidade.
Ao criarem essas malditas cotas, os políticos abriram brechas para todo tipo de falmacutaia.
Por exemplo, o ENEM foi criado para avaliar o ensino das escolas públicas. Assim que seu resultado passou a ser item de avaliação para se entrar em uma universidade, rapidamente foi estendido às escolas particulares, abrindo espaço para a criação de cursos preparatórios para atender e preparar o aluno preguiçoso.
Ao criarem estas cotas...
Os filhos dos ricos passaram a serem matriculados em escolas públicas de manhã, e a frequentarem escolas privadas à tarde, ou vice e versa. E as vagas nas universidades públicas, que teoricamente seriam dos pobres, com certeza continuarão sendo ocupadas pelos filhos da elite.
O governo vai construir mais escolas de ensino médio? Não!
Vai melhorar o ensino nas Escolas Públicas? Não!
Se assim o fizesse não precisariam estipular cotas para ninguém. A vaga seria preenchida pela competência.
 É preciso abrir as portas do que é público para dar acesso de verdade aos mais necessitados
Se um dia esse grito acontecer. Todos os outros poderão serem esquecidos.
 
 
                                       HOLOCAUSTO POLÍTICO
 
O Holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler”.  
Quando Adolf Hitler assumiu o comando da Alemanha em 1933, aquele país iniciou a institucionalização de uma ideologia mortífera. Se por um lado a repulsa aos judeus e outras categorias já existia na Europa há séculos, seria inédita a postura assumida pelo governo para lidar com essa situação. Sustentados por um pensamento pseudocientífico conhecido como darwinismo social, os nazistas
perseguiram e executaram milhões de civis em um episódio que ficou conhecido como Holocausto”.
Honestamente não sei o que é pior, ter vivido o holocausto onde apenas um sádico dava as ordens e uma meia dúzia de bestas feras obedeciam cegamente, ocasionado a morte de milhares de judeus que foram queimados nos fornos da ignorância e da maldade. Não sei o que é pior, ser queimado em um forno que em poucas horas transformava os corpos em cinzas, ou ser torturado todos os dias com imagens de pessoas morrendo de fome, ou nas filas dos malditos postos de saúde, e dos malditos hospitais que mais se parecem com as câmaras de tortura, simplesmente porque um sádico ávido por mais riqueza e poder assumiu a presidência do Brasil.
*A população alemã em geral não sabia exatamente o que se passava nos campos de concentração. A demonização da ideologia nazista é um tema extremamente delicado quando lembramos que Hitler chegou ao poder de forma democrática, e boa parte da população da Alemanha aprovava calorosamente o regime. De fato, o racismo era algo presente naquela nação, mas isso não significa muita coisa: se você observar com cautela, os principais jornais circulantes na Inglaterra e Estados Unidos naquele período, vai perceber que o racismo e a segregação também existiam nesses países. Apesar de haver casos de violência explícita contra judeus por parte de civis alemães, as atrocidades cometidas nos campos de concentração eram mantidas em sigilo pelo alto comando nazista”.
A população do Brasil não sabe exatamente o que se passa nos gabinetes acarpetados do poder, e nas salas luxuosas dos tribunais de justiça que brincam de punir os ladrões engravatados.
Não sei o que é pior, ficar isolado dentro de um campo de concentração nazista esperando a morte chegar, ou ficar em casa ouvindo um filho implorar por um pedaço de pão, ou ficar vagando pelas ruas como um zumbi, tendo sua mente torturada por notícias de roubos de milhões de reais realizados por políticos corruptos, que ignorando a democracia, com um golpe bem orquestrado assumiram o poder.
*O Holocausto começou antes da Segunda Guerra Mundial. Desde o começo da década de 1930 quando os nazistas chegaram ao poder, começaram a surgir diversas leis de cunho racista que visavam limitar os direitos dos judeus, as novas regras proibiam desde a realização de casamentos entre judeus e arianos até mesmo a frequentar locais públicos (inclusive hospitais). Pode parecer estranho imaginar que a comunidade internacional conviveu com isso por anos, mas esta é a realidade. Enquanto os judeus mais ricos simplesmente fugiram para outros países, os mais pobres ficaram até o cerco se fechar”.
Não sei o que é pior: ter sido separado dos filhos e de todas as pessoas que amava, simplesmente porque não tinha a pele branca e os olhos azuis, ou ficar vendo seus filhos e as pessoas que ama tendo seus sonhos de uma vida digna sendo ameaçados com a promulgação de leis que empurram os pobres, e principalmente os trabalhadores, para a miséria absoluta, ao aprovarem o fim das leis trabalhistas e da aposentadoria de pessoas que com suor construíram e ainda constroem o futuro deste país.
Então, não sei o que é pior: ser assaltado por um ladrão assassino frio e cheio de ódio das pessoas e do mundo, ou ser assaltado todos os dias por pessoas sem caráter que nasceram em berço de ouro e cresceram em um ambiente onde a ganancia onde a prática da corrupção era passada de geração em geração. Ou ser roubado por bandidos formados em famílias de políticos que se transformaram em verdadeiras quadrilhas e facções criminosas, que fizeram a população do nosso país se transformar em reféns de um sistema de saúde onde milhares de pessoas morrem sem assistência porque os assassinos engravatados que nos governam roubaram o dinheiro que poderia ser usado para acabar com este HOLOCAUSTO POLÍTICO.
 
