18 setembro, 2010

COLESTEROL DA NATUREZA












COLESTEROL DA NATUREZA



O firmamento cheio de nuvens carregadas,
Trovões barulhentos, e raios cortando o firmamento
Parecem o semblante de um Deus que tudo vê
E que não está nada satisfeito com tanta insensatez.
Da sua imagem e semelhança, que agride a natureza

Chuva caindo forte e com força
Parece o choro copioso
De quem está sofrendo
Uma grande agressão

Águas invadindo barracos
Parecendo um ladrão querendo levar tudo
De alguém que nada tem
E que não aprendeu reciclar o lixo

Águas invadindo mansões
Parecendo querer levar tudo
De alguém que tem mais do que necessita
E que também não aprendeu reciclar o lixo

Córregos transbordando, e ficando caudalosos
carregando em o seu leito todo tipo de lixo e de destroços
jogado por quem não tem educação ecológica
E que são muitos, pessoas pobres, e ricos miseráveis

Chuvas torrenciais com suas águas sem terem terra para lhe acolher
São lágrimas de uma natureza agredida, que sofre.
Córregos e enxurradas que invadem barracos e mansões
São as veias obstruídas carregando o colesterol ruim da natureza

E o coração de Deus fica ferido
E o coração do homem continua insensível
Ao clamor da mãe terra
Ao choro da irmã água
Que devolve com força
Toda a agressão sofrida
Nas entranhas da essência da vida.

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