20 de set de 2010

CASTIGO PARA OS PAIS



Resultado de imagem para crianças na frente do computador
VOCÊ PREFEREM ASSIM?
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                               OU ASSIM?




Esta semana um amigo disse-me que foi surpreendido quando o boleto do cartão de
Credito chegou. Descobriram que seu filho de dez anos havia realizado compras de pontos em jogos eletrônicos sem o seu consentimento. Ele me disse que ficou irritado, não pelo dinheiro, segundo ele, o garoto é um bom menino e até este dia era totalmente confiável, e que nunca imaginaria que fosse capaz de fazer tal coisa. 
Mas fez. 
Foi colocado de castigo. 
Eu não sei se o castigo dói mais no garoto ou nos seus pais. 
E fico perguntando... 
Será que ele merece mesmo o castigo? 
Acho que os pais é que deveriam ser castigados, por excesso de confiança ou comodismo, não nos preocupamos em acompanhar o que nossos filhos estão acessando neste bendito e maldito espaço cibernético. 
Ainda bem que o garoto nem sabia como funcionava o cartão de crédito, e a cobrança chegou. 
Ele tem apenas dez anos. 
Isto cobra das nossas consciências mais compromisso com aquilo que os nossos filhos estão fazendo. 
Colocaram regras para ele voltar a ter acesso ao computador, e com certeza ainda deu tempo de resgatar o bom menino que sempre foi. 
Quantos jovens estão perdidos nos labirintos da tecnologia, e se aconchegando apenas no colo da placa mãe? Quantos jovens estão deixando sua inteligência se prender na mediocridade de algum dos jogos virtuais que nada constroem, ou em conversas destrutivas de pessoas maldosas que só pensam em destruição? 
E nos preocupamos somente com as drogas vendidas pelos pobres da periferia, e pelos ricos das faculdades e das mansões.
E nos preocupamos com a violência das esquinas. 
Neste episódio a droga se chama tecnologia, nesse caso a violência são as lutas e disputas virtuais que embrutecem nossos filhos. 
Estamos perdendo nossos filhos para um mundo virtual. 
Que é real. 
Que fica do outro lado da parede, e que por ironia do destino sua peça principal se chama Placa Mãe. 
Parece que eu estava antevendo este episódio, quando escrevi o texto: PLACA MÃE NÃO GERA FILHOS. 
E esse casal de amigos, mal sabia que seu caçula estava sendo engolido pela memória Ram de uma máquina sem vida. 
Vida! 
Que alguns dizem estar melhor com o avanço da tecnologia.
Tecnologia... 
Que destrói famílias, quando um ente querido prefere se fechar dentro de um quarto, ou dentro de si mesmo, tendo sua vida e seu futuro sendo formatados na frente de uma tela colorida.  E a vida se transforma em preto e branco, como consequência, acaba o colorido das conversas, das piadas e dos abraços. 
Que venham todas as tecnologias. 
Mas que nenhuma máquina substitua o ser humano, e jamais seja programada para dizer mecanicamente: Eu te amo. 
Os pais que não percebem que seus filhos estão sendo raptados por uma máquina, merecem ser castigados.
Aprenderam a lição.

Que esta mesma lição sirva para todos os pais que pensam estarem protegendo os filhos permitindo, e até sentindo-se confortáveis, os vê-los trancados dentro de um quarto, em vez de estar tendo uma conversa sadia com os amigos de verdade, que muitas vezes, ficam em segundo plano porque não respondem com a mesma rapidez de um disco rígido.

Um comentário:

  1. Boa tarde Sr Geraldo.
    Meu nome é Sandra, sou filha do Sr Raimundo Otoni Caldas de Londrina/Pr. Ele é um Poeta, escreve tudo que pensa. Passa a vida escrevendo, passa o tempo encrevendo a vida!
    Gostaria de pedir sua autorização para postar esse texto na página inicial do meu orkut (Sandra Caldas) e envia-lo aos meus amigos e amigas Pais e Mães.
    Muito obrigada.

    Sandra Caldas-Londrina/Pr.

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