 
                                SOMOS IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS?
 
Tenho observado o comportamento das pessoas de todas as classes sociais. Por não fazer parte da elite, observo os mais pobres com mais frequência. Os da elite observo através dos noticiários e dos comentários que se propagam pela cidade.
Nesse momento estou perguntando a Deus se o mesmo não se arrependeu de nos ter criado à sua imagem e semelhança.
Porque...
Se somos realmente sua imagem e semelhança, no céu também deve ser uma senhora bagunça.
Em que nós somos parecidos com Deus? Será que é só fisicamente? Se for, muitos não gostaram da semelhança, porque mutilam seus corpos com tatuagens que a grande maioria sequer sabe o que elas representam. Outros agridem seus corpos com adereços de todos os tamanhos e formatos, chegando algumas vezes muito perto da bizarrice.
Tem os que colocam suas vidas em risco em cirurgias estéticas para modelarem seus corpos da maneira que lhes convierem, como se estivessem dizendo para o Criador que não gostaram da aparência que lhe foi concedida. Milhares de pessoas disseram não à esta semelhança, e criaram outros deuses para nortear suas vidas. Deuses que aceitam propinas para curar a alma e o corpo de desgraçados, dentro de templos suntuosos onde o demônio tem seu trono revestido de ouro.
A maioria das pessoas não entenderam até hoje o que quer dizer: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, e plantam dentro dos seus corações a semente do ódio que os impulsionam a agredir e maltratar os mais fracos, principalmente o mais pobres, e os que pensam e agem de maneira diferente.
Onde está a semelhança do ser humano com Deus?
Nos grandes centros comerciais, como alguns shoppings por exemplo, é permitido o trânsito de animais e proibido a entrada de seres humanos com caras de famintos, ou com aparência de pobreza.
Como uma imagem de Deus pode ficar jogada nas ruas como cachorros sarnentos, ou como um lixo humano que ninguém quer recolher? Como posso conceber uma imagem e semelhança de Deus morrendo à mingua em um leito de hospital público, enquanto a outra “imagem” reside em palácios construídos com o dinheiro roubado que deveria ter sido usado para salvar aquela vida que se foi, vítima da ganancia dos que foram eleitos e pagos para cuidarem da sua saúde?
Será que somos realmente imagem e semelhança de Deus?
Quem prega a violência é imagem de Deus?
Quem fomenta o racismo é imagem de Deus?
Quem abusa da fé cega de pessoas que se deixam enganar, também é imagem de Deus?
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Era essa imagem que deveríamos estar reproduzindo. Deus sabe que é impossível a nós humanos sermos como Ele.
Não é fácil ser imagem de um Ser tão perfeito. Na verdade, o que Ele quer é que sejamos pelo menos um pouco iguais a outros seres humanos, principalmente àqueles que se doam de corpo e alma em defesa dos pobres e dos injustamente perseguidos pela indiferença e pela injustiça. Ele quer que olhemos uns para os outros como humanos, a única criatura que criou que tem o poder do pensamento. Que tem o dom de amar.  Que pode usar sua inteligência para o bem ou para o mal. Que pode falar palavras que constroem, ou que destroem. Que pode amar com tamanha intensidade que precisa constituir uma família, e viver em comunidade para dividir esse amor.
Mas infelizmente o ser humano, por não querer ser imagem de Deus, pode também alimentar-se de tanto ódio que transforma sua vida e as das pessoas que estão ao seu redor em um inferno onde os demônios ditam normas de comportamento.
Cabe a cada um escolher.
Até os que não acreditam em Deus tem esta escolha.
Ser ou não ser Imagem de Deus!
 
 
 
                                          PRECONCEITO, CONTRA QUEM?
 
