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19 de nov. de 2010

DIA DA CONSCIÊNCIA DE JUSTIÇA



Quando as pessoas se igualam não existe preconceito












Retrato do ator Morgan Freeman.
Retrato do ator Morgan Freeman.
O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece.
Todo dia vinte de novembro é comemorado o dia da consciência negra. Não sei o que isso significa. O que é consciência negra?  Será que é olhar para a pele e sair gritando pelas ruas: Eu sou preto? Ou olhar para dentro de si mesmo e dizer para todo mundo ouvir: Eu sou diferente apenas na cor da pele.
Porque não tem o dia da consciência branca? Seria até cômico, os da raça “superior” saírem pelas ruas gritando: Eu sou branquelo!
Façam-me o favor!
Na minha modesta opinião, criar mais este feriado nada mais foi do que oficializar o racismo e a segregação racial. Infelizmente muitas pessoas violentas e sem princípios se veem no direito de agredir os nossos negros irmãos. Mas não foram somente os negros, e a até hoje não são, os únicos escravizados.
Escravos foram, e ainda continuam sendo, as pessoas pobres, independentemente da sua raça ou cor da pele.
Se prestarmos atenção às pessoas ao nosso redor veremos que muitas têm avós italianos, pais árabes, serão de origem africana, espanhola, alemã, portuguesa, francesa, e várias outras nacionalidades que ajudaram na construção desse país.
Mais claramente veremos uma grande maioria de crianças e adultos com traços fisionômicos que evidenciam sua origem negra”. O negro é talvez o elemento que maior contribuição trouxe à formação da cultura brasileira. Nos porões dos navios negreiros vieram os germes do samba, do frevo, do candomblé, do culto à Iemanjá, do sabor quente e forte de nossa comida, além das crenças e hábitos aos quais nos acostumamos tanto que nem paramos para pensar de onde vieram. Infelizmente, os navios também trouxeram a violência, a ganância, a barbárie, e a corrupção que até hoje consome a riqueza do nosso país.
Vendo e ouvindo o noticiário, indignado, desliguei o televisor. Isso foi logo depois de ouvir que os nossos valorosos deputados federais deram mais uma demonstração de insensatez e despreparo na promulgação de leis. Aprovaram uma lei onde nas universidades públicas metade das vagas serão reservadas para Negros, Pardos, Índios e Alunos do ensino médio que estudaram em escolas públicas. E acham que estão sendo justos com os menos favorecidos.
Esses cidadãos que ficam inventando nomes e datas dizendo que é para comemorar alguma coisa, não têm mais o que fazer?
Será que eles não sabem que qualquer benefício do poder público para o povo, deveria levar em conta a situação socioeconômica da família? Não importando se for negro.
Branco.
Albino.
Mulato.
Índio.
Quando criaram a cota para negros, milhares de branquelos passaram a jurar que eram pretos, filhos, ou netos de afrodescendentes.
 Porque não criam o dia da CONSCIÊNCIA HONESTA?  Para que todos possam saírem para as ruas e praças gritando bem alto: Eu sou honesto. Aí eu queria escutar quantos gritos se ouviria por esse imenso país afora. Em muitas cidades, bairros, e distritos inteiros o silêncio reinará absoluto, ou talvez seja quebrado por uma ou outra pessoa mais corajosa.
Se houver!
Eu queria uma nova lei áurea. Uma nova abolição que libertasse todos os pobres, de todas as raças, mestiços, cafuzos, mamelucos, negrinhos, branquelos, de olhos arregalados ou puxadinhos, do jugo da elite e dos políticos sacanas que ditam as leis deste país.
Nosso país só será livre quando for criado o dia da CONSCIENCIA DE JUSTIÇA. O dia em que todos os injustiçados saírem às ruas e praças e gritarem bem alto: Queremos igualdade, independentemente da cor da pele, do cabelo crespo ou liso, dos olhos arregalados ou puxadinhos, ou da fé que professamos, ou não. Queremos escola, lazer e saúde de qualidade para nossos filhos, seja ele um negrinho ou um branquelo azedo. Não queremos cota nas universidades, exigimos o mesmo tratamento para disputarmos de igual para igual com todos que se formam doutores em alguma coisa. Nos indignamos com o estacionamento das universidades públicas com seus carrões afrontando o pobre que sequer tem acesso a uma escola secundária de qualidade. Ao criarem essas malditas cotas, os políticos abriram brechas para todo tipo de falmacutaia.
Por exemplo, o ENEM foi criado para avaliar o ensino das escolas públicas. Assim que seu resultado passou a ser item de avaliação para se entrar em uma universidade, rapidamente foi estendido às escolas particulares, abrindo espaço para a criação de cursos preparatórios para atender e preparar o aluno preguiçoso.
Ao criarem estas cotas...
Os filhos dos ricos passaram a serem matriculados em escolas públicas de manhã, e a frequentarem escolas privadas à tarde, ou vice e versa. E as vagas nas universidades públicas, que teoricamente seriam dos pobres, com certeza continuarão sendo ocupadas pelos filhos da elite.
O governo vai construir mais escolas de ensino médio? Não! Vai melhorar o ensino nas Escolas Públicas? Não! Se assim o fizesse não precisariam estipular cotas para ninguém. A vaga seria preenchida pela competência.
 É preciso abrir as portas do que é público para dar acesso de verdade aos mais necessitados
Se um dia esse grito acontecer. Todos os outros poderão serem esquecidos





Um comentário:

  1. O Brasil é formado historicamente por uma profusão de raças,predominando no caso do Amazonas, os Portuguese, ingleses, açorianos, negros, espanhóis e nordestinos, como conto em meu livro científico O CAMINHO NÃO PERCORRIDO - A TRAJETÓRIA DOS ASSISTENTES SOCIAIS EM MANAUS, QUE PODE SER BAIXADO NO BLOGJORNALISMOCARLOSCOSTA.
    UM ABRAÇO,

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