19 de dez. de 2010

VIDA E MORTE DE MÃOS DADAS.





















Quando começa e termina a vida de uma pessoa?  Quando realmente um novo ser começa a existir? Ninguém duvida que um novo ser começa a existir assim que o espermatozoide penetra o óvulo, e numa harmonia perfeita começa a gerar uma nova vida. Portanto os anos deveriam começarem a serem contados a partir da concepção, porque daí ao nascimento já serão nove meses de vida.
Todos sabem que isso é real. Muitos não aceitam ou fingem não entender.
Quem sabe nesse momento, um espírito ou uma alma se funde com o corpo da mulher e se aloja no ser humano que foi concebido pelo milagre do amor, ou pela química do tesão? Deixo essa pergunta para reflexão de cada um. Sei apenas que nessa hora um corpo começa a sofrer transformação para ser hospedeiro de uma outra pessoa que neste exato momento traz como herança o DNA que não mente.
Aí realmente começa um ciclo de uma nova vida
 Infelizmente, muitas vezes várias vidas são interrompidas.
Desde a concepção até atingir a idade adulta o ser humano vai depender de uma série de fatores determinantes para que sua vida atinja a plenitude. Muitas vezes esta vida que se aflora e que deveria ser um presente de Deus é interrompida e morta antes mesmo de nascer.  
Muitos são abortados por uma droga química ou humana logo após o milagre da fecundação. Os adeptos da prática do aborto dirão que nesse momento a pseudo vida não passa de um óvulo fecundado. 
Outros conseguem romper a membrana que envolve a vida e experimentam o prazer de nadar tranquilo no espaço sagrado que é o ventre da mãe.
Infelizmente o nascer e viver não é nenhum mar de rosas. De cada dez campeões que ousam fazer o seu choro ecoar no mundo, podemos afirmar sem medo de errar, mais da metade são engolidos pelas trevas da mente doentia do ser humano antes mesmo de alcançar os três primeiros anos de vida. E um ser humano inocente que pensava estar vivendo não conseguiu sequer descobrir a diferença entre vida e morte.
Nesse aspecto temos que deixar nosso olhar dar uma volta de cento e oitenta graus, porque por todos os lados onde olharmos, esta cena se repete a cada piscar de olhos, nos barracos humildes das favelas ou nas clinicas mansões de luxo dos bairros nobres.
Nos países de primeiro mundo.
E nos que não fazem parte do mundo onde os gritos de morte sufocam a vida. E a maior causadora desta tragédia é o abandono absoluto e a fome. Causada pela pobreza, maior inimiga da vida.
O alimento que se joga no lixo é banquete para quem nem lata de lixo tem.
Nos países pobres, uma minoria comanda e massacra o corpo e a mente dos pobres, pelo poder das armas ou da religião, e moram em verdadeiros oásis rodeados de corpos esqueléticos implorando um pouco de vida.
Onde, mesmo assim alguns teimam em sobreviver. E a luta pela sobrevivência começa a ser travada para atingir a idade adulta. E como um Dom Quixote lutando contra os moinhos de vento, sofre ao perceber que sua maneira de viver depende da atitude e comportamento de outros que muitas vezes nem parecem humanos.
Na pobreza a pessoa se deixa levar por três comportamentos distintos: 
Para o crime quando o ter fala mais alto, e a vida deixa de ter qualquer significado para o jovem abandonado pela ignorância, ou pela miséria quando é apadrinhado pelo traficante que lhe dá o primeiro "emprego", e a droga é o caminho mais procurado para se conseguir o que quer.
Para a obediência quando a sobrevivência fala mais alto. Aqui a vida passa a ser propriedade do outro, principalmente quando a pessoa se sente obrigada a escutar e imitar os poderosos a troco de favores, perdendo de vez a capacidade de pensar.
Para a religião onde o compromisso não é com Deus. Esse é um dos comportamentos que mais escravizam pessoas que lutaram e venceram sozinhas. Que em um momento de agonia e desespero, esquecem que foram agraciados com o dom da vida, e entregam seu destino nas mãos de espertalhões de todos os credos esperando o milagre que acha ainda faltar em sua vida.
Na riqueza quando a pessoa deixa-se levar por três comportamentos distintos: 
Para o crime quando já possui tudo e quer mais apenas pelo prazer de tomar o que não é seu. Aqui também a droga é o destino dos que tiveram todos os bens materiais a seu dispor, e quase nada de amor que educa.
Na obediência quando quer se perpetuar no poder mesmo que para isso tenha que usar os mais pobres como escada aceitando ser manipulado como boneco de marionetes. 
Na a religião quando a fé parece uma mercadoria comprada em qualquer esquina e esta pessoa torna-se mais um líder religioso que não acredita e entende nada de Deus e sabe tudo de tramoias.
E assim cada cidadão vai formatando suas vidas de acordo com os valores que lhe foram passados de geração em geração.


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