Tive que tomar emprestado algumas frases do texto Escravos do Nosso Tempo para mostrar que o preconceito que insistimos dizer não existir está enraizado em todas as camadas da sociedade brasileira; mas não é somente contra os negros, e sim contra os pobres.
Constantemente ouvimos notícias de espancamento e assassinato de pessoas negras pobres.
Algumas vezes também vemos e ouvimos atitudes racistas contra pessoas ricas e importantes.
Mas em geral o preconceito generalizado se dá contra os pobres e miseráveis. Porque todos eles sofrem na carne e na alma o abandono dos governantes, das elites, dos vizinhos, e dos amigos que só aparecem na hora da desgraça, esquecendo que o dia a dia de quem é marginalizado é mais agonizante que um câncer. 
O mais doloroso é existir o preconceito de pobre contra pobre, de pobres que gostam de ficarem bajulando pessoas ricas, patrões, e principalmente, bajulando políticos a troco de qualquer coisa.
Preciso falar dos cem anos da abolição. Mas por mais que procure não consigo entender o que foi abolido. 
Será que querem que eu fale sobre a libertação dos negros? Eu poderia conversar com algum preto velho que viveu, ou ouviu seus pais e avós falarem sobre a degradação à qual foram submetidos nas garras dos senhores de engenho. Poderia abrir um livro que me mostraria em detalhes os sofrimentos desses nossos irmãos nas garras dos que se julgavam donos da terra e senhores da vida.
Isto seria muito fácil! 
Não tenho nenhuma formação acadêmica. Mas... Nunca acreditei que somente os negros foram escravos. Sei que pessoas foram arrancadas de suas pátrias e escravizadas, simplesmente porque eram pobres e viviam na miséria. Se fossem brancas, mestiças, ou amarelas, teriam vindo do mesmo jeito. Não foram escravizadas pela cor, e sim pela condição degradante que os seus governantes lhes impunham. E que, infelizmente, até hoje pouca coisa mudou. 
Como foram os negros os escravos que vieram construir nosso país, até hoje muitos idiotas cultuam preconceitos contra esta raça que muito nos ensinou, e que escreveu com o próprio sangue o seu nome nas páginas da nossa história. 
Conversei com um preto assalariado, pai de muitos filhos que mora em um barraco de favela, ele continua mais escravo do que os negros amarrados no pelourinho. A diferença é que ao lado dele moram muitos brancos, também escravos do sistema. 
Não abri nenhum livro, abri o jornal e li em detalhes o que todos os escravos estão sofrendo nas garras de um governo “capitão do mato” e de uma sociedade comprometida apenas com o lucro e o poder. 
É por isso que cada vez mais me convenço que, salvo, infelizmente muitas exceções, no nosso país não existe preconceito de raça.
O nosso maior e vergonhoso preconceito é contra os pobres.
Cem anos de abolição!
A senzala era um galpão grande e sujo, com portas trancadas e constantemente vigiadas. O barraco da favela é pequeno e sujo, suas portas não são trancadas porque não é possível fugir da miséria, onde constantemente é assaltado pelos marginais, ou pela polícia. 
Nas senzalas a ração era ruim, mas raramente faltava. Hoje as panelas estão vazias, e as pessoas passando fome. O alimento é farto, mas o maldito salário mínimo não permite que as pessoas se alimentem. O que se perde e o que se joga fora todos os dias é uma afronta a Deus e a todos nós que assistimos calados como se fosse tudo muito natural. 
Nos raros momentos de folga os negros cantavam a saudade dos parentes e da sua terra. Agora não existe motivo para cantar. As pessoas não foram arrancadas de seus lares, mas a maioria tornou-se escrava na sua própria casa, e dos seus próprios “irmãos”. 
Os escravos morriam porque a medicina era privilégio dos dominadores. 
Estamos vivendo uma nova forma de escravidão. Os privilégios continuam. Os pobres morrem sem assistência médica porque o progresso fez a medicina evoluir somente para os que podem pagar. Os escravos precisam dormirem nas filas, mendigarem uma consulta e esperarem meses para fazer um exame ou simplesmente para consultar com um “especialista”. 
Antes da abolição as crianças eram “livres” no ventre. Hoje, milhares são abortadas, e outras tantas perambulam livremente pelas ruas porque não possuem sequer uma senzala para acomodar seus corpinhos cansados.
Seria tão barato construir uma.
Duas...
Três...
Ou mais. 
O negro velho era livre depois dos sessenta anos.
Agora, idosos de todas as raças e de todos os credos estão abandonados nas ruas, ou jogados em asilos, condenados a serem para sempre os escravos da solidão. 
Quantos conseguirão trabalhar até os sessenta e cinco anos, para se aposentarem com um mísero salário mínimo?
No quilombo dos Palmares o líder Zumbi deu a própria vida para acolher e defender seus irmãos. Agora os escravos do sistema andam sem rumo como verdadeiros zumbis. 
Os nossos “líderes”, na sua grande maioria, defendem apenas seus interesses para não perderam os altos salários, e lutam somente para se manterem no poder e subjugar os escravos que os sustentam.
Cem anos da Lei Áurea. Que tinha tudo para brilhar. Cem anos que a palavra “escravo” deixou de ser privilégio dos negros, e passou a pertencer a todos que são marginalizados e explorados por empresários e políticos ladrões, acobertados por uma sociedade elitista e perversa.
Realmente os negros têm muitos motivos para comemorarem nesta data, a partir da abolição igualaram-se a todas as raças. Os negros ricos continuaram livres, e os pobres continuaram escravos como a maioria dos miseráveis de qualquer lugar do mundo.
É claro que esta data é motivo de comemoração. Mas deveria ser além de tudo, motivo para uma reflexão mais profunda sobre a degradação da vida na terra, para buscarmos novos rumos para os ESCRAVOS DO NOSSO TEMPO
 
