27 de jul de 2017

ACASALAMENTO “AMIGO”

Resultado de imagem para pais briacando com os filhos
Pai e Mãe brincando com os filhos, isto é felicidade, isto é família.




Já vivi sessenta e sete anos, sinceramente não sei dizer se acho isso muito bom, ou se amaldiçoo os últimos anos vividos. Há algum tempo escrevi o texto: Dois Mundos, onde relato a maneira de como era minha vida antes e depois dos trinta anos.
Esta semana, ao ver o noticiário, fiquei mais uma vez indignado, não com a reportagem, mas com o que ela mostrava.
Na modesta opinião desse velho analfabeto, é um absurdo a maneira como as pessoas estão formatando o futuro daqueles que ainda não nasceram, e com certeza irão herdar um mundo cada vez mais triste, e com pessoas cada vez mais egocêntricas.
Homens e mulheres que se dizem amigos, agora estão se unindo para gerar filhos, sem que os pais tenham dito um para o outro, a frase que pode mudar muitas vidas: Eu te amo.
Sei que muitas vidas são concebidas sem nenhum planejamento, e em muitos casos, estas vidas não são bem recebidas.
Sei também que muitas outras vidas são geradas em relacionamentos mal resolvidos, e ficam no cerne do comportamento irresponsável de duas pessoas que fingiram se entregarem “até que a morte os separem”.
Se já é um absurdo crianças inocentes terem que conviver com pseudos pais e mães do mesmo sexo, como será que esses futuros jovens vão se posicionar diante do cenário que lhe espera?
Será que vão se sentirem felizes?
Será que a modernidade e os novos tempos têm esse poder?
Ou estamos começando a formar uma nova geração?; a geração dos Sem Pais Apaixonados.
Ou a paixão já é coisa do passado.
Ou o amor também já e coisa do passado?
E se depois desse acasalamento irresponsável, se um dos dois se apaixonarem por outra pessoa, como ficará a vida dos filhos, um filho de uma união amorosa, outro, filho da união apenas carnal?  
Será que os adeptos desse novo comportamento são pessoas sem nenhuma perspectiva de vida amorosa, que se sentem e continuarão se sentido mal-amadas?

Olhem o que disse o “INCENTIVADOR” dessa idiotice.
O idealizador da rede social, o ex-agente de talentos de Hollywood, Ivan Fatovic, define a co-parentalidade como uma forma de compartilhar uma criança entre adultos amorosos, comprometidos e financeiramente seguros. Em entrevista à rede ABC, ele defende que por meio dos cadastros será possível achar duas pessoas que consigam colocar a criança em primeiro lugar.

A maneira como a criança será fecundada (relação sexual, inseminação) é decidida pela dupla. Na opinião do psicólogo Victor Dalla Nora Araujo, na teoria uma família é criada a partir do amor, mas na prática não é sempre assim. "É possível criar um filho em tais condições, desde que haja afeto, instrução e preservação da autonomia da criança, mesmo que estes sentimentos/modelos não sejam dados pelo casal", diz.

Ele pensa também que essa medida pode ser adotada por quem tem intenção apenas de procriar e que não está apto a se relacionar.

Como toda criança, a fase da curiosidade vai chegar. E como contar para ela o encontro dos pais e como ela nasceu? "É interessante que isso seja discutido previamente entre os pais. Talvez a questão central seja a forma como a criação será, a normalidade com que o assunto é encarado, discutido. Se há espaço para o diálogo e para reflexões, talvez esta criança não venha ser acometida por revoltas ou traumas", acredita o psicólogo.

Ao escrever esse artigo, penso estar contribuindo para a reflexão das pessoas, como sempre gosto de afirmar: tenho convicção que não sou dono da verdade, mas, não posso me calar diante daquilo que me incomoda, e como vocês podem ver, o incentivador disse que é apenas para quem é financeiramente seguro, isso é, não é para pobres.


3 comentários:

  1. Olá, Geraldo, meu querido amigo!

    Como vai? Sua família e o mais novo elemento dela, o Bernardo. Gostaria, e se assim o entendesse, k colocasse uma fotografia dele no seu blog, com o acordo dos pais dele, é claro.

