28 de jan de 2016

RECONSTRÓI A MINHA IGREJA

                 

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           (Escrevi este texto em 2006, parece que o Papa Francisco veio realizar a Reconstrução)

Estou sozinho, sentado confortavelmente em minha cozinha, tomando um café enquanto os três filhos brincam com o computador, é tarde/noite de feriado e minha esposa foi à igreja. 
Deu uma vontade danada de escrever alguma coisa. 
Estou precisando escrever algo que não lembre nada ruim! 
Hoje é dia de Corpus Cristis. 
E a vontade de escrever foi na verdade, a maneira que encontrei para reabrir um canal entre mim e o Criador, há muitos dias interrompido. 
Preciso conversar com Ele! 
Na verdade, preciso fazer a pergunta que São Francisco fez: 
- ”Senhor o que queres que eu faça”? 
Longe de mim querer imitar o Santo que mais imitou o Cristo. 
Longe de mim querer ouvir a mesma resposta de Deus. 
“Vai e reconstrói a minha Igreja". 
Que esta Igreja está precisando de uma nova reforma não resta a menor dúvida. 
Que esta Igreja está precisando de novos Franciscos e Luteros, para novamente ganhar contornos de
“Igreja Santa e Pecadora” não resta a menor dúvida. 
Ela precisa deixar de ser “a minha” Igreja para ser a casa de todos. 
É preciso que a casa do Pai ganhe roupagem nova, para que não seja a Igreja do Pastor, do Padre ou do Rabino, do Ancião ou do Papa. 
O templo do Espírito Santo está vazio e sentindo-se abandonado, chora de fome, de frio e de sede, principalmente de justiça, e isso muitas vezes leva-o a pensar que Deus o abandonou. 
Deus não abandona. 
Deus é deixado de lado todas as vezes que alguém comete um ato de injustiça, contra quem e o que for. 
Que está na hora de tirar a tinta velha e dar uma nova textura, na maneira de enxergar o Cristo que continua sendo crucificado todo dia, também não resta a menor dúvida. 
Ele é Pai, Filho e Espírito Santo. 
Ele é mãe. 
É no seio desta família que todos precisam aninhar-se, ela está de portas abertas para receber os que estão aflitos, os corações que sangram e as almas que clamam por justiça. 
Hoje mais do que nunca eu preciso falar com Deus. 
Não para pedir! 
Para agradecer. 
Tudo que tenho e tudo que não conquistei, porque não pude ou não tive competência para conquistar. 
Agradecer por estar vivo. 
Tendo a coragem de colocar minhas ideias a serviço dos irmãos menores. 
Como não tenho a pretensão de conseguir imitar São Francisco... 
Como não posso sequer olhar para Maria, sem sentir-me pequeno e pecador, resta-me repetir suas palavras: “Faça-se em mim a Sua vontade”.
E pedir que me dê sabedoria e discernimento para ouvir quando Ele falar por outras bocas, que eu possa emocionar-me quando O enxergar no sorriso de uma criança, ou na rabugice de um velho, que parecendo saber chegar sua hora, começa a agir como criança, para colocar-se novamente no colo de quem se doou por inteiro. “Deixai vir a mim as crianças, porque delas é o reino do céu”. 
Pedir que não me deixe ficar indiferente, e quando nada mais puder fazer, possa pelo menos chorar ao vê-Lo crucificado. 
De todas as formas. 
Em corpos de homens, mulheres e crianças.
Na agonia das nascentes de águas cristalinas que estão sendo mortas em nome do progresso. 
Quero ouvir ecoar todos os dias a mesma pergunta feita a Francisco. 
Todos os dias perceber que estou devendo uma resposta para Deus 




2 comentários:

  1. Olá, Geraldo!

    Tudo bem com você, filhos e esposa? Aqui, tudo satisfatório.

    Seus textos, mesmo que os tenha escrito há 10 dez estão, infelizmente sempre atuais.

    Concordo com você: a Igreja, em geral, precisa de ser renovada. Cada um de nós, tem de fazer a sua parte.

    Agradeço visita e comentário.

    Abraços.

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  2. Olá, Geraldo!

    De férias? Se assim for, que sejam mto boas.

    Abraço com amizade.

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