 
 
                                              ESCRAVOS DO NOSSO TEMPO
 
O Brasil tem aproximadamente 5561 municípios, se levarmos em consideração que cada um possui uma casa de caridade que acolhe pobres, velhos, crianças, doentes mentais, e que em algumas cidades existem mais de uma, podemos afirmar sem medo de errar quê: Trancados entre quatro paredes vivem 250.000 brasileiros dependentes da boa ou má vontade de estranhos. Se somarmos a esse número, os que estão abandonados dentro das suas próprias casas, nas ruas e nas cadeias, esse número chega muito perto do absurdo. 
O ser humano é escravagista por natureza, com muitas exceções é claro.
Abrindo o jornal de hoje deparei com a notícia de que centenas de africanos foram abandonados no deserto do Saara, sem água e sem alimento.
Isto não é escravidão, é assassinato. 
Quem acha que a escravidão acabou, tem tempo e dinheiro, deveria dar uns passeios por este imenso paraíso para poucos chamado Brasil, e ver escravos de todas as etnias, raças, cor, e de todas as idades sendo explorados por pessoas pobres cuja brutalidade foi moldada na ignorância e pelo sofrimento, sendo exploradas por pessoas ricas cujo deus é o dinheiro, exploradas por políticos sem escrúpulos que só precisam das pessoas de quatro em quatro anos. Verão as grandes fazendas de plantio, ou de criação, onde o escravo tem que comprar no armazém do dono, ou de um dos seus puxa-sacos, para ficar sempre devendo e nunca poder ir embora. Estas fazendas cercadas por seguranças, onde o boi e a soja têm mais valor do que a vida de quem trabalha para cuidar do patrimônio do senhor dos escravos, como não poderia deixar de ser, invariavelmente são propriedades de empresários gananciosos e de políticos ladrões.
Se observarem bem, verão muitos escravos nas carvoarias onde o dono não tem coragem de entrar, e nem permite que seus filhos fiquem expostos à fumaça que mata, onde lucro é mais importante que a vida.  Homens, mulheres e crianças mudam a cor da pele até que o negro do carvão e o monóxido destruam completamente seus pulmões, levando-os a encontrar com a escuridão da morte bem mais cedo do que esperavam. 
Verão os escravos trabalhando nas grandes e pequenas madeireiras que devastam a natureza com a conivência das autoridades, e dos políticos que moram em palácios achando que o mundo se resume ao seu reduto cercado por grandes muros, cercas elétricas e alarmes. Mansões protegidas por seguranças, escravos da corrupção e do corruptor que lhes pagam um mísero salário com apenas o direito de ficarem calados, e não se meterem nos assuntos do contratante, e muitas vezes, esse salário é pago com o dinheiro roubado de todos nós.
Quem não tem tempo e nem dinheiro, não precisa ir muito longe, comece a olhar ao seu redor. Vejam as crianças vendendo seus produtos nos semáforos para ajudarem no sustento da família, ou de pais, irmãos, ou padrastos alcoólatras ou drogados que os espancam se chegarem em suas casas de mãos vazias.
Vejam a miséria e a escravidão que a corrupção política não deixa erradicar. 
