FORA BOLSONARO, O VIRUS QUE ESTÁ MATANDO O BRASIL

4 de mar. de 2011

NÃO GOSTO DE CARNAVAL






Quarta-feira de cinzas, início da quaresma, quarenta dias do calvário até a crucificação do Cristo que se fez homem por amor.
Os tambores ainda não calaram.
A cuíca ainda ronca.
A fantasia não foi tirada.
A idiotice continua...
Milhões de reais são gastos para promover festa para turistas sexuais, homens e mulheres pagam a peso de ouro um lugar nos carros alegóricos como madrinhas e padrinhos de baterias.
Hora de contabilizar e fazer uma reflexão dos últimos acontecimentos.
Quantas mortes nas estradas? De bêbados fantasiados de palhaços, e de inocentes que tiveram a coragem de colocar o bloco na rua, e colocaram-se no caminho da irresponsabilidade.
A indústria de bebida comemora.
A indústria hoteleira comemora.
A indústria do narcotráfico festeja.
Os prostíbulos e as prostitutas estão em festa.
O profissional do entretenimento se realiza.
Os políticos, esquecidos por uns dias, festejam.
E o povo?
Meros coadjuvantes nesta festa grotesca onde o pobre se sente rei, quando na verdade, mais uma vez está sendo o bobo da corte.
A grande maioria dos foliões do asfalto ganha o quê?
Três dias de falsa alegria?
E o que o espera depois? O marido ou a mulher, abandonados junto com os filhos implorando um pedaço de pão?
Com sua dor!
Uma conta de água ou de luz atrasadas.
O dono do barraco querendo receber o aluguel?
Aqueles que consomem drogas e caviar nos camarotes, vão ajudá-los a consertar a vida?
Quantas famílias são desfeitas?
E em outubro próximo, quando começarem a nascer os filhos da folia e do carnaval?
Onde andará o pai? Quem foi? Impossível saber!
É por isso que o nosso país não é respeitado pelo resto do mundo. O nosso povo não passa de um brinquedo de terceira categoria. Pão e circo são suficientes para alimentar o ego de quem não tem consciência de justiça. Damos espetáculos para o mundo que nos olha como selvagens. Porque aceitamos um governo de falcatruas, com políticos corruptos, e dançamos em sua homenagem. Carnaval é algo tão insignificante que nem mesmo o Aurélio consegue definir, e o descreve como: Três dias que antecede a quarta-feira de cinzas, dedicado a várias sortes de diversões. Folias e folguedos, e termina com a definição: Grotesco.
O absurdo desta aberração é que pessoas que não gostam, como eu, são obrigados a aturarem, querendo ou não, porque o país de primeiro mundo em miséria e injustiça para de produzir enquanto o povo brinca de ser feliz.
Felizes os seguidores de religiões que promovem retiros durante esses três dias. Enquanto uma minoria faz chegar ao céu o louvor, milhões fazem questão de esquecer a existência de Deus, achando que Ele também se retirou para um cantinho do céu, e só retornará na quarta-feira de cinzas quando as máscaras caírem.
E na volta da orgia, muitos vão para as igrejas com cara de Judas arrependido, ou de santo do pau-oco como se nada de anormal tivesse acontecido.
Não gosto de carnaval.
Festa de hipócritas!
Sorrisos de mentira!
Relaxamento de atitudes.

Um comentário:

  1. concordo plenamente com voce geraldo nosso povo precisa ser mais autentico, e tentar produzir o que realmente tem valor e importancia para o mundo temos capacidade, o que não temos é líderes com esse intuito, só olham para o próprio umbigo!!!
    Oxalá pudéssemos ter a oportunidade de estar lá para fazer valer o que realmene dá futuro.

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