    Li e reli seu texto e olha que há coisas, que eu não entendo e NÃO ACEITO.
    Agora ou de há alguns anos a essa parte, o "amor" é de plástico, ou seja, use e deite fora. O te amo, dito com o coração, já existe pouco e quem pensa como você e eu somos considerados desatualizados e de pensamento antiquado. Classifiquem-me, rotulem-me como quiserem, mas não digam que não sei amar, de verdade, com O SEXO OPOSTO, LOGICAMENTE. Amar o mesmo sexo pra mim ou é moda ou é distúrbio.

    Nós nascemos meninos, meninas ou hermafroditas e a configuração do pénis não é assim, por acaso, é para se introduzir em algo mais redondo e suave, tipo flor (vagina) e com amor. Evidente que eu sei que os homens de outrora se estrearam com prostitutas, caso do meu pai, mas de há uns anos a essa parte, não é necessário isso, pke as moças, as namoradas deles estão mortinhas por sexo, mesmo sem amor e sem pensar em vida futura.

    Evidente que nesse cenário desgraçado e rocambolesco, não pode haver crianças felizes e "normais", pke seus pais não têm estatuto mental pra isso. Homem com homem e querendo adotar criança? Absurdo, absurdo. Mulher com mulher, coisa contra natura e tb absurda. Qdo as crianças começarem no jardim escola e lhe perguntam: nome de seu pai: Ana. E de sua mãe: Isabel. Assim, não dá e o mundo está caminhando a passos largos para um abismo.

    Acredito que muitos homens e algumas mulheres da sua geração tenham desejado outras mulheres ou homens, já estando já comprometidos e mesmo casados, mas homem é homem e mulher é mulher. Vocês "despejam" (desculpe, Geraldo) e está a andar. Mulher não age, nem sente assim.

    Um beijo de mta estima para você e toda a família, nunca esquecendo o Bernardo.

    PS: agradeço suas palavras lá no blog. Sim, é uma homenagem a uma amiga blogueira brasileira, médica, que faleceu no dia 10 com 32 anos e vítima de câncer no cérebro. Enfim, a vida tem dessas coisas!

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  2. Muito bonito o que diz, que será o Amor de amanhã? Uma boa verdade!!!

    Gostei muito do seu texto.

    Felicidades

    Cidália

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  3. Pois é Geraldo, muito louco tudo isso né?
    O amor esta virando coisa do passado...Às vezes eu penso que eu não sou desse mundo... A raça humana esta se tornando uma coisa abstrata.
    Homens e mulheres que se dizem amigos, se unir para gerar filhos é muita irresponsabilidade das duas partes. Não se constrói mais famílias como antigamente. As coisas estão mudando muito... Hoje ter filhos sem um parceiro, é o cenário atual. O mecanismo é muito simples: a pessoa escolhe em um catálogo o homem por meio de características físicas-cor da pele e altura—cor dos olhos e cabelo, e tem acesso a algumas informações pessoais, como profissão, mas não fica sabendo nem o nome nem os dados dele. Você agora pode escolher como vai ser o filho antes de nascer. Como serão essas crianças no futuro. Várias artistas brasileiras estão fazendo inseminação em banco de sêmen estrangeiro. Precisa ter uma boa grana pra cadastrar nesses bancos de sêmen... A primeira tentativa custa de R$ 5.000 a R$ 8.000. A da segunda de R$ 18 mil a R$ 25 mil. Nas duas modalidades, o valor já inclui os medicamentos necessários para estimulação ovariana. Tem atriz famosa que estão fazendo fertilização in vitro de doador internacional. Eu fico pensando como pode mulheres bonita, famosa, talentosa resolver optar por uma inseminação artificial, produção independente. Filhos querem estar juntos do pai e da mãe. Imagine como fica a cabeça da criança em saber como foi gerado. E ainda não saber quem é o pai.
    Fico pensando como será a modernidade daqui algumas décadas.

    Bom fim de semana!
    Abraço !

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