2 de ago de 2013

EU QUERO SILÊNCIO

É NO SILÊNCIO QUE O CORAÇÃO ESCUTA.
Depois de uma noite de tempestade fiz minha caminhada de todos os dias, e fiquei emocionado. 
Senti saudades! 
O rio da minha infância estava transbordando com água encostando na ponte. 
Como se o meu pensamento fosse uma máquina do tempo, retrocedi exatamente uns 45 anos atrás.  E me vi pescando no rio. Ouvi a cantiga das lavadeiras e a algazarra da garotada pulando de mergulho de cima dos galhos dos Ingazeiros que margeavam o rio. 
A máquina do tempo era irreal. 
O rio é irreal. 
Assim que as chuvas forem embora e as águas baixarem, a natureza terá deixado de presente para toda a população um monte de lixo que o rio acumulou durante a seca. 
Rio não produz lixo. 
Lixo é a miséria do mundo. 
O ser humano é o lixo da miséria. 
Ele se mistura com o que não presta, e neste país das Falmacutaias todos os dias somos inundados com noticias de roubalheiras e desvio de verba pública que nunca é recuperada, e nenhum ladrão de gravata é preso. 
Esta é a escoria da sociedade. 
Que produz o lixo ético. 
O lixo intelectual onde a elite não faz nada para preservar a natureza, e joga a culpa no pobre da periferia pelo entupimento das redes de esgoto. 
Pobre não produz lixo. 
Pobre neste país é o lixo que só serve para votar. 
Porque resolvi misturar os dois lixos, o ecológico e o humano? 
Simplesmente porque o lixo da escoria política e empresarial rouba o dinheiro que poderia ser usado para recuperar a natureza agredida. 
Pobre não produz lixo. 
Mesmo sendo a grande maioria... 
Quanto mais consumo, mais lixo e menos conscientização de que é preciso recuperar o mundo doente, para que a geração de agora e as futuras possam sobreviver. 
Senti saudade... 
Sinto pena! 
A natureza está destruída. 
O ser humano está corrompido pelo poder e pela ganância, e se deixando levar pelo consumismo desenfreado.
Enquanto o pobre não for considerado parte integrante da sociedade, e não apenas um voto ambulante que pode ser comprado com qualquer coisa.  Enquanto os poderosos não quiserem entender que o lucro desenfreado gera os abismos que separam os homens. 
O mundo vai continuar sendo um lixão a céu aberto. 
E os rios serão sempre uma lembrança nos dias de 

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