Escravas domésticas. Converse com as empregadas domésticas que se transformam em objeto sexual de seus patrões ou de seus filhos para não perderem o emprego. Conversem com aquelas que só podem comer depois que todos se empanturraram, mesmo assim, se tiver sobrado alguma coisa.  Muitas dormem no quarto dos fundos, onde os cães bem acomodados ladram para lembrar que são mais importantes.
Escravas do abandono.  Observe também as prostitutas e prostitutos de famílias ricas e pobres, se vendendo caro para alimentar o vazio de pessoas sem passado e sem futuro, ou se vendendo barato porque o corpo já não tem mais nenhum atrativo, e a alma está cansada demais para repousar na paz que os eleitos pelo voto fazem questão de matar, e os eleitos por Deus se sentem impotentes e perdem a coragem de denunciar.
Converse com os varredores da sua rua que estão sempre alegres, ou não, com o salário que recebem para recolherem o lixo úmido com muita comida jogada fora.  Pergunte a ele quem é o dono da empresa, se ele souber, verá que a maioria delas pertence a algum político, e que a maioria dos empregados são cabos eleitorais, de fato e de direito.
Escravos da mentira. Não deixe de dar uma palavrinha com os funcionários dos hospitais públicos onde a escravidão é muito mais perversa e sofisticada. Escravizar profissionais com formação acadêmica que não tem como lutar contra a falta de condições de trabalho, contra a falta de material e de medicamentos que salvam vidas, que impotente, é obrigado a ver  o manto da morte cobrir vidas que poderiam serem salvas se a verba destinada a esse fim não fosse desviada para o bolso dos políticos corruptos. Esta escravidão é mais cruel, porque a cabeça pensante tem que se educar para mentir ou ficar calada, e com o passar dos anos, irem se “acostumando” com o exercício da profissão.
Escravo do sistema:  É pobre e sente-se bem sendo um brinquedo de pessoas ricas que gostam de usar e humilhar os outros, esquecendo que diante da morte e de Deus, somos todos iguais. Este escravo assimila tão bem a vida do seu dono que já se tornou o famoso, “comeu jiló e arrotou bife”. 
Escravo da comodidade: Este tem um cargo importante dentro de uma instituição, mas precisa abrir mão das suas ideias e dos seus princípios, precisa ser discreto e obediente como um robô para garantir o emprego. Tem que atender o chamado do patrão, mesmo quando o filho ou a esposa implora por sua presença, esquecendo até de Deus. 
Escravo por opção: Quando acha que é influente e popular, e se torna cabo eleitoral ou assessor de um político corrupto que o usa como escada para conseguir manter-se no poder. O pior é quando esse escravo, sem nenhuma carência financeira se sujeita a um sacana a troco de um salário que nada lhe acrescenta. 
Escravo marionete: O pior escravo é o que se submete ao dinheiro, e aqui todos se igualam, donos e moradores das senzalas, que por causa do vil metal vendem a própria alma. 
Precisamos buscar sempre a liberdade, começando primeiro em nossos lares onde todos tenham os mesmos direitos e obrigações.
Que ninguém seja dependente da boa ou má vontade de pessoas que gostam de serem senhores de escravos. 
 
