21 de dez de 2010

JESUS VIA SATÉLITE.





















Dizem que sobre futebol, política e religião não vale a pena discutir, e eu concordo quando a discussão se torna uma maneira de coagir o outro a mudar de posição.
Hoje vou falar mais uma vez de religião.
Ao mudar de canal fiquei alguns minutos ouvindo um pregador, não tive a curiosidade de saber sua religião, se é que podemos chamar de religião, e nem me lembro em qual canal ele falava.
Sei que é um destes que alugam espaço para qualquer pessoa divulgar qualquer coisa, o que já é um absurdo.
Um canal de televisão de aluguel.
Este senhor teve a coragem de ficar quase meia hora falando de dinheiro, pedindo uma contribuição mínima de R$ 30,00 e em troca ele enviaria um livro de sua autoria.
Disse também que “queria mil doadores de R$ 1.000,00 mensais”.
E pasmem!
Mais mil doadores da mixaria de R$ 10.000,00
Isto para que “seu programa” permanecesse no ar.
E começou a falar da quantidade de doadores que já estão cadastrados, parecendo aqueles antigos vendedores de loteria que ficavam gritando: é o ultimo; e assim que alguém comprava, ele retirava outro da algibeira e continuava a gritar.
É o último!
Isto é brincar com Deus.
Isto é fazer os filhos de Deus de palhaços.
Qual a utilidade de um programa como este, e de tantos outros de igrejas de todas as denominações que se dizem cristãs, mas que na verdade são verdadeiros vendilhões do templo?
Que Jesus expulsou a golpe de chicote.
Fiquei olhando a exploração da visita do Papa ao Brasil, era um tal de vender medalhas de comemoração, e tantas outras besteiras, que fazem a gente pensar se uma religião é necessária para nos conduzir na caminhada proposta pelo filho de Deus.
Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.
Ele não pediu mais do que isso.
Ao jovem que não sabia como herdar o Seu reino, ele simplesmente disse: vai vende tudo que tem distribua com os pobres e siga-Me.
Esses artistas e atores de televisão que ficam pregando fariam isto?
Venderiam tudo?
Porque a parte “repartir com os pobres” nunca é citada?
Querem vender o céu via satélite pela internet.
Já pensou se Jesus resolvesse voltar ao mundo, qual canal ele escolheria para aparecer?
Quem pagaria mais por uma entrevista, o Domingão do Faustão, o Fantástico ou Domingo Legal?
Ou será que realmente ele iria escolher um desses que ficam vendendo seu nome e seus milagres como se fossem mercadorias de camelô?
E como ficam os pobres nesse meio?
Os famintos?
Os drogados?
Os doentes?
Os abandonados por tudo, e por todos?
São meras pessoas endemôniadas que precisam comprar um milagre para se libertarem?
Está na hora de parar.
Se alguém tem realmente autoridade para falar em nome de Deus, o faça somente pela caridade e pelo amor.
E a caridade e o amor não são moedas de troca.
E quando tiver que receber algo em troca, peça ao Pai que simplesmente derrame suas bênçãos e lhe dê mais sabedoria para saber separar o joio do trigo

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