30 de mar de 2013

AGÊNCIAS REGULADORAS DESRREGULADAS.


“VENDA DE PÍLULA TERÁ MAIOR RIGOR”  (Jornal Estado de Minas 30/03/2013)
“A Anvisa criou um grupo multissetorial da receita para venda de contraceptivos e antiinflamatórios”;  Especialistas apoiam, mas alertam que muitos entraves podem sobrecarregar o sistema público de saúde e gerar abortos e gravidezes indesejadas”.

Escrevi vários textos contestando as ações deste órgão regulador, principalmente quando proibiram a compra de antibióticos.
Não sei quem é mais irresponsável, se esta maldita Anvisa ou os famosos “especialistas”, vejam as colocações que eles colocaram depois de dizerem que apoiam esta medida esdrúxula.
“Sobrecarregar o sistema público de saúde!”
Tem jeito?
Este sistema realmente existe?
Se existe, atende apenas uma minoria que pode pagar, e outra, os apadrinhados políticos que usam do poder para se reeleger por décadas, sem nunca ter apresentado um projeto sequer.
Pelo menos, aqui na minha cidade é assim, no Centro de Referência, onde os “especialistas” atendem, os apadrinhados de um vereador e de uma Diretora, sempre tiveram prioridade no atendimento.
Se esta agência reguladora tivesse realmente compromisso com a saúde pública e com as pessoas, em hipótese nenhuma não deixaria a população de uma cidade ser enganada, quando uma bactéria comum a todos os hospitais, foi exaustivamente explorada para fins eleitoreiros. Se a incidência desta bactéria fosse verdade na proporção que foi colocada na mídia local, imediatamente deveriam ter enviado infectologistas para eliminar a “famosa” bactéria e assim evitar a morte de inocentes.
Primeiro proibiu a compra de Antibióticos, agora quer proibir a compra de antiinflamatórios e contraceptivos.
Daqui a alguns meses teremos que ir a um médico para comprar um antiácido ou um comprimido para dor de cabeça?
Dá a impressão que o governo quer aumentar o número de pessoas a serem atendidas pelas bolsas famílias.
Não demora muito, irão criar a Bolsa Pílula.
A Anvisa realmente é uma agência reguladora de saúde no Brasil, ou eles pensam que estão em algum país do primeiro mundo?
Com raríssimas exceções, a saúde privada é uma brincadeira a pública uma calamidade.
Há poucos meses a minha pressão arterial deu um pique de 22 – 10, paguei R$ 150,00 de uma consulta a um cardiologista, ela durou cerva de um três minutos e não foi pedido sequer um eletrocardiograma.
O que eu deveria ter feito?
Agredir o médico?
Pagar um advogado para denunciá-lo?
Para que esta agência maluca possa continuar proibindo a compra de medicamentos ela deveria pedir a governo que coloque um médico com um bloco de receita na mão em cada esquina.
Ou quem sabe seria melhor um em cada farmácia?
Vivemos em um país de brincadeira, de arenas de futebol superfaturadas e de sambódromos onde os pobres se fantasiam de reis e rainhas uma vez por ano.
As agências reguladoras estão desreguladas.
E o pobre que se dane.

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário