06 abril, 2021

BETIM - ESTA É MINHA CIDADE

       

                                          TADINHO DOS VEREADORES!

Neste momento de muita dor e sofrimento. Neste momento em que milhares de pessoas estão passando fome neste brasil sem governo. Neste momento em que a campainha de nossas casas toca todos os dias com alguém pedindo um prato de comida, ou querendo algum alimento para matar a fome dos seus filhos.

Vejam o exemplo de cidadania que nossos vereadores protagonizaram: A Câmara Municipal de Betim abriu processo de licitação para a locação de veículos para atender aos 23 vereadores da Casa. O contrato previsto é de R$ 1,200,000,00 que sairão dos cofres públicos através da conta da dotação orçamentária do exercício de 2021. Os vereadores de Betim estavam sem essa regalia desde 2016, mas, por unanimidade, concordaram em voltar a ter carro, motorista e combustível em pleno período de pandemia no qual há a exigência de redução de circulação de pessoas nas ruas e os trabalhos, com exceção dos serviços essenciais, estão remotos.

Com este dinheiro daria para se comprar aproximadamente vinte e sete  mil (27.000) cestas básicas que alimentariam cerca de 135.000 pessoas.

Estes mesmos vereadores recebem um “salário” de R$ 12.025,41 por mês para se reunirem quantas vezes quiserem. E é claro, como é de praxe neste país das sacanagens, em todas as instancias dos governos existem os adicionais que engordam as contas bancárias desses valorosos servidores públicos.

Enquanto isso uma ou um profissional de enfermagem recebem um salário médio de RS 3.500,00 para uma jornada de trabalho estressante, e mais ainda nesta Pandemia onde sua vida e de seus familiares é colocada em risco.

Uma professora em início de carreira recebe uma fortuna de R$ 1.500,00 por mês para prepararem crianças e jovens para o futuro.

Um soldado da polícia militar recebe um salário de R$ 4,631,00 para nos proteger dos marginais arriscando sua vida todos os dias.

Nenhum deles têm carro e motorista à sua disposição.

Porque os vereadores precisam ter?

 


                                     MEU BAIRRO PARECE UM LIXÃO

Hoje, andando pelas ruas do meu bairro, fiquei com vergonha diante de tanta falta de compromisso com a vida.
Com a vida da comunidade.
Com a ecologia.
Com o planeta.
Toneladas de lixo e entulho enfeitam ruas e lotes vagos que se transformaram em bota fora como se fossem grandes lixões a céu aberto.
Constantemente vemos automóveis sendo estacionados nas avenidas, e pessoas bem vestidas tirarem sacolas de lixo, moveis velhos, e qualquer quinquilharia e as joga-las nos córregos e no rio.
O bairro é considerado de classe média, a maioria das casas tem um padrão considerado bom. 
Muitas pessoas constroem ou reformam grandes residências, e para não pagarem o aluguel de uma caçamba, jogam o entulho nos lotes vagos, nas calçadas, nos passeios, e algumas vezes, até no meio da rua.
A atual administração, como as anteriores, parece que ainda não contratou empresa para capinar o mato que toma conta das calçadas e das ruas. Outra falha gritante do poder público é a falta de fiscalização e punição dos donos dos lotes vagos que estão preocupados apenas com a valorização do seu imóvel. Alguns moradores,  por preguiça, ou por falta de compromisso com a ecologia, se recusa a limpar a frente da sua própria casa. Com esta atitude, toda vez que cai uma chuva, o lixo é levado para dentro da rede de esgotos, isto é, se a boca de lobo não estiver obstruída.
Em uma cidade com coleta seletiva, é inadmissível tanto lixo jogado nas ruas e nos lotes vagos.
Poucos reciclam.
Restos de comidas são jogados nos lotes vagos, atraindo ratos e outros animais peçonhentos, que em pouco tempo começam a correr pelos quintais e dentro das casas vizinhas.
O caminhão que coleta o lixo tem dia e horário para passar, poucos são os que ensacam o lixo corretamente, e muitos os colocam nas lixeiras fora do dia e horário.
Isto é falta de educação!
Ah! Não poderia deixar de referir-me aos que usam a mangueira d`água como vassoura. Será que ainda não perceberam que a água potável do mundo está acabando?
O que me deixa mais indignado é que quando se fala em uma cidade suja, todos lembram imediatamente de citar os bairros da periferia onde moram as pessoas de menor poder aquisitivo. 
O que a grande maioria insiste ignorar é que quanto maior o poder aquisitivo de uma família, mais lixo ela irá produzir.
Poucos moradores percorrem as ruas a pé. Comece a fazer isso, quem sabe vendo de perto o lixo enfeitando as ruas e calçadas como um cartão postal da indiferença, todos possam fazer alguma coisa para que esta situação seja revertida.
A nossa cidade está parecendo uma grande lixeira.
O que escrevi sobre o meu bairro serve para todos, se existe algum em situação diferente, parabéns para os moradores.




2 comentários:

  1. Bom dia, Geraldo!

    É mesmo repugnante os privilégios de políticos, como você bem disse, em todas as esferas.
    É em tempos de pandemia a "boiada não só passa" na Amazônia e Pantanal com os incêndios criminosos, mas em tudo aquilo que que venha privilegiar pessoas ou grupos que detêm o poder econômico, que representam uma percentagem bem pequena da população e outro estrago é aproveitar a pandemia como desvio de atenção para que governos federal, estaduais e municipais voltem a aprovar privilégios em favor de políticos, leis que impeçam ou dificultem muito a criminalização deles e mecanismos de alienação que os mantenha no poder, tendo sob controle a maioria esmagadora aos seus pés como miseráveis a dever eternamente favores e incapazes de reivindicações legais que venham a contradizer a prática governamental.

    Quanto ao nosso bairro nestes últimos meses, de fato, lixo e mato só aumentaram, além de muitos cachorros que até mesmo chegam a atacar-nos. Já fui vítima deles. Certamente foram abandonados por seus donos.

    Continue firme em suas denúncias, Geraldo!

    A sua voz certamente, está ecoando!

    Abraços!

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    1. OLÁ, TITO. Obrigado por estar lendo e comentando. Gostaria de conhecer você. Um abraço, paz e bem

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