22 de jul de 2017

ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA – O FILME.


Resultado de imagem para ensaios sobre a cegueira


Publiquei esse texto no USINA DE LETRAS EM 2008. Parece que foi ontem.






O filme, “ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA” vem nos abrir os olhos contra a cegueira coletiva. Ele chega num momento especial para o mundo: a eleição de Barak Obama, quando pessoas do mundo inteiro voltam seus olhares para um único homem. Será ele capaz de orquestrar as mudanças que o mundo inteiro clama? E se a orquestra não quiser acompanhar o maestro, e se este maestro se inflar do poder concentrado, e tiver olhos apenas para o seu mundo?
Foi importante a eleição de um negro para presidir a maior potência mundial?
Foi!
Mas ao abrir os olhos para a mudança, os americanos realmente pensaram no coletivo?
Ou vão continuar vendo o resto do mundo como um grande celeiro, e um gigantesco depósito de lixo.
“ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA”.
O autor foi incisivo ao fechar o olhar do mundo, para mostrar a fragilidade e a generosidade do ser humano.
A grande maioria está cega há muito tempo.
Não enxergamos a destruição da natureza, e assistimos passivamente o sumiço das águas. Insistimos em não ver o assassinato da fauna e da flora em nome de um progresso que machuca,
Queremos empregos.
Queremos dinheiro.
O autor nos mostra cegos de olhos abertos.
O mundo nos mostra cegos que se negam a enxergar.
As pessoas de bem precisam abrir os olhos para a política, e perder o medo de lutar contra os poderosos e aproveitadores que se enriquecem da noite para o dia, atingidos pela cegueira conveniente que quer enxergar apenas dinheiro e poder.
Dizer não à cegueira religiosa de alguns pregadores, que fazem da fé uma moeda de troca quando o dizimo é cobrado como único passaporte para o céu. Isso me foi mostrado na manhã do dia que eu ia ver o filme, liguei a televisão e vi uma cena patética, que no mínimo deveria ser caso de polícia. Um pregador, destes vagabundos que compram espaço em emissora de aluguel, levou para frente do povo uma senhora já consumida pela doença. A pobre mulher mal conseguia andar, e sua imagem era explorada pelo pregador para fazer apologia a um Cristo que não existe.  O que se deixa vender como milagreiro.
A cegueira de muitos faz destes vendedores de milagres moradores em mansões de luxo e pregadores em templos de ouro.
O mundo precisa abrir os olhos.
Para um olhar de ternura.
Um piscar de caridade.
Um vislumbrar de futuro.
Onde os pobres continuem a existir, mas onde nenhum ser humano morra de fome abandonado como os cadáveres do filme, devorados pelos cães famintos.
O mundo precisa de paz.
De vez em quando é preciso fechar os olhos para abrir o coração,
É preciso entender o filme ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA para ensaiarmos a luta contra tudo que massacra o ser humano na sua essência, e que destrói o mundo.
Precisamos mudar a cara e o jeito da herança que estamos deixando para as futuras gerações.
Que precisa não se deixar cegar pelos exemplos recebidos, de inércia desta geração que não soube cuidar da herança recebida: ética, moral, respeito à vida e à natureza.

Que precisa abrir os olhos para o exemplo deixado pelos poucos que não foram                   contaminados, e que abriram mão até da sua vida para defender estes valores.

Um comentário:

  1. Bom gosto...

    A cegueira a maior inimiga da Humanidade.

    É preciso educar, ensinar a ver o Mundo de forma mais saudável!

    Felicidades

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