6 de nov de 2012

ATÉ QUE A MORTE OS SEPAREM


                                                

ATÉ QUE A MORTE OS SEPAREM

Uma leitora fez-me a seguinte pergunta: o que deve vir primeiro: o sexo ou o amor?
Dependendo da maneira de viver de cada pessoa, estas duas palavras e atitudes tomam conotações diferentes.
Uns preferem o sexo.
Outros cultuam o amor.
Numa relação estável, o sexo prazeroso é consequência do amor que une dois corações, e funde dois corpos em apenas um. Quando alguém vive sem compromisso até consigo mesmo, faz sexo com qualquer um e por qualquer motivo, age como se fosse um animal que não sabe o que é o prazer da entrega de verdade.
E o prazer momentâneo pode viciar.
O amor não vicia, a alegria do amor será para sempre enquanto for via de mão dupla, “é dando que se recebe”.
E assim...
Os tempos agora são outros, segundo algumas pessoas, os da minha geração são ultrapassados e desligados dos tempos modernos, onde poucos ficam casados e apaixonados por longos vinte ou trinta anos.
O normal agora é ficar sem assumir compromissos, que antes tinham validade somente assumidos na frente de um tabelião, em um cartório, e quase sempre, em alguma igreja. Muitos ainda estão subindo nos altares para oficializarem a união, em igrejas de todos os credos e de todos “cruz-credos”. Em todas as celebrações o ápice da união é: Você fulano ou fulana de tal, aceita unir-se ao outro na alegria e na tristeza, na saúde e na doença jurando amar e se respeitarem todos os dias da sua vida, até que a morte os separem?
Que coisa mais ridícula!
E depois vem a famosa frase: “Eu os declaro Marido e Mulher, o que Deus uniu o homem não separa”. O interessante é que os nubentes juram aceitar tudo numa boa, prometem um para o outro que a vida vai ser um mar de rosas, e que dali em diante serão um só corpo e uma só alma.
Que romântico!
Estas palavras deveriam ser repensadas.
Estes comportamentos deveriam ser repensados.
Será que alguém tem condições de dizer quantos anos vai durar um casamento?
Quantos foram desfeitos mesmo antes de terem tempo de fazer a contabilidade para ver quanto foi gasto com a festa?
Estou sendo presunçoso!
Quantos maridos e esposas são traídos em menos de um ano de união?
Ou poderia se dizer, dias?
Outro dia estávamos jogando conversa fora, lembro-me de ter dito para minha mulher exatamente isso que escrevi.
Bacana foi a definição que meu filho de treze anos deu para a frase: “Até que a morte os separe:
 -“Pai não está errado não, quando o casal se separa é porque houve a morte do amor”.
Brincamos que ele herdara a veia poética do pai.
Falar o quê?
Aí está a chave do relacionamento. “Que seja eterno enquanto dure”.
Esta é a frase que precisa ser dita pelos que vão abençoar a união de duas pessoas, e deve ser confirmada pelos que estão sendo unidos.
Uma relação deve durar enquanto o amor estiver vivo e fazendo pulsar dois corações. Não importa quantos anos de vida em comum, nenhum casal deve morar debaixo do mesmo teto depois de descobrirem que o amor fez as malas, indo embora levando junto a amizade, a ternura e a caridade. Marido e mulher não podem viver como irmãos depois de terem entregado para o outro aquilo que tinham de mais precioso: seu próprio corpo e sua vida.
Se desejaram.
Se possuíram.
Foram capazes de se amarem enquanto mente e coração estavam em sintonia, dividindo as mesmas dores e as mesmas alegrias.
Então, por displicência, ou por sentirem-se prisioneiros um dos outros, infelizmente o amor morreu.
E de repente tudo caiu no esquecimento, mas ficar um olhando para a cara do outro se esbarrando nos corredores, deitar lado a lado sem terem nada para dizer não faz menor sentido.
Quando o sexo vem primeiro com certeza não é alicerce para o amor, quando o amor vem primeiro é a base para uma relação sexual prazerosa, onde a paixão se aflora num simples toque ou no jeito de olhar.
Sexo não é amor.
Amor com sexo ou sexo com amor é a plenitude que funde dois seres humanos, em um só corpo, alma e coração.
Até que a morte os separem, dos corpos, ou do amor.



4 comentários:

  1. Geraldo!

    Interessante, Dizem que para os homens o sexos vem primeiro, depois podendo se tornar amor, para as mulheres o amor em primeiro lugar.
    Acho que quando o relacionamento esfria, melhor cada um ir pra seu lado,acho até injusto um casal ficarem juntos sem amor, ambos estão perdendo a chance de conhecerem novos horizontes, e quem sabe, novos amores.

    Bjos querido, obrigada pelo seu carinho tha?

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  2. Uns diriam que o amor está fora de moda amigo.
    As uniões de hpje estão desatreladas de tradições e preconceitos. As pessoas se dão no direito de ir e vir com outra conotação.Até o conceito de pecado do qual vivemos e nos educamos, já não serve de freio para ninguém.EU creio que o amor é possivel e que sua vida é tão vulneravel como uma peça de ferro junto ao mar.Com o tempo vai adquirindo uma crosta corrosiva e se não houver um tratamento logo se desintegra.Haja amor né?
    Um abração de paz e luz.

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  3. Geraldo!
    Obrigada pelo carinho das visitas

    Bjos querido, Ótimo fim de semana.

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  4. Oi Geraldo!

    Andei meia ausente devido a vida meia corrida.
    Inteligente seu texto, e concordo contigo.
    o amor deve com certeza vim primeiro porque é a base para uma relação sexual muito mais prazerosa, onde a paixão se aflora num simples toque ou no jeito de olhar.

    Deixo um grande abraços!


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