25 de nov. de 2010

É TEMPO DE FÉRIAS



Mais um ano está indo embora 
E tudo foi como no outro que passou
E será exatamente igual 
No fim do ano que se aproxima 
O espetáculo não pode parar, e o circo chamado Brasil sempre estará armado. 
As falmacutaias foram sufocadas pelas compras apressadas 
Os roubos são coisas do passado, é preciso estourar o limite do cartão. 
Os políticos estão de férias. 
Merecidas... 
Presentes sem carinho 
Religiosidade aflorada, 
Oferenda aos orixás 
Aniversariante esquecido. 
A fé está de férias. 
E os dias engolem o ano, mostrando a verdade nua e crua do abandono, que queima ônibus, e pessoas que trabalham e pagam impostos, que votam em um sacana a troco de qualquer coisa, 
Ou de coisa nenhuma 
Esfrega na cara do governo a falta de governo. 
Humilha a justiça 
Que humilha os pobres 
É tempo de férias. 
Da justiça 
Da lei 
Dos pastores de todos os credos. 
Com programas de televisão reprisando a vergonhosa venda de milagres. 
Que não acontecem nas ruas 
A cidade fica sem dono 
Ou será que o seu verdadeiro dono aparece? 
E não tira férias! 


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