10 de jun de 2015

QUE PAÍS É ESTE?


Que me perdoem os funcionários públicos que trabalham muito, com honestidade, e muitas vezes, tendo que se virar para executar as tarefas que os sangue suga ao seu lado se recusa a fazer. Certas coisas só acontecem neste país de roubalheira e de poderes de brincadeiras.
A inteligência dos políticos na arte de espezinhar a honestidade do nosso povo, beira às raias do absurdo.
Vejam a reportagem o Jornal Estado de Minas - Sábado - 06/06/2015.
Manchete: "AUSTERIDADE A LONGO PRAZO NAS PREFEITURAS"
"Com a arrecadação em baixa, Diamantina segue exemplo de outras cidades e anuncia redução de expediente para cortar gastos. A partir de segunda feira, os órgãos da prefeitura passarão a funcionar em horário reduzido para corte de gastos. O objetivo é cortar gastos com energia, água e telefone."
Se não fosse verdade seria cômico.
Este é o nosso país.
Diminuir a carga horária de trabalho de uma categoria de trabalhadores que quase nada produzem, em todas os escalões dos governos.
Estou muito à vontade para escrever sobre este assunto, fui testemunha e convivi com a falta de compromisso de uma grande maioria, que se esconde atrás de um concurso que não permite a sua demissão. Atitudes absurdas de funcionários que não cumprem a carga horária e quando o fazem, colocam suas tarefas profissionais em último plano.
Iniciei pedindo perdão aos bons funcionários, porque existem belas e raríssimas exceções, que fazem jus ao salário, e muitas vezes são mal remunerados.
Em 2004 os celulares ainda não eram populares, internet era para poucos e não existiam as redes sociais que encantam e escravizam as pessoas. Vejam a frase que ouvi de um funcionário: "O mundo lá fora esta pegando fogo e eu aqui jogando paciência" Se ele ficava horas e horas neste joguinho idiota, como será o seu comportamento hoje?Quem não se lembra de uma foto, onde o funcionário do INSS jogava exatamente este mesmo joguinho, e à sua frente uma enorme fila se formava, enquanto ele fingia que trabalhava?
Dá para imaginar como é gerenciar uma repartição pública com funcionários, em sua grande maioria, navegando nas redes sociais? Em um sistema de trabalho que não tem como medir a eficiência do trabalhador, e pelo fato de não poder ser demitido, o funcionário sem compromisso, com certeza pouco vai se importar com sua obrigação.
Voltemos às cidades que diminuíram a carga horária para economizar.
Será que não daria para cortar funcionários cuja única função é buscar o contra cheque no final do mês? Alguns nem se dão a este trabalho.
Será que não daria para cortar no salário do Prefeito, Vice, Secretários e Assessores que quase sempre ganham bem mais do que merecem?
Será que não daria para fazer o mesmo na Câmara dos valorosos vereadores que quase sempre ganham muito bem para se reunirem algumas horas por mês?
O grande problema é que o nosso povo ainda não descobriu que pode anular o voto.
"MENOR RENDA, MENOS VAGAS. Manchete do Jornal Estado de Minas, sábado 06/06/2015:
"Recebemos alunos com faixa de renda maior do que a que existia na UFMG e isso nos preocupa, reconheceu o pró-reitor de graduação Ricardo Takahashi".
Este é o país da constituição que reza: Todos somos iguais perante a lei.
Esta é a realidade do país das Falmacutaias com um serviço de assistência social que garante os mesmos direitos para mendigos e milionários. Seria bonito se assim fosse na vida real, mas os direitos assegurados são somente na hora de usufruir dos benefícios, que na prática são sempre canalizados para as pessoas que menos necessitam.
Colocar em uma mesma sala, "brigando" por uma vaga em universidade pública, jovens ricos que estudam em escolas privadas pagando mensalidades na faixa de R$2,000,00 por mês, e alunos de uma escola pública sucateada, cercada de violências de toda espécie, professores mal remunerados, e muitas vezes sem formação adequada, é sem dúvida uma grande sacanagem.
Mas é preciso dar esmola para rico, assim como é feito pelo SUS (Sistema Único da Sacanagem); esta distribuição de renda sem eira e nem beira, deve ser para sobrar mais dinheiro para que  os "filhinhos de papai" possam continuar frequentando boates luxuosas e rodando com seus carros de luxo e os estacionando nas universidades públicas deste país das desigualdades.
Como faço questão de mencionar, não tenho nenhuma formação acadêmica, mas sinto- me no direito e na obrigação de escrever sobre aquilo que me incomoda, com isso vou incomodar pessoas que não concordam com minha linha de pensamento.
Isso é muito natural e saudável;  




2 comentários:

  1. Como sempre, seus textos são muito interessantes e inteligentes. Ser incomodarem alguém, ainda bem!
    Pois, cortar naquilo k é básico, não tem jeito, nem cabimento. Estou com você: então, porque não cortar nos salários daqueles k ganham mto e fazem tão pouco?
    Qto ao acesso ao ensino, estou de novo de acordo com suas palavras. Rico ou filho/a de pais ricos têm de pagar mto mais. EVIDENTE!

    Bom resto de semana.

    Abraço.

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  2. Obrigada Geraldo por sua visita e gracioso comentário. É, tem de passar a olhar e a mimar sua cadeira de balanço com outros olhos.

    Dias felizes.

    Abraços.

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