                             LIBERDADE.
 
Estou tentando escrever sobre a liberdade. Nunca vi um tema tão fascinante e complicado. 
Ela não é democrática. 
Não é igual. 
É severa. 
Amena. 
Justa. 
Injusta. 
Cada pessoa molda sua liberdade de acordo com suas circunstancias e necessidades. 
Psicológicas 
Financeiras 
Religiosas. 
Políticas. 
E saltam em voos altos e rasantes, longos ou curtos. 
Ou se prendem com correntes de verdade, ou imaginárias. 
Muitos tornam-se escravos. Outros se rebelam e a buscam de todas as formas. 
Não existe meio termo: É escravo ou não, é livre ou não.  Ninguém é meio livre, e nem meio escravo. 
Ninguém é mais ou menos livre, ou mais ou menos escravo. 
Quantas pessoas são escravas do dinheiro quando é escasso, ou quando sobra demais? Quantas se vendem, se corrompem, e se deixam serem usadas por outras pessoas que se acham reis e rainhas de impérios construídos com a mentira?
Nós prisioneiros do sistema político financeiro somos obrigados a pagarmos altíssimos impostos em tudo que consumimos. E em uma maldita contrapartida, ainda nos é tirado o direito à saúde, educação e laser. Enquanto isso a grande maioria dos fazedores de leis têm todas as liberdades que elas lhes permitem, direito à moradia, verba disto e daquilo, voam livremente de um lado para outro, não trabalham, e seus salários são uma afronta ao verdadeiro trabalhador que produz a riqueza do país, e que não tem sequer a liberdade de escolher o que quer e tem vontade de comer.
Quantas pessoas são escravas do salário, ou da falta dele? Só quem é assalariado sabe que muitas vezes é preciso abrir mão da liberdade para manter-se no emprego. Estes são os prisioneiros do sistema capitalista selvagem que visando apenas o lucro, constroem impérios onde os vassalos são apenas ferramentas de trabalho.
Ah! Quantos escravos torturam-se por causa de um cartão de crédito, e atendendo ao apelo do consumismo exagerado saem comprando coisas sem necessidades, ou que poderiam ficarem para mais tarde.  
E os escravos das religiões? Milhões de pessoas escutam cegamente os falsos pastores que dizem falarem em nome de um Deus de mentira. Seguem o pregador como se ele fosse o próprio Deus encarnado. Esses escravos sofrem uma lavagem cerebral que os levam a comprarem milagres mentirosos que são encenados por pessoas e pregadores que não acreditam em Deus.
 Porque se acreditassem com certeza não agiriam como os vendilhões do templo que foram expulsos por Cristo.  
E os escravos dos relacionamentos mal resolvidos? Aqui o ciúme e a falta de sensibilidade aprisionam sonhos, reprimem atos e atitudes, dita moda e comportamento, e as pessoas morrem e matam por motivos banais. São os escravos do coração, ou vamos dizer, do amor? Sonham todos os dias com a liberdade de amarem e serem amados para compartilharem sonhos e ideais que quebrem os grilhões desta escravidão.
Existem os prisioneiros de verdade, aqueles que estão encarcerados em celas imundas e superlotadas, tratados como bicho e lixo por carrascos, que a troco de um salário ou por se sentirem superiores, cumprem religiosamente a ordem do Senhorio: transformar a vida desses infelizes em dois infernos: O da grade que aprisiona o corpo, e o da brutalidade  física e psicológica que engessa sonhos, mata ilusões, e transformam seres humanos em bichos de verdade. 
Tem o prisioneiro da saudade, que se consome aos poucos deixando seus pensamentos presos no passado, não importando se foram bons ou ruins. Os prisioneiros da falta de amor e carinho jogados em asilos, ou abandonados pelas ruas onde são mais escravos e tem menos liberdade que um cão sarnento que pode correr livre de um lado para outro. 
Os prisioneiros das drogas, do jogo, do sexo, e de tantas outras prisões, que trocam suas vidas por uma picada, uma trepada, uma cheirada, ou um porre, fazendo das drogas sua vida, e da sua vida uma droga. 
Liberdade. 
Palavra bonita. 
Difícil de ser conquistada. 
Mas... 
Quando alcançada, a vida ganha novo colorido, o sol aquece com mais ternura, a chuva cai mansinha sobre os cabelos, e o vento sopra com mansidão fazendo a brisa acariciar o rosto. 
O frio não castiga, pelo contrário, instiga momentos de aconchego. O dia é mais bonito, as pessoas são enxergadas como imagem e semelhança.de Deus que é liberdade e paz para quem acredita, ou não.  A noite com a lua e as estrelas, ou sem elas, é um convite para o amor. 
O coração se aquieta, e a alma se acalma. 
Liberdade é paz. 
E a vida só tem sentido se essas duas andam de mãos dadas. 
Ah! Como eu queria falar só de amor. Esquecer aquilo que machuca e concentrar meus pensamentos nas pessoas que precisam da minha ajuda. Deixar na minha mente somente coisas que tragam paz e fraternidade.
