6 de mar. de 2017

ENTERRO DA PALAVRA E DOS ATOS.


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AS IMAGENS FALAM. 

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Publiquei este texto no dia 08/04/2007 no USINA DE LETRAS. Agora estamos sofrendo as consequencias.




Há poucos dias escrevi que algumas palavras deveriam serem retiradas do dicionário, porque elas não têm nenhum sentido prático e estão há muito tempo em desuso. Hoje, pensando na situação atual do país percebi que uma das primeiras a serem tiradas deve ser a palavra oposição. Esta palavra foi muito usada até o ano de 2002 quando o partido dos trabalhadores assumiu o governo. E logo em seguida foi deixada de lado assim que fazer oposição deixou de ser necessário. 
Oposição: Partido Político contrário ao governo. Vontade Contrária. É assim que o Aurélio define esta palavra
Na prática isto hoje não acontece mais, todos são da situação. Menos o povo que não é contra e nem a favor de nada, desculpem a expressão, mais a grande maioria é como “bosta n`água”, vai para onde a onda levar, isto é para onde a mídia ou a falmacutaia levar.  Como sempre, desde que mundo foi criado, o mais forte engoliu o mais fraco, na linguagem a coisa não é diferente, a Situação engoliu de vez a Oposição. 
E a palavra e os atos de opor caíram em desuso. Ficou fora de moda. 
Com a inteligência e paciência de quem assiste o girar de uma placa de um torno para aplainar arestas, o presidente colocou a Situação política e financeira do país em um grande marasmo para o povo, e extremamente favorável à classe política e para a elite, com cada um mamando caladinho sem se importarem com que o outro estava fazendo. 
Quem nos anos áureos da oposição gritava contra o imperialismo que massacrava, hoje troca afagos com o tirano da maior “democracia” do mundo, que se vê no direito de mutilar uma nação inteira para matar covardemente um líder tirano, Hozama Bin Ladem, que deixou de ser aluno. 
Na minha cidade, e tenho certeza que cada brasileiro pode dizer o mesmo, ninguém é contra ninguém, todos são a favor das tramoias e falmacutaias. Aqui, depois que a imprensa marrom
começou a distribuição “gratuita” de jornais com matérias duvidosas, o povo parou de ter acesso às verdades que machucam. E quando um jornal de grande alcance publica uma matéria que incrimina os donos do poder, somente os assinantes recebem, porque ele é logo tirado de circulação. 
Como se opor a quem oferece pão e mel? Como gritar contra quem continua oferecendo o mesmo pão e circo que foi o motivo da oposição subir ao poder? 
Em todo o país está sendo praticada a máxima: Se não pode com o inimigo junte se a ele. 
E isto é irreversível. 
Nunca mais veremos alguém ser contra quem sucateia a saúde, quem agride o meio ambiente e trata os pobres como cães sarnentos, sem direito nem mesmo ao pão e circo que são oferecidos aos que aceitam serem capachos ou puxa-sacos. 
E muitos pobres gostam de desempenhar este papel, e milhares de ricos não conseguem sobreviver sem entregarem suas almas para o capeta, a troco de um salário sem ter ao menos o trabalho de sair de casa. 
Quem quer defender os mais fracos? 
Se isto vai custar menor participação na partilha do dinheiro público? 
Quem quer lutar por um mundo melhor para os outros? 
Se o seu mundinho está excelente? 
Para que se opor?  Que se dane a palavra e os atos. Que se dane o povo. 
Sepultaram de vez a palavra e o ato de se opor. Desde que o antigo partido dos trabalhadores galgou as escadas do poder, o país deixou de conhecer o sentido desta palavra, e assistiu cenas nunca antes imaginadas, a troca de abraços e afagos entre os que massacravam os pobres com os que antes era povo e agora são elites. 
E fazer oposição não é como andar de bicicleta, deu para esquecer definitivamente. 
E ela sumiu!



Um comentário:

  1. Imagens que se vendem, realidades que se vivem contradizem o que as imagens nos dizem.

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