4 de abr de 2013

DOMÉSTICAS, MAS NEM TANTO


Hoje é Facebook, Tweter, Linkedin, Orkut

Para ser valorizada não deveria precisar de Lei

 









È claro que nem todos são como a funcionária acima, um pequena parcela de funcionários comprometidos trabalham em dobro para suprir a falta de compromisso de muitos
 

Fico ouvindo e assistindo as discuções sobre a aprovação da lei que igualou os direitos dos empregados domésticos com as demais categorias.
Muito justo se olharmos somente na frieza dos números e na dificuldade de relacionamento entre os seres humanos.
Será que o legislador sequer cogitou fazer uma pesquisa popular e levou em conta os locais de trabalho e as particularidades visivelmente diferentes das demais ocupações?
Mostre-me uma empresa que permite seu funcionário trabalhar ouvindo rádio, comendo uma fruta, fazendo um lanche, tirar uma soneca durante o dia, assistir televisão, sem descontar nada no salário.
Em muitas casas estes comportamentos até hoje eram procedimentos corriqueiros.
E agora?
Comparem estas condições de trabalho com a de um servente de pedreiro um gari ou um serviçal que limpa os escritórios e os banheiros de uma empresa.
E como ficará a situação de uma pessoa que tem um salário na média de R$ 2.000,00 e pagava uns R$ 400,00 a um parente, uma colega ou à amiga de alguém do seu relacionamento, para cuidar de um filho por um determinado período, para que possa trabalhar? Tenho certeza que esta relação vai acabar e várias pessoas serão prejudicadas.
Não é preciso ser nenhum economista para saber que existem milhares de pessoas vivendo esta mesma situação.
É verdade que milhares de empregados domésticos têm seus direitos usurpados por pessoas sacanas.
Mas em contra partida muitos foram tratados como membros da família que e com certeza ajudou a criar os filhos de várias gerações. E se a família atual não tiver condição financeira para arcar com os custos atuais e forem obrigados a demiti-la?
Temos dois filhos adultos e na nossa casa trabalharam apenas duas pessoas, não vou dizer empregadas porque elas na verdade eram os anjos da guarda dos meninos, hoje, com esta lei não teríamos condição de tê-las conosco.
Tenho certeza que os empregados nesta condição jamais pensariam em levar seus patrões à justiça, mas com a insistência dos amigos e até da família, filhos e netos de olho no dinheiro, certamente atitudes como esta serão de agora em diante coisa corriqueira.
Hoje regulamentam a situação dos trabalhadores domésticos!
Porque não os chapas de caminhão que trabalham o dia inteiro como burros de carga?
Os tomadores de conta dos carros nas ruas.
Os cuidadores de idosos e etc.etc.etc.etc..
Num momento em que só se fala de eleição, mesmo faltando um ano e seis meses, esta lei foi um tiro no pé do atual governo. A oposição nem sequer questionou, tratou logo de aprovar. Os profissionais da politicagem sabem que este projeto vai desagradar muita gente e aumentar o número de reclamações trabalhistas.
Estamos no segundo round de uma grande sacanagem contra as pessoas, a primeira foi do empréstimo consignado para os aposentados, que ficaram reféns nas mãos de filhos, netos e outros parentes e pessoas sacanas.
A instituição família que já vem perdendo a sua essência, agora vai se transformar definitivamente em empresa, com alguém "batendo ponto" e todos terão que contratar serviços de Contabilidade, para manter a papelada (e haja papel) em dia.
Estão abrindo brechas para criação de mais escolas infantis e creches que irão receber os filhos, que antes eram cuidados no aconchego do lar.
Todos os políticos pagam seus empregados domésticos com seu próprio dinheiro?
Não demora muito e as cidades estarão cheias de faixas e anúncios oferecendo serviços para que as empregadas reclamem seus direitos.
Uma categoria de sugadores (com raríssimas e belas exceções) que precisa ter sua atividade regulamentada e que ninguém tem coragem de encarar é a dos famosos Funcionários Públicos. Quando em uma conversa informal, você pergunta a um destes “valorosos servidores”, você faz o quê? O que trabalha e tem compromisso com a coisa pública, responde sem titubear: Eu sou. (cita sua profissão), o que apenas bate o ponto e mesmo assim, de vez em quando, enche a boca e diz: Sou funcionário público.
Porque somente eles:
Tem jornada de trabalho reduzida?
Podem emendar todos os feriados prolongados?
Não trabalham no dia do servidor, no dia do trabalhador e pasmem, também não trabalham no dia do aniversário.
Qual outra Categoria usufrui destas regalias?
E não para por aí...
Auxilio maternidade de 06 meses.
Sete dias para o pai curtir no boteco o nascimento do filho
Quando adoece um parente de primeiro grau o funcionário pode acompanhá-lo durante o tratamento, sem perder um dia sequer.
Recebem aumento quando completam dois anos de trabalho (biênio).
Mais aumento quanto completam cinco anos (Quinquênio).
Ah! Eles têm férias prêmio.
O mais interessante nos órgãos públicos é o PCCV, onde um certificado pode ser comprado e apresentado para aumentar o salário.
Isso faz uma faxineira com vinte anos de serviço ter um salário acima de R$1.500,00, e também faz com que os maiores salários do país sejam dos servidores do alto escalão.
E para matar mais ainda de raiva o trabalhador comum, todo funcionário público quando se aposenta continua recebendo como se estivesse na ativa.
A maioria não bate ponto, mas mesmo batendo dá-se um jeitinho para não perder o dia ou os dias que não compareceram ao local de trabalho.
Não se consegue medir a produção, então cada um faz o que quer e quando quer.
Voltando ao empregado da iniciativa privada, uma faxineira nunca vai conseguir um salário de R$ 1500,00 e quando aposentar vai ver o seu salário diminuir todos os anos.
Quero deixar bem claro que o que escrevi sobre o funcionário público não se aplica à minoria que faz questão de honrar o concurso que fez, e que com dignidade e honestidade presta um grande serviço à nação, tanto é verdade, que precisa se desdobrar para realizar as tarefas de responsabilidade dos que são apenas funcionários.
Trabalhei no setor de um hospital, e um funcionário, destes que não está nem ai veio com esta frase; O mundo lá fora está pegando fogo e eu estou jogando paciência.
Haja paciência!
Precisamos sim equiparar todos os trabalhadores, para que uma minoria não fique sugando o dinheiro da nação e a grande massa trabalhadora vendo a sua aposentadoria ser roubada todo ano.
Todos os trabalhadores devem receber o mesmo tratamento, assim acabaríamos com as funções de párias e de puxa sacos.
A Constituição não diz que somos todos iguais perante a lei?
Porque muitos precisam trabalhar tanto enquanto outros...
Principalmente os eleitos pelo voto " conscientes". 
Clique neste link para calcular quanto irá gastar após a nova lei:
http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/03/calculadora-do-g1-ajuda-nas-contas-de-gastos-com-empregada-domestica.html

 

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