Nesse momento minha vitrola está rodando um disco de vinil que me leva de volta ao passado. E só Deus sabe o quanto eu gostaria de voltar a viver novamente em contato com seres humanos de verdade. Os amigos eram mais que irmãos, o branco era branquelo, o negro era macaco, o magro e alto era vara de apanhar coco, o estrábico era caolho, o veado era veado mesmo, e tantos outros adjetivos que nos uniam cada vez mais. Não havia nenhuma briga e desentendimento entre as pessoas, quando acontecia, era resolvida no tapa, e no dia seguinte todos eram amigos novamente.
Hoje é diferente...
Uma lei criada não sei por quem e para que, proíbe um pai de dar umas pequenas palmadas para coibir a desobediência do filho, e o que vemos hoje é uma legião de jovens sem limites vivendo do jeito que lhe convierem. Eu disse pequenas palmadas. Espancamento é inconcebível, e com certeza, um crime.
A modernidade importou a palavra bullying que nem tem tradução para a nossa língua. E agora temos que repensar o que vamos dizer para não sermos acusados de assédio moral, e de tantas outras asneiras que nem vou comentar. O que mais me incomoda é que foram criadas algumas leis que colocam mordaças naqueles que têm coragem de expressarem suas opiniões.
Na descrição abaixo, não quero e não vou ser politicamente correto omitindo aquilo que penso apenas para agradar a sociedade.
Os meus leitores, é claro, têm a liberdade de fazerem as considerações que acharem necessárias. Tenho absoluta certeza que muitos gostariam de dizer exatamente o que estou escrevendo, mas engolem seco por medo de se expressarem.
Nunca assisti uma novela, mas ouço comentários na mídia e nas ruas de que um canal de televisão (todos sabem qual), faz questão de trazer para dentro dos lares um modelo de família que existe somente na lei, e na cabeça de alguns que se acham no direito invadirem a nossa privacidade para mexer com o psicológico dos nossos filhos, interferindo sem pudor na maneira que os pais os educam.
Continuo acreditando e aceitando somente um modelo de família, pai homem, mãe mulher, e para mim não existe outra maneira de se formatar um lar.  Não abro mão dos meus princípios, respeito o direito de cada um viver sua vida. Por não concordar, não vou sair agredindo ninguém com palavras e atos, simplesmente exijo o direito de não frequentar os mesmos lugares que essas pessoas frequentam. Não sou hipócrita como muitas pessoas, que para ficarem bem diante da sociedade fingem aceitarem gritando para todos ouvirem que não alimentam nenhum tipo de preconceito.
Deixem-me continuar divagando.
Ah! Sempre bate uma saudade danada do contato com a natureza exuberante que nos cercava e nos fazia morar em um grande pomar onde as frutas eram colhidas e comidas debaixo dos pés, nas terras sem donos, ou nos quintais quase sempre acessíveis para todos.
Hoje, plantas e animais são coisa do passado gravadas em várias mídias.
Como voltar fisicamente ao passado é coisa impossível, não abro mão de deixar-me envolver o mínimo possível por este "paraíso tecnológico" que com suas antenas conectam as pessoas. Pessoas que na sua grande maioria, esqueceram os outros valores ao se tornarem robôs sem sensibilidade, sem ternura, sem fraternidade, e quase sempre vivendo uma paz de mentira. O antes ser humano está sendo dominado pela Inteligência Artificial porque em pouco tempo as máquinas criadas pela inteligência do homem começarão a ter vida própria. Em pouco tempo a vida na terra vai imitar a dos filmes de ficção. Milhões de pessoas escravas da tecnologia inconscientemente obedecem aos comandos das máquinas que ainda são manipuladas pelos poderosos. A grande mídia com seu poder de penetração é quem formata os valores éticos e morais das pessoas.
A ignorância está fazendo o amor ser apenas sexo, e uma palavra sem sentido.
A ganância dos políticos corruptos, a submissão de um povo escravo do sistema que oferece apenas "pão e circo" estão colocando uma nuvem negra no futuro dos nossos jovens.
Ainda não assisti uma grande parada do Orgulho de ser honesto. Do Orgulho de ser deficiente e produzir mais que muitas pessoas normais.
Ainda bem que posso e tenho coragem de sonhar.
É uma pena que os pesadelos do dia a dia me façam vislumbrar que o futuro da minha geração será de sofrimento, tristeza e dor. A paz foi substituída pela guerra, e o Deus salvação é mercadoria de troca de pregadores inescrupulosos sem alma e sem coração.
Não sei quantos anos ainda vou viver. Vou aproveitar o tempo que me resta de vida para olhar nos olhos dos meus amados e sorver o máximo da convivência pacífica e de amor que puder compartilhar.
O mundo é apenas uma bola.
Então, enquanto tiver força e discernimento não vou me deixar manipular, e bola pra frente.
Sou o que sou, sem máscara e sem maquiagem.
 


                                                       SEM MÁSCARAS
Ah! Como eu queria falar só de amor. Esquecer aquilo que machuca e concentrar meus pensamentos nas pessoas que precisam da minha ajuda. Deixar na minha mente somente coisas que tragam paz e fraternidade.
Nesse momento minha vitrola está rodando um disco de vinil que me leva de volta ao passado. E só Deus sabe o quanto eu gostaria de voltar a viver novamente em contato com seres humanos de verdade. Os amigos eram mais que irmãos, o branco era branquelo, o negro era macaco, o magro e alto era vara de apanhar coco, o estrábico era caolho, o veado era veado mesmo, e tantos outros adjetivos que nos uniam cada vez mais. Não havia nenhuma briga e desentendimento entre as pessoas, quando acontecia, era resolvida no tapa, e no dia seguinte todos eram amigos novamente.
Hoje é diferente...
Uma lei criada não sei por quem e para que, proíbe um pai de dar umas pequenas palmadas para coibir a desobediência do filho, e o que vemos hoje é uma legião de jovens sem limites vivendo do jeito que lhe convierem. Eu disse pequenas palmadas. Espancamento é inconcebível, e com certeza, um crime.
A modernidade importou a palavra bullying que nem tem tradução para a nossa língua. E agora temos que repensar o que vamos dizer para não sermos acusados de assédio moral, e de tantas outras asneiras que nem vou comentar. O que mais me incomoda é que foram criadas algumas leis que colocam mordaças naqueles que têm coragem de expressarem suas opiniões.
Na descrição abaixo, não quero e não vou ser politicamente correto omitindo aquilo que penso apenas para agradar a sociedade.
Os meus leitores, é claro, têm a liberdade de fazerem as considerações que acharem necessárias. Tenho absoluta certeza que muitos gostariam de dizer exatamente o que estou escrevendo, mas engolem seco por medo de se expressarem.
Nunca assisti uma novela, mas ouço comentários na mídia e nas ruas de que um canal de televisão (todos sabem qual), faz questão de trazer para dentro dos lares um modelo de família que existe somente na lei, e na cabeça de alguns que se acham no direito invadirem a nossa privacidade para mexer com o psicológico dos nossos filhos, interferindo sem pudor na maneira que os pais os educam.
Continuo acreditando e aceitando somente um modelo de família, pai homem, mãe mulher, e para mim não existe outra maneira de se formatar um lar.  Não abro mão dos meus princípios, respeito o direito de cada um viver sua vida. Por não concordar, não vou sair agredindo ninguém com palavras e atos, simplesmente exijo o direito de não frequentar os mesmos lugares que essas pessoas frequentam. Não sou hipócrita como muitas pessoas, que para ficarem bem diante da sociedade fingem aceitarem gritando para todos ouvirem que não alimentam nenhum tipo de preconceito.
Deixem-me continuar divagando.
Ah! Sempre bate uma saudade danada do contato com a natureza exuberante que nos cercava e nos fazia morar em um grande pomar onde as frutas eram colhidas e comidas debaixo dos pés, nas terras sem donos, ou nos quintais quase sempre acessíveis para todos.
Hoje, plantas e animais são coisa do passado gravadas em várias mídias.
Como voltar fisicamente ao passado é coisa impossível, não abro mão de deixar-me envolver o mínimo possível por este "paraíso tecnológico" que com suas antenas conectam as pessoas. Pessoas que na sua grande maioria, esqueceram os outros valores ao se tornarem robôs sem sensibilidade, sem ternura, sem fraternidade, e quase sempre vivendo uma paz de mentira. O antes ser humano está sendo dominado pela Inteligência Artificial porque em pouco tempo as máquinas criadas pela inteligência do homem começarão a ter vida própria. Em pouco tempo a vida na terra vai imitar a dos filmes de ficção. Milhões de pessoas escravas da tecnologia inconscientemente obedecem aos comandos das máquinas que ainda são manipuladas pelos poderosos. A grande mídia com seu poder de penetração é quem formata os valores éticos e morais das pessoas.
A ignorância está fazendo o amor ser apenas sexo, e uma palavra sem sentido.
A ganância dos políticos corruptos, a submissão de um povo escravo do sistema que oferece apenas "pão e circo" estão colocando uma nuvem negra no futuro dos nossos jovens.
Ainda não assisti uma grande parada do Orgulho de ser honesto. Do Orgulho de ser deficiente e produzir mais que muitas pessoas normais.
Ainda bem que posso e tenho coragem de sonhar.
É uma pena que os pesadelos do dia a dia me façam vislumbrar que o futuro da minha geração será de sofrimento, tristeza e dor. A paz foi substituída pela guerra, e o Deus salvação é mercadoria de troca de pregadores inescrupulosos sem alma e sem coração.
Não sei quantos anos ainda vou viver. Vou aproveitar o tempo que me resta de vida para olhar nos olhos dos meus amados e sorver o máximo da convivência pacífica e de amor que puder compartilhar.
O mundo é apenas uma bola.
Então, enquanto tiver força e discernimento não vou me deixar manipular, e bola pra frente.
Sou o que sou, sem máscara e sem maquiagem.

 
 



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