23 de jun de 2011

AUXILIO MATERNIDADE/PATERNIDADE.

ESTE TEXTO FOI ESCRITO EM 06/03/2009 E PUBLICADO NO USINA DE LETRAS


Este país é um grande circo e a justiça é o picadeiro principal, onde os palhaços, (grande maioria dos políticos) dão seus espetáculos diários.
Lendo o jornal de todos os dias dá vontade de não me informar de coisa alguma.
Fiquei indignado quando tomei conhecimento que um advogado, funcionário do INSS, ganhou na justiça o direito de ficar três meses sem trabalhar porque adotou um filho.
Segundo a reportagem “eles já gozam do beneficio descansando em uma praia em Porto Seguro”.
“Para ter direito a ficar tomando cerveja durante três meses ele se baseou na lei 8112 de 1990 que garante licença maternidade de cento e oitenta dias para servidores federais que adotam crianças até um ano”
A maioria conhece esta lei?
Ela por si só é um absurdo.
Absurdo maior uma lei privilegiar apenas o funcionário público em detrimento da grande massa trabalhadora da iniciativa privada.
Fazer lei é muito fácil.
Principalmente quando ela renderá votos na próxima eleição.
Agora foi criada uma lei que estende o auxilio maternidade para seis meses, se a empresa se cadastrar para receberá benefícios fiscais.
Qual pequena empresa pode ficar sem uma secretária ou uma costureira ou qualquer outro funcionário durante seis meses?
Fatalmente terá que contratar alguém para o seu lugar.
Quando a mulher voltar, muita coisa já terá mudado na empresa, e quem ficará com o emprego?
Esta lei somente vai beneficiar e será aplicada para funcionários públicos, que não podem ser demitidos.
Na iniciativa privada com certeza absoluta, a maioria das mulheres será demitida ao voltar das longas férias da maternidade.
Isto significa que foi criada mais uma lei para uma categoria que já goza de muitos benefícios, que corre atrás de um concurso público para garantir a aposentadoria e se escondendo atrás da estabilidade reclama de tudo.
Que o salário do servidor público poderia e deveria ser melhorado não resta a menor dúvida.
Talvez algum servidor público comprometido vá ficar indignado pela maneira e ousadia que abordo este assunto.
Existem muitos.
Mas uma grande maioria sabe apenas reclamar do baixo salário, mesmo tendo prestado concurso já sabendo quanto iria ganhar, e sem nenhuma cerimônia diz em alto e bom tom: “Eu trabalho de acordo com o que recebo”.
Um funcionário de uma unidade de saúde me saiu com esta: “O mundo lá fora está pegando fogo e eu estou jogando paciência”.
Que leis precisam ser criadas para defender a classe trabalhadora não resta a menor dúvida.
Mas toda lei tem que contemplar a sociedade como um todo, em igualdade de condições.
Quantas leis existem que não servem para nada?
Milhares.
Se realmente quisessem defender o trabalhador, veriam que é impossível para a maioria das pessoas, ficarem na ativa até os sessenta e cinco anos.
Quem se preocupa com isto?
Quem mandou você não fazer um concurso público?

2 comentários:

  1. A VERDADE E Q SOMOS NOS OS RESPONSAVEIS POR COLOCAR ESSES SAFADOS NO PODER

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  2. Olá estimado Geraldo,

    Mais um forte e crítico texto!
    Nós somos os culpados.

    Abraços de luz.

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