24 de set de 2010

COTAS DA IGNORÂNCIA


 



No dia vinte de novembro, em algumas cidades é comemorado o dia da Consciência Negra, que serve apenas para que as pessoas fiquem sem trabalhar, principalmente para os funcionários públicos que sempre dão um jeito de prolongar o feriado.
Eu não estou comemorando nada, não podemos oficializar o racismo e a segregação racial. Não foram os negros os únicos escravos, escravizados foram e ainda são os pobres, independentes da raça ou cor da pele. 
Assistindo o jornal, indignado desliguei o televisor, acabei de ouvir que a Câmara dos Deputados deu mais uma demonstração de insensatez e despreparo para votar leis que beneficiam a população pobre do país. 
Criaram uma lei onde nas Universidades Públicas, metade das vagas será reservada para Negros, Pardos, Índios e Alunos do Ensino Médio em escolas públicas. O absurdo é que cada um poderá escolher qual sua raça, independentemente da cor da sua pele ou do sotaque.
E acham que estão ajudando os menos favorecidos.
E os negros pobres?
E os pardos pobres? 
E os brancos pobres? 
E os índios de verdade? 
Como e onde irão estudar? 
Ao criar estas malditas cotas...
Os políticos abrem brechas para todo tipo de falmacutaias. 
Quando criaram o ENEM, ele veio para avaliar o ensino médio das escolas públicas, quando o resultado passou a ser item de avaliação para a universidade, rapidamente foi estendido para as escolas particulares, e pipocaram cursinhos para preparar o aluno preguiçoso. 
Ao criar estas cotas... 
Os filhos dos ricos serão matriculados em Escola Pública de manhã, e frequentarão cursinhos preparatórios à tarde ou vice e versa. 
E as vagas nas Universidades Públicas que teoricamente seriam dos pobres, vão continuar sendo ocupadas pelos filhos da elite. 
O governo vai construir mais escolas de ensino médio? 
Vai melhorar o ensino nas Escolas Públicas? 
Se fizer isto não precisa estipular cotas para ninguém. 
Deixe que a vaga seja preenchida pela competência. 
Apenas uma coisa deve ser feita: Dar prioridade ao mais pobre. 
Qualquer benefício concedido pelo poder público ao povo, deveria levar em conta a situação sócio econômica da família que irá usufruir
Não importa se é negro. 

Branco. 
Albino. 
Mulato. 
Índio. 
Quando criaram a cota para Negros, milhares de branquelos passaram a jurar que eram pretos ou filhos e netos de afrodescendentes. 

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