9 de fev de 2017

CONSTRUINDO UMA NAÇÃO.



Voltei ao passado para buscar textos escritos que publiquei há mais de dez anos no USINA DE LETRAS. Com tristeza, e segurando para não chorar de ódio dos politicos, segurando minha indignação contra as pessoas que aceitam tudo calado como ovelhas apacentadas por pastores que lhe negam água fresca e pastos verdejantes.
É isso que está acontecendo com todos nós, estão nos negando o direito à vida e à liberdade, somos escravos de politicos ladrões e de uma justiça que tudo ouve e tudo vê, mas finge não entender.



                                              
                                                 CONSTRUINDO UMA NAÇÃO.?


Estamos em janeiro de 2007, dois dias depois de um ano eleitoral, eu não sei porque, mas esta palavra me lembra curral onde ovelhas são confinadas mansamente antes de irem para o abate.
E foi exatamente isto que aconteceu com todos nós, donos de um TÍTULO de eleitor.
Somos muito pequenos diante da monstruosidade dos nossos políticos, e não temos nenhum título a não ser o de otários.
Fomos abatidos por uma matilha de lobos devoradores de dinheiro público.
Desde a entrada do ano a chuva não deu trégua, desde o dia da posse, águas torrenciais correm pelas ruas parecendo querer lavar a sujeira deixada pela última eleição.
Deve ser a previsão do futuro.
Baseado nos acontecimentos do ano passado, levando em consideração a falta de punição pelos roubos, e todas as mazelas da política para esfoliar e rir da cara dos eleitores, o que podemos esperar?
E a justiça achou tudo normal!
Se houve absolvição é porque tudo estava dentro da Legal-lidade.
Se não houve indiciamento é porque tudo foi feito conforme a lei Man-DÁ.
Então os “homens da lei” chegaram à conclusão que nenhum crime foi cometido.
Mensalão foi de mentirinha.
Roubo nos correios foi fantasia.
Super faturamento de ambulâncias foi trote no serviço de urgência.
Dinheiro na cueca foi para esconder o pinto.
Dossiê foi apenas uma tentativa de registrar uma fábrica de doces.
Cepeís quer simplesmente dizer: Ceis pensa que nóis roba?
Moramos em um grande circo que teve a sorte de ter como lona, uma constelação ornamentada pelo cruzeiro do sul.
Os picadeiros foram armados para desempenharmos o papel de palhaços.
E o eleitor fez isto com muito profissionalismo.
Brincamos de votar e fizemos da última eleição uma grande brincadeira.
De mau gosto!
Em todo o país os eleitores imitaram direitinho o jeito malandro dos candidatos.
Continuaram praticando a Esmolinha.
De cada dez votos colocados na urna, seguramente sete foram a troco de alguma coisa.
Isto não é segredo para ninguém.
Como as roubalheiras dos que lidam com o dinheiro público também não é segredo.
Todos sabem.
A maioria se cala.
A minoria leva vantagem.
E assim entra ano e sai ano, vamos construindo uma nação para os nossos filhos.
